{"id":1373,"date":"2021-11-24T12:01:12","date_gmt":"2021-11-24T16:01:12","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=1373"},"modified":"2021-12-07T15:36:35","modified_gmt":"2021-12-07T19:36:35","slug":"protetores-dos-animais-abandonados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/protetores-dos-animais-abandonados\/","title":{"rendered":"Protetores dos animais abandonados"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">As dificuldades enfrentadas por aqueles que d\u00e3o acolhimento a c\u00e3es e gatos rejeitados<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\"><strong>Texto: Andrella Okata | Gabriel Gill |  Rineva Dias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Levantamento realizado em setembro de 2020 pelo Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para a Sa\u00fade Animal e pela Comiss\u00e3o de Animais de Companhia, em parceria com o Instituto H2R de Pesquisa Avan\u00e7ada, estima que a popula\u00e7\u00e3o de animais dom\u00e9sticos no Brasil seja hoje de cerca de 84 milh\u00f5es. Destes, mais de 54 milh\u00f5es s\u00e3o cachorros e quase 30 milh\u00f5es s\u00e3o gatos, de variadas ra\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1735\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais.jpg 800w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais-300x300.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais-768x768.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais-400x400.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais-200x200.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bianca_esquilartes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bianca Esquivel<\/a><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Mas nem todos se encontram em boas condi\u00e7\u00f5es. Uma apura\u00e7\u00e3o do Instituto Pet Brasil apontou que h\u00e1 2,69 milh\u00f5es de c\u00e3es e 1,21 milh\u00e3o de gatos em condi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Os animais que fazem parte desse grupo s\u00e3o os que vivem em fam\u00edlias que est\u00e3o situadas abaixo da linha da pobreza ou os que est\u00e3o abandonados.<\/p>\n<p>O abandono de animais no Brasil \u00e9 um problema que n\u00e3o se resume apenas \u00e0 crise social e econ\u00f4mica na qual o pa\u00eds se encontra, pois sempre ocorreu a partir de uma variada gama de motivos. E, independente do que leva algu\u00e9m a abandonar um animal, isso acaba gerando tamb\u00e9m riscos para a sa\u00fade p\u00fablica. Dessa forma, h\u00e1 possibilidade de transmiss\u00e3o de doen\u00e7as dos animais para o homem \u2013 o que comumente chamamos de zoonoses.<\/p>\n<p>No Mato Grosso do Sul, o abandono habitual de animais dom\u00e9sticos contribuiu na institui\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 5.666 de 2021, que tornou o dia 17 de Janeiro no \u2018Dia dos Protetores dos Animais\u2019 em Mato Grosso do Sul. A data foi escolhida porque \u00e9 o Dia do Santo Ant\u00e3o, considerado protetor dos animais dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Protetores independentes de animais s\u00e3o pessoas que resgatam, socorrem e cuidam de c\u00e3es e gatos, doando grande parte de seu tempo para isso. S\u00e3o cidad\u00e3os comuns que incluem em seus cotidianos a miss\u00e3o de trazer dignidade \u00e0 vida de animais abandonados.<br>Em Campo Grande n\u00e3o existe nenhum censo estimando o n\u00famero de protetores de animais na cidade, mas o Proj\u00e9til foi atr\u00e1s de algumas hist\u00f3rias inspiradoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minha casa \u00e9 o seu lar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A funcion\u00e1ria p\u00fablica Evelize Valiente, 45, atua como protetora independente h\u00e1 20 anos, e h\u00e1 tr\u00eas criou o coletivo Resgateiras, grupo no WhatsApp que re\u00fane 216 protetores de c\u00e3es e gatos. A ideia da cria\u00e7\u00e3o de um grupo virtual veio de uma amiga e no in\u00edcio funcionava mais como um espa\u00e7o de \u2018descarte\u2019, onde as pessoas mandavam fotos dos animais que n\u00e3o queriam mais, na busca por algu\u00e9m que tivesse interesse em adotar.<\/p>\n<p>Evelize conta que, por esse ou outros canais, muitas pessoas acabam entrando em contato com ela para deixar sob seus cuidados os animais abandonados que encontram. Mesmo arcando sozinha com os gastos \u2013 que incluem consultas veterin\u00e1rias, castra\u00e7\u00e3o e ra\u00e7\u00e3o \u2013 ela os acolhe e sustenta.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ano ela mudou-se da casa onde morava para um apartamento, e por isso passou a n\u00e3o ter mais condi\u00e7\u00f5es de realizar resgates. Com sua m\u00e3e, ela mantinha na antiga casa 27 gatos. Com a mudan\u00e7a, teve que encontrar lares que os adotassem. \u201cConsegui deixar os gatos na casa de duas amigas, mas sou eu que arco com tudo. Com a ra\u00e7\u00e3o e materiais de higiene. Aqui no apartamento s\u00f3 estou com dois, os mais doentinhos\u201d, relata.<\/p>\n<p>Evelize conta que a pandemia interferiu de diversas maneiras nos resgates, j\u00e1 que a paralisa\u00e7\u00e3o de alguns servi\u00e7os n\u00e3o essenciais implicou na queda do rendimento de muitas fam\u00edlias, o que aumentou ainda mais a taxa de abandono de animais dom\u00e9sticos.