{"id":5203,"date":"2025-07-14T16:54:30","date_gmt":"2025-07-14T20:54:30","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?page_id=5203"},"modified":"2025-07-16T18:37:11","modified_gmt":"2025-07-16T22:37:11","slug":"a-voz-que-rompe-o-silencio-e-feminina","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-105\/a-voz-que-rompe-o-silencio-e-feminina\/","title":{"rendered":"\u201cA voz que rompe o sil\u00eancio \u00e9 feminina\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-b887e002f5bc02646896bf406c3414f6\"><strong>Texto: <strong>Texto: Camille Filetto | Rebeca Ferro | Sarai Brauna<\/strong><br>Foto: Kau\u00e3 dos Santo<\/strong>s<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/foto-equipe-projetil-105-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5233\" style=\"width:777px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/foto-equipe-projetil-105-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/foto-equipe-projetil-105-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/foto-equipe-projetil-105-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/foto-equipe-projetil-105-400x225.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/foto-equipe-projetil-105.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dezenove mulheres e apenas um homem. Isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma curiosidade da turma que produziu a edi\u00e7\u00e3o 105 do Proj\u00e9til, foi o ponto de partida para a produ\u00e7\u00e3o. Esse n\u00famero nos fez olhar para a sala, para o jornalismo e para o mundo com outra lente: a das mulheres, em sua pluralidade. Com diferentes hist\u00f3rias, origens, trajet\u00f3rias e vozes, elas n\u00e3o apenas ocupam espa\u00e7o, mas s\u00e3o capazes de transform\u00e1-lo, diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O jornalismo, como tantas outras \u00e1reas, foi por muito tempo um territ\u00f3rio masculino. Hoje, as mulheres s\u00e3o maioria nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Segundo dados disponibilizados pelo IBGE, 60% dos concluintes dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o no Brasil em 2024 eram mulheres. Na \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o eram 61,4%. Elas chegaram com olhar, escuta, cr\u00edtica, repert\u00f3rio e pot\u00eancia diferenciadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Falar de mulheres nesta edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 falar de uma identidade \u00fanica, de um modelo ideal ou de um discurso fechado. Falamos de mulheres cis e trans, negras, brancas, ind\u00edgenas, l\u00e9sbicas, bissexuais, m\u00e3es, jovens, idosas, perif\u00e9ricas, do centro, das margens. Falamos das que est\u00e3o aqui hoje, mas tamb\u00e9m daquelas que abriram caminhos antes de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>O Proj\u00e9til 105 \u00e9 atravessado por mulheres. O que estamos produzindo parte de nossas viv\u00eancias, inquieta\u00e7\u00f5es, conflitos, questionamentos e processos de pertencimento. Isso \u00e9 pol\u00edtico. Quando a for\u00e7a presente \u00e9 de mulheres, o modo de ver, de apurar e de narrar mudam. N\u00e3o se trata de um \u201cjornalismo feminino\u201d, mas uma aten\u00e7\u00e3o e cuidado diferentes com o que nos cerca.<\/p>\n\n\n\n<p>Celebrar as mulheres, no entanto, n\u00e3o significa romantizar ou ignorar as tens\u00f5es que as envolvem. A pluralidade que evidenciamos est\u00e1 carregada de desigualdades, silenciamentos, disputas de espa\u00e7o e por reconhecimento. Existir mulher ainda \u00e9 enfrentar o machismo, o ass\u00e9dio, a desvaloriza\u00e7\u00e3o e o julgamento constante da apar\u00eancia, da fala, do tom, das escolhas.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres desta edi\u00e7\u00e3o se prop\u00f5em a escrever outras vers\u00f5es em uma tentativa de desnaturalizar estere\u00f3tipos. Questionar a n\u00f3s mesmas. Trazer inseguran\u00e7as, d\u00favidas e defeitos que colocaram em n\u00f3s. Reafirmar nosso lugar, nossa exist\u00eancia e resist\u00eancia, que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque lutamos para estarmos vivas hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste Proj\u00e9til, as mulheres ind\u00edgenas s\u00e3o lideran\u00e7a, as trabalhadoras sexuais s\u00e3o vis\u00edveis e o corpo envelhecido \u00e9 sin\u00f4nimo de beleza nas imagens, nos temas e nos sil\u00eancios. Est\u00e1 em quem escreve e em quem relata. Est\u00e1 no que aparece e no que ainda precisa ser dito.<\/p>\n\n\n\n<p>As vozes femininas que ecoam na edi\u00e7\u00e3o 105 n\u00e3o pedem permiss\u00e3o. Elas afirmam, confrontam e narram onde antes s\u00f3 se podia escutar. Porque permanecer nesses ambientes tamb\u00e9m \u00e9 um ato de coragem. Entre palavras e imagens, h\u00e1 tamb\u00e9m um sil\u00eancio que fala. Que grita. Que denuncia. Que carrega tudo o que ainda precisa ser nomeado.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui tamb\u00e9m relembramos todas as que tiveram as suas vidas interrompidas, que foram cerceadas por obriga\u00e7\u00f5es e julgamentos, que deram tudo de si para conseguir cumprir as expectativas a que eram demandadas. H\u00e1 muito o que ser conquistado, recontado, descoberto e iluminado.<\/p>\n\n\n\n<p>Celebramos a for\u00e7a de todas as mulheres brasileiras que ocupam as ruas, as casas e as estradas. Por mais que o caminho que trilhamos seja dif\u00edcil, n\u00f3s orgulhamos aquelas que n\u00e3o tiveram a oportunidade de passar por ele, e reconhecemos que cada pequena conquista pelas quais lutaram hoje celebramos e vivemos. <\/p>\n\n\n\n<p>No Proj\u00e9til, h\u00e1 questionamentos nas palavras escolhidas, nas frases constru\u00eddas, nas imagens e nas cores utilizadas. Nos vestimos de padr\u00f5es para que possamos question\u00e1-los e confront\u00e1-los. Decidimos dizer n\u00e3o ao que nos cala e nos rotula Aqui, as mulheres n\u00e3o s\u00e3o apenas a pauta. S\u00e3o autoras. S\u00e3o quem sinaliza. S\u00e3o as que caminham antes, ao lado e depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-105\/\">voltar para a edi\u00e7\u00e3o 105<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Texto: Camille Filetto | Rebeca Ferro | Sarai BraunaFoto: Kau\u00e3 dos Santos Dezenove mulheres e apenas um homem. Isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma curiosidade da turma que produziu a edi\u00e7\u00e3o 105 do Proj\u00e9til, foi o ponto de partida para a produ\u00e7\u00e3o. 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