{"id":1196,"date":"2021-06-28T20:18:19","date_gmt":"2021-06-29T00:18:19","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=1196"},"modified":"2021-11-17T14:46:14","modified_gmt":"2021-11-17T18:46:14","slug":"mais-que-estrategia-a-sobrevivencia-de-muitos-negocios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/mais-que-estrategia-a-sobrevivencia-de-muitos-negocios\/","title":{"rendered":"Mais que estrat\u00e9gia, a sobreviv\u00eancia de muitos neg\u00f3cios"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Expans\u00e3o do com\u00e9rcio via internet<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\">Texto: Mayara Gabrielle (brechodeixoudeser@gmail.com) | Feyth Jaques (feythjaques@hotmail.com)<\/span><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Os estabelecimentos comerciais online apresentaram significativo aumento durante a pandemia. Parte do que o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico conquistou nesse cen\u00e1rio veio para ficar, conforme aponta o relat\u00f3rio Global Outlook 2021, da Mastercard, divulgado em janeiro deste ano.<br data-rich-text-line-break=\"true\">A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), define com\u00e9rcio eletr\u00f4nico como a venda ou compra de bens ou servi\u00e7os, realizada em redes de computadores, sendo que o pagamento e a entrega podem ser online ou offline.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"665\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/infografia-ecommerce-1024x665.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1248\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/infografia-ecommerce-1024x665.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/infografia-ecommerce-300x195.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/infografia-ecommerce-768x499.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/infografia-ecommerce-400x260.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/infografia-ecommerce.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Infografia: Beatriz Brites | Isabella Proc\u00f3pio | Maria Luiza Barbosa | N\u00e9lida Navarro<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Segundo o levantamento da Mastercard, a expectativa \u00e9 que de 20% a 30% das opera\u00e7\u00f5es que migraram das lojas f\u00edsicas para o meio digital durante o isolamento social permanecer\u00e3o virtuais quando o surto chegar ao fim. Ainda de acordo com o relat\u00f3rio, os gastos com com\u00e9rcio eletr\u00f4nico aumentaram de 10% a 16% em seu pico, em compara\u00e7\u00e3o com os n\u00edveis anteriores \u00e0 crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a isso, os varejistas precisaram se adaptar. Houve empresas que agilizaram as entregas e alguns estabelecimentos, em meio ao lockdown, de-ram a chance do cliente adquirir um procedimento e usar depois do cr\u00edtico pe-r\u00edodo. A amplia\u00e7\u00e3o do uso de redes sociais tamb\u00e9m levou a um aumento da procura pelos servi\u00e7os dos Social Media e influenciadores digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Angel Angelis, de 36 anos, diz que ampliou as compras via internet quando considerou a possibilidade de n\u00e3o precisar sair de casa durante a pandemia, para se expor a menos riscos. \u201cA facilidade em n\u00e3o ter gasto com transporte p\u00fablico ou Uber e a correria do dia a dia me fizeram continuar comprando online, j\u00e1 que antes da pandemia iniciei o consumo nessa modalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 quem prefira comprar presencialmente. O operador de telemarketing Diego Dias, 26 anos, optou por isso mesmo no cen\u00e1rio de pandemia. \u201cPrefiro loja f\u00edsica porque gosto de ver o produto de perto, tocar, vestir e experimentar. J\u00e1 comprei online mas tive problemas por morar em um bairro considerado perigoso em Salvador, na Bahia, e o Correios n\u00e3o entregar\u201d, relata Diego.