{"id":5206,"date":"2025-07-14T17:27:06","date_gmt":"2025-07-14T21:27:06","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?page_id=5206"},"modified":"2025-11-25T07:32:07","modified_gmt":"2025-11-25T11:32:07","slug":"as-palavras-ouvidas-no-corpo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-105\/as-palavras-ouvidas-no-corpo\/","title":{"rendered":"As palavras ouvidas no corpo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Mulheres idosas carregam hist\u00f3rias guardadas no corpo. Paix\u00f5es, viv\u00eancias e alegrias que as tornam quem s\u00e3o na velhice<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-752668c1b83a070c884d82d831990bd9\"><strong>Texto: Bruna Melo | Maria Clara de Assis<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n\n\n<p>Os cabelos grisalhos ou pintados guardam hist\u00f3rias que transformam as mulheres idosas em quem s\u00e3o. A autoestima balan\u00e7ada pelos anos passados continua em cada linha do corpo delas, agora em tra\u00e7os um pouco diferentes. Tornaram-se mulheres diferentes do que eram quando tomaram consci\u00eancia do que poderiam ser. A paix\u00e3o pela vida \u00e9 o que une essas cinco mulheres que voc\u00eas v\u00e3o conhecer agora. A alegria de viver as mant\u00e9m ativas. Muito al\u00e9m da velhice, elas s\u00e3o as personagens principais de suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Floriza Maria Silva, 72 anos, \u00e9 natural de F\u00e1tima do Sul &#8211; MS, e conta que nunca gostou muito de aparecer em fotografias. A rela\u00e7\u00e3o com a autoestima sempre foi dif\u00edcil. Essa dificuldade \u00e9 encarada por ela de maneira natural aliada a suas paix\u00f5es da vida. N\u00e3o sabe exatamente quando aprendeu a tricotar, mas aprendeu sozinha, \u00e0 base de tentativa e erro, e nunca mais parou. Assim como conversar, desde que come\u00e7ou a falar, Floriza n\u00e3o parou mais.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m diz eu te amo, como Izabel Casemiro, 80 anos, diz para a cor verde. Seu grande amor \u00e9 o clube de futebol Palmeiras. Segundo ela, as mulheres gostam de futebol, ainda mais senhoras. A torcedora n\u00e3o perde um jogo, mesmo depois de sete d\u00e9cadas de vida. Nascida no distrito de \u00c1gua Fria, em Maracaju, interior de Mato Grosso do Sul, Izabel gosta da vida bo\u00eamia, assistindo aos jogos do time do cora\u00e7\u00e3o acompanhada de uma cerveja gelada.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Com um sorriso caloroso, Marlene Ribas Vasquez diz a idade que tem: 70 anos completados em julho. Assume que existem dias que n\u00e3o se sente bem com ela mesma, mas afirma: \u201ceu me amo, e se eu me amo, eu tenho que me cuidar\u201d. Gosta de tingir os cabelos, segue dicas de moda para fazer combina\u00e7\u00f5es de roupas, e passa sempre um \u201cbatonzinho\u201d para combinar com mais outro sorriso caloroso. Acredita que a maior beleza est\u00e1 no interior das pessoas. \u00c9 a pr\u00f3pria admiradora de sua personalidade solid\u00e1ria e bem-humorada.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Olhando registros de fotos antigas, Isabel Alves, 71 anos, mostra para a neta a fotografia que o marido usa no celular. Ela se casou aos 19 anos e afirma que naquela \u00e9poca todas queriam ser a noiva mais linda. A foto que ela segura mostra o v\u00e9u de tr\u00eas metros usado no dia do casamento. A fam\u00edlia constru\u00edda ao lado do esposo Mois\u00e9s e das quatro filhas \u00e9 o ponto de apoio para que se sinta bem e lembre todos os dias da beleza da vida que vive. De salto e vestido, Isabel exibe sua ess\u00eancia, que se mant\u00e9m a mesma da \u00e9poca da fotografia do papel de parede do celular de Mois\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Ivete Nogueira, 90 anos, se arruma e sai caminhando para onde quer ir. Desde sempre \u00e9 independente e conta que gosta que seja assim, mesmo que os filhos e netos lhe ofere\u00e7am apoio. Ela \u00e9 apaixonada por batom vermelho, viagens, bingo e boas amizades. Acredita que uma das melhores bases constru\u00eddas na vida das mulheres \u00e9 a amizade. Durante oito anos, Ivete ia religiosamente para a casa de sua melhor amiga, todos os dias, para passar a tarde e dormir l\u00e1. A rotina das duas envolvia longas conversas, tapetes de croch\u00ea e sess\u00f5es de beleza quando se encontravam. A amiga hoje j\u00e1 partiu, mas Ivete lembra com carinho e continua a rotina, agora, sozinha.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-105\/\">Voltar para a edi\u00e7\u00e3o 105<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres idosas carregam hist\u00f3rias guardadas no corpo. 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