<br><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-1005x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1374\" width=\"610\" height=\"621\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-1005x1024.jpg 1005w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-295x300.jpg 295w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-768x782.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-1508x1536.jpg 1508w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-1200x1222.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-1250x1273.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada-400x407.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/M1-1-editada.jpg 1936w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><figcaption>Criadora do grupo Resgatadeiras, Evelize d\u00e1 abrigo a muitos gatos &#8211; Foto: Giovana Bacarin<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Esse reflexo da pandemia afetou tamb\u00e9m a cabeleireira e auxiliar veterin\u00e1ria Graziela Domingues, 35, membro do grupo Resgateiras. Graziela possui um sal\u00e3o de beleza em sua resid\u00eancia, o que permite um contato mais instant\u00e2neo e melhor acolhimento com os animais que cuida, j\u00e1 que fica mais tempo em casa.<\/p>\n<p>Grazi \u2013 como prefere ser chamada \u2013 diz que por amor aos animais, desde pequena tinha dentro de si a vontade de resgatar aqueles que se encontravam em situa\u00e7\u00e3o de rua. Em fun\u00e7\u00e3o disso, sempre que via um bichinho abandonado j\u00e1 o levava para sua casa. H\u00e1 seis anos, com a independ\u00eancia financeira estabelecida, se viu com mais condi\u00e7\u00f5es de arcar com os gastos e assim cuidar dos pets com mais dedica\u00e7\u00e3o.<br>Grazi mant\u00e9m sob seus cuidados 119 animais, sendo cem gatos e 19 cachorros. \u201cOs animais est\u00e3o divididos em tr\u00eas casas. Na casa onde moro fica a menor parte. Na minha m\u00e3e fica a metade. E o restante dos animais ficam em outra casa que alugo h\u00e1 quatro anos. Mantenho as despesas com o fruto do meu trabalho, ajuda da minha m\u00e3e e amigos, venda de rifas e acess\u00f3rios. E recebo algumas doa\u00e7\u00f5es de conhecidos\u201d, relata.<\/p>\n<p>Carmen Maria Calderon, 53, trabalha com venda de cosm\u00e9ticos e tamb\u00e9m sempre gostou de animais. Por\u00e9m come\u00e7ou a se envolver mais com o acolhimento quando passou a acompanhar uma p\u00e1gina de resgate no Facebook, em 2016. A partir de ent\u00e3o, ela transformou sua casa em lar tempor\u00e1rio e come\u00e7ou a fazer resgates, sendo chamada de \u2018protetora\u2019 pelos vizinhos.<\/p>\n<p>Carmen abriga 17 c\u00e3es, entre adultos e filhotes, e quatro gatos. Para conseguir manter as despesas ela recebe ajuda de amigos e conhecidos, o que inclui doa\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o, materiais de higiene e apoio financeiro. Al\u00e9m disso, Calderon tamb\u00e9m vende rifas, faz almo\u00e7os beneficentes em prol dos animais que cuida e pede ajuda em sua p\u00e1gina no Facebook.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"836\" height=\"600\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1732\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais1.jpg 836w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais1-300x215.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais1-768x551.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais1-400x287.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 836px) 100vw, 836px\" \/><figcaption>Fotos: Acervos de Carmen Calderon (direita e superior esquerda) e Graziela Domingues (inferior esquerda)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Dilemas e dificuldades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Evelize explica que considera errado deixar os animais procriarem continuamente. Para ela, isso gera uma grande demanda por ado\u00e7\u00e3o, bem como a cultura do descarte. Em fun\u00e7\u00e3o disso, diz que hoje procura investir na mudan\u00e7a de mentalidade das pessoas que entram no grupo [Resgateiras]. \u201cTento embutir nas pessoas a consci\u00eancia do salvamento, de acabar com o sofrimento do animal, de dar um lar com amor e carinho para eles\u201d, conta euf\u00f3rica.<\/p>\n<p>No grupo existe muita parceria e algumas dificuldades, conta Evelize. \u201cNo momento o mais dif\u00edcil est\u00e1 sendo fazer os atendimentos que dependem de dinheiro, das doa\u00e7\u00f5es. O que est\u00e1 mais dif\u00edcil de receber \u00e9 a ra\u00e7\u00e3o. Casinhas a gente ganha. Castra\u00e7\u00e3o de gato a gente ganha. Mas de cachorro, n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos itens de cuidado essencial, como alimenta\u00e7\u00e3o, ela precisa arcar com os servi\u00e7os veterin\u00e1rios, que t\u00eam um alto custo, visto que o material \u00e9 caro e n\u00e3o h\u00e1 subs\u00eddios, como nos atendimentos e medicamentos humanos. Assim, h\u00e1 problemas quando o animal necessita de uma cirurgia ortop\u00e9dica, por exemplo, que segundo Evelize \u00e9 uma das piores. Nesses casos a falta de verba implica na amputa\u00e7\u00e3o de algum membro ou no sacrif\u00edcio do animal. Algumas vezes os pr\u00f3prios participantes do grupo cobrem os gastos do procedimento, mas isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel em fun\u00e7\u00e3o da necessidade cont\u00ednua de tais procedimentos, explica ela.