<\/p>\n\n\n\n<p>O Proj\u00e9til fez uma enquete, via Instagram, buscando saber a prefer\u00eancia dos internautas. Das 118 pessoas que responderam, 46% indicaram preferir lojas online, e 54% lojas f\u00edsicas. A partir das respostas, entrevistamos oito consumidores que responderam ao question\u00e1rio, sendo quatro de cada op\u00e7\u00e3o. Os que haviam indicado prefer\u00eancia pela compra f\u00edsica disseram que isso se refere basicamente a vestu\u00e1rio e produtos perec\u00edveis, mas que fazem compras online em outros segmentos. Apontaram ter indicado essa op\u00e7\u00e3o na enquete porque n\u00e3o havia alternativa que inclu\u00edsse as duas. \u201cAlimentos e roupas prefiro em loja f\u00edsica pela possibilidade de experimentar. Artigos de papelaria e materiais diferentes dos citados anteriormente, prefiro o comodismo do online\u201d, relata a empres\u00e1ria Yasmini Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1239\" width=\"395\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-1.jpg 790w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-1-290x300.jpg 290w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-1-768x794.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-1-400x414.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><figcaption>As redes sociais t\u00eam alavancado o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, principalmente ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, houve quem preferisse apenas compras online. Foi o caso da administradora Larissa Heydt, que relata que antes da pandemia j\u00e1 tinha essa prefer\u00eancia pela praticidade. \u201cO receio de sair de casa intensificou essa pr\u00e1tica. N\u00e3o vou mais em lojas f\u00edsicas para comprar. At\u00e9 o mercado eu fa\u00e7o de forma online\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o fim do lockdown estabelecido em Campo Grande entre 22 de mar\u00e7o e 4 de abril, quando diversos estabelecimentos n\u00e3o essenciais precisaram fechar as portas, o comportamento de compra online permaneceu. \u201cA pandemia de fato veio para trazer muitas mudan\u00e7as estruturais do sistema como um todo. Na forma de se relacionar com isso, na forma da gente consumir. E com certeza, essa mudan\u00e7a vai continuar\u201d, explica o economista e comerciante Leandro Luan.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pandemia aumenta demanda por profissionais da \u00e1rea digital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para alavancar as vendas online as empresas passaram a se valer mais dos servi\u00e7os de gest\u00e3o de m\u00eddias digitais, entrando em cena as profiss\u00f5es de Social Media e Influenciador. O primeiro \u00e9 respons\u00e1vel por aproximar uma empresa de seus consumidores, por meio de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados de impacto voltado para as redes sociais, monitoramento di\u00e1rio, relat\u00f3rio de desempenho, relacionamento com potenciais clientes e planejamento estrat\u00e9gico visando aumentar a visibilidade da marca na internet. J\u00e1 o influenciador digital \u00e9 algu\u00e9m que se destaca por meio das m\u00eddias digitais, afetando o comportamento e decis\u00f5es de compras dos seus seguidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Wanderson Lemes, Social Media, afirma que as redes sociais s\u00e3o usadas para gerar engajamento para a marca, j\u00e1 que uma empresa que interaja diariamente com seu p\u00fablico tem chances maiores do cliente recomendar o produto ou servi\u00e7o para sua rede de contatos. Dentre os trabalhos realizados por estes profissionais est\u00e1 a conex\u00e3o entre a marca e influenciadores digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 esse \u00faltimo profissional quem dar\u00e1 voz e rosto para a campanha publicit\u00e1ria. Maria Alice, criadora do perfil @mariaemcg, relata que teve uma procura maior pelo seu trabalho como influenciadora no Instagram durante a pandemia. \u201cAs empresas que mais alcan\u00e7am clientes s\u00e3o as que investem nos influenciadores. Poder ver a experi\u00eancia do influencer e poder acompanhar isso dentro de casa, traz uma confian\u00e7a e gera vontade de conhecer aquele servi\u00e7o, atrav\u00e9s dessa indica\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua demanda de trabalhos n\u00e3o era frequente. Com o isolamento social, toda semana ela tem novidades para apresentar aos seguidores por meio de suas divulga\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o de gastronomia a cl\u00ednicas est\u00e9ticas, tanto no feed como nos stories.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo criado o perfil nas redes para compartilhar sua experi\u00eancia em estabelecimentos de Campo Grande, Maria diz que seu diferencial est\u00e1 na sinceridade na hora de dar o feedback sobre o local divulgado. \u201cAt\u00e9 para poder falar com mais autoridade, eu prefiro saber exatamente aquilo que estou mostrando\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E credibilidade e transpar\u00eancia, somadas a uma comunidade fiel e engajada, proporcionam o aumento da visibilidade de empresas que migraram para o online e decidiram contratar influenciadores como Maria, aumentando suas vendas. Dados do Sebrae Acelera Digital apontam aumento significativo da contrata\u00e7\u00e3o de influenciadores no setor de entretenimento ap\u00f3s o in\u00edcio do isolamento social. Tamb\u00e9m na \u00e1rea de desenvolvimento de softwares houve amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o desses profissionais, assim como junto aos aplicativos de delivery, diz o economista Leandro Luan.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"338\" height=\"600\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1240\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-2.jpg 338w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-2-169x300.jpg 169w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><figcaption>Foto: <a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/pt-br\/@kindelmedia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kindel Media \/ Pexels<\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Janayna Dourado sempre trabalhou com propaganda boca a boca em sua empresa do setor de alimenta\u00e7\u00e3o, apesar de possuir contas em redes sociais desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 2011. \u201cPor\u00e9m n\u00e3o us\u00e1vamos essas ferramentas com const\u00e2ncia. Somente em meados de 2020, com as restri\u00e7\u00f5es e isolamento social, visualizando o com\u00e9rcio deserto, sem clientes entrando e saindo, \u00e9 que entendi que essas m\u00eddias seriam fundamentais para interagir com nosso p\u00fablico-alvo e clientes\u201d, diz Janayna. A mudan\u00e7a fez com que a empresa, inv\u00e9s de produzir folhetos impressos, passasse a criar material visual para as redes sociais e a planejar a estrat\u00e9gia de veicula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A empres\u00e1ria optou tamb\u00e9m por fechar parcerias com influenciadores e acredita que esse tem sido um bom investimento, pois isso tem trazido retorno positivo para sua empresa. \u201cConheci a Fer do @ondecomeremcg e conversando ela ficou enlouquecida para saborear os produtos\u201d. Janayna acredita que os criadores de conte\u00fado fazem com que novos clientes cheguem at\u00e9 um determinado neg\u00f3cio e leva em considera\u00e7\u00e3o, na hora de contrat\u00e1-los, se j\u00e1 possuem parceiros do mesmo segmento e os valores cobrados das publicidades. No caso de haver parcerias da mesma \u00e1rea, foge um pouco da proposta pois acredita que talvez n\u00e3o haja resultados se um influenciador j\u00e1 falava sobre uma determinada empresa e depois passa a citar outra do mesmo segmento. Diz que provavelmente n\u00e3o ir\u00e1 gerar credibilidade e o p\u00fablico pode ficar dividido.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m atuando como influenciador digital Rafael Medeiros, 20 anos, conta que durante a pandemia viu seu trabalho crescer junto com as m\u00e9tricas do Instagram @rafaaelmedeiros_, perfil em que ele fala sobre maquiagem, moda, faz tutoriais, resenha de produtos e compartilha seu dia a dia. Sua visibilidade aumentou depois que postou uma dublagem da vencedora do Big Brother 21. A procura maior foi de fot\u00f3grafos, ag\u00eancias de moda, lojas de cosm\u00e9ticos e maquiagens. \u201cSe antes da pandemia eu divulgava uma empresa na semana, hoje divulgo sete. Tenho que fazer cronograma e agendamento, pois do contr\u00e1rio fica dif\u00edcil conciliar, e isso me deixa feliz\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>O criador de conte\u00fado conta que mesmo tendo menos de 10 mil seguidores, seu alcance \u00e9 alto e isso faz com que as marcas o procurem. \u201cTenho investido em conte\u00fado de qualidade, boas fotos e isso chama a aten\u00e7\u00e3o de potenciais parceiros que procuram na minha influ\u00eancia uma forma de aumentar a visibilidade dos seus neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empres\u00e1rios se reinventam na pandemia e driblam a crise<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas alguns empres\u00e1rios s\u00f3 passaram a investir no espa\u00e7o online quando encontraram dificuldades. Paola Godoi, barbeira e cabeleireira de 48 anos, foi uma dessas pessoas, pois antes da pandemia seu estabelecimento n\u00e3o investia tanto no digital. \u201cAs dificuldades da pandemia me fizeram enxergar a for\u00e7a avassaladora da internet, que nos permite chegar mais r\u00e1pido at\u00e9 \u00e0s pessoas. Muito mais f\u00e1cil divulgar uma promo\u00e7\u00e3o ou servi\u00e7o em alguma rede social, pois o alcance \u00e9 infinitamente maior. Obviamente n\u00e3o descarto o boca a boca pois as indica\u00e7\u00f5es de cliente para cliente me ajudam muito a conseguir meu espa\u00e7o e me firmar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"507\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1241\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-3.jpg 900w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-3-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-3-768x433.