<\/p>\n<p>Para Graziela a maior dificuldade \u00e9 a irresponsabilidade da popula\u00e7\u00e3o. Ela resgata, castra e coloca para ado\u00e7\u00e3o, entretanto relata que j\u00e1 teve problemas com animais que acabaram morrendo depois da ado\u00e7\u00e3o e com pessoas que n\u00e3o gostam de dar satisfa\u00e7\u00e3o do animal depois de adot\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Ela explica que a doa\u00e7\u00e3o segue alguns crit\u00e9rios. Quem adota precisa assinar um termo de responsabilidade, mantendo o compromisso em cuidar com zelo do animal. E Grazi sempre procura saber como est\u00e1 o animal nos meses seguintes.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">\u201cSou bem exigente para doa\u00e7\u00e3o. Se for para sair da minha casa s\u00f3 se for pra um lugar igual ou melhor, que cuidem bem\u201d &#8211; Graziela Domingues<\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>Um dos maiores problemas para Carmen \u00e9 o gasto com a ra\u00e7\u00e3o. Com ela hoje est\u00e3o 4 filhotes de grande porte, esperando para serem castrados e que, de acordo com ela, consomem muito.<\/p>\n<p>Nenhuma das tr\u00eas recebe ajuda do poder p\u00fablico. Evelize n\u00e3o aceita nem conversar a respeito disso. \u201cEles t\u00eam quatro anos para ajudar mas s\u00f3 vem quando \u00e9 ano de pol\u00edtica. Ent\u00e3o eu n\u00e3o tenho envolvimento nesse meio\u201d. J\u00e1 Grazi fez alguns cadastros na prefeitura e est\u00e1 aguardando para ver como funciona. Enquanto espera, realiza os procedimentos necess\u00e1rios em cl\u00ednicas que praticam aquilo que \u00e9 conhecido como \u2018tarifa social\u2019. \u201cExistem cl\u00ednicas que ajudam com alguns descontos em quest\u00f5es de castra\u00e7\u00e3o, algumas cirurgias de emerg\u00eancia. Mas nada de apoio do poder p\u00fablico\u201d, explica.<\/p>\n<p>Os trabalhos s\u00e3o mais intensos, e a necessidade de apoio maior porque, segundo Grazi, os animais resgatados s\u00e3o encontrados em situa\u00e7\u00f5es bastante problem\u00e1ticas. \u201cQuando a gente resgata de rua os animais est\u00e3o em estado cr\u00edtico, debilitados, \u00e0s vezes com sarna, leishmaniose. Mas com amor e carinho eles ficam bem\u201d, desabafa Grazi.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"478\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais2-1024x478.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1737\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais2-1024x478.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais2-300x140.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais2-768x358.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais2-400x187.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/12\/animais2.jpg 1072w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Fotos: Acervos de Graziela Domingues (esquerda e direita) e Carmen Calderon (centro)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Carmen diz que por diversas vezes j\u00e1 pensou em parar, mas que essa tristeza dura apenas alguns minutos. \u201cLogo volto \u00e0 realidade e lembro que tenho que fazer as coisas por eles\u201d.<\/p>\n<p>Evelize entende que ser uma protetora de animais \u00e9 uma miss\u00e3o que surgiu em seu cora\u00e7\u00e3o, e diz que apesar das dificuldades n\u00e3o pensa em parar. J\u00e1 Grazi ressalta que de tanto amor pelos animais que resgata fez curso de Auxiliar Veterin\u00e1rio, o que lhe permite cuidar melhor dos bichos e gastar menos em cl\u00ednicas. \u201cEstou estagiando. J\u00e1 tenho no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de algumas coisas. N\u00e3o preciso ficar indo em cl\u00ednicas. S\u00f3 n\u00e3o montei uma ONG ainda porque falta verba e pessoas envolvidas para isso\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de todo o envolvimento com a \u2018causa animal\u2019, Carmen lembra que por tr\u00e1s do \u201cser protetor\u201d existe uma vida, com rotinas de estudo, trabalho e outras atividades. Para ela, o que os diferencia \u00e9 o sentimento de amor e dedica\u00e7\u00e3o pelos animais: \u201cS\u00e3o pessoas que respeitam a vida, e n\u00e3o s\u00f3 a exist\u00eancia humana. Defendem os direitos dos animais, defendem uma vida mais digna, livre do sofrimento, de maus tratos, abandono, e contra a explora\u00e7\u00e3o animal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-97\/\">voltar para edi\u00e7\u00e3o 97<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As dificuldades enfrentadas por aqueles que d\u00e3o acolhimento a c\u00e3es e gatos rejeitados Texto: Andrella Okata | Gabriel Gill | Rineva Dias Levantamento realizado em setembro de 2020 pelo Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para a Sa\u00fade Animal e pela Comiss\u00e3o de Animais de Companhia, em parceria com o Instituto H2R de Pesquisa Avan\u00e7ada, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-1373","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem-97"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1373"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1878,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373\/revisions\/1878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}