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/ecommerce-3-400x225.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><figcaption>Foto: <a href=\"https:\/\/www.pexels.com\/pt-br\/@kindelmedia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kindel Media \/ Pexels<\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Paola tamb\u00e9m aderiu \u00e0s compras pela internet. Atualmente, 80% dos produtos que usa no sal\u00e3o foram comprados \u00e0 dist\u00e2ncia. \u201cMudei meus h\u00e1bitos. Quase n\u00e3o vou mais em casas de cosm\u00e9ticos presenciais fazer minhas compras. Al\u00e9m de gastar com transporte, me exponho ao risco do coronav\u00edrus, e por ter pais idosos n\u00e3o posso me arriscar a esse ponto. Agora compro tudo sem sair de casa, com pre\u00e7os abaixo do mercado e itens de primeira linha\u201d. Ela destaca que a pandemia lhe tirou da zona de conforto. \u201cAntes eu n\u00e3o tinha esses h\u00e1bitos de compras virtuais, pesquisar bem os produtos que compro, reduzir gastos, investir na divulga\u00e7\u00e3o online para alavancar meu neg\u00f3cio contratando um publicit\u00e1rio para cuidar das redes sociais. Precisei aprender a correr atr\u00e1s para fazer tudo dar certo. Vi muitos amigos do ramo fechando seus sal\u00f5es\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e2nia Compan, s\u00f3cia de uma boutique, conta que na semana de lockdown e toque de recolher enfatizou o delivery em suas redes sociais. \u201cBatemos na tecla do delivery, divulgando nas nossas redes sociais, para as pessoas comprarem via WhatsApp ou Instagram, e n\u00f3s levarmos as pe\u00e7as at\u00e9 elas. Isso aumentou nosso faturamento e n\u00e3o nos deixou desanimar. As not\u00edcias vinham a toda hora anunciando mais um lockdown, com\u00e9rcios fechando novamente e claro que isso assusta. Mas fui perseverante e tive que dar um pontap\u00e9 inicial, para n\u00e3o ficar parada\u201d, conta V\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o com\u00e9rcio online tenha aumentado, o f\u00edsico continua presente e investindo no marketing digital, para atrair mais clientes para seu neg\u00f3cio. Em contrapartida, h\u00e1 quem acredite que o com\u00e9rcio local est\u00e1 com os dias contados e que o online \u2013 que pode atender tanto o local quanto \u00e0 dist\u00e2ncia \u2013 prevale\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Malu Fiorini, empres\u00e1ria do setor de roupas, em um futuro breve ser\u00e3o poucos os com\u00e9rcios locais. \u201cEstamos s\u00f3 no come\u00e7o. N\u00e3o tenho d\u00favidas que essa tend\u00eancia de consumir online vai permanecer. As pessoas est\u00e3o optando por ficar em casa, querem praticidade. Temos que ir no mesmo fluxo da sociedade e migrar mesmo para o digital. N\u00e3o acho que seja algo de momento, mas sim para a vida toda. Se antes da pandemia, isso j\u00e1 vinha acontecendo, agora est\u00e1 cada vez mais intenso\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o maci\u00e7o do com\u00e9rcio digital tamb\u00e9m pode estar ligado aos h\u00e1bitos de compra. Antigamente os consumidores adaptavam seus gostos ao que as lojas ofereciam. Atualmente a l\u00f3gica inverteu. Os desejos do p\u00fablico s\u00e3o vol\u00e1teis e seguem em uma constante transforma\u00e7\u00e3o, cabendo aos empreendedores acompanh\u00e1-los, j\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel encontrar de tudo pela internet.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-96\/\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 96<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expans\u00e3o do com\u00e9rcio via internet Texto: Mayara Gabrielle (brechodeixoudeser@gmail.com) | Feyth Jaques (feythjaques@hotmail.com) Os estabelecimentos comerciais online apresentaram significativo aumento durante a pandemia. 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