{"id":1388,"date":"2021-11-24T18:02:28","date_gmt":"2021-11-24T22:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=1388"},"modified":"2021-12-07T15:20:18","modified_gmt":"2021-12-07T19:20:18","slug":"o-vinculo-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/o-vinculo-da-terra\/","title":{"rendered":"O v\u00ednculo da terra"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Os desafios que os agricultores familiares enfrentam para sobreviver em um estado comandado por latifundi\u00e1rios<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\">Beatriz Rieger |Isabella Motta |Maria Eduarda Schindler<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Capaok-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1430\" width=\"521\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Capaok-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Capaok-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Capaok-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Capaok-400x300.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Capaok.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><figcaption>Antes de comercializar as verduras em feiras, o agricultor Valdeci Pereira cultiva mais de oito tipos de hortali\u00e7as em sua propriedade &#8211; Foto: Isabella Ledo Motta<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>O Brasil \u00e9 conhecido por seu enorme potencial agr\u00edcola. No ano passado, a \u00e1rea plantada no pa\u00eds totalizou 83,4 milh\u00f5es de hectares, um aumento de 2,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, de acordo com dados divulgados em setembro deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Dessa \u00e1rea, 38,5 milh\u00f5es de hectares vem da soja e do milho, e Mato Grosso do Sul concentra seis munic\u00edpios no ranking dos maiores produtores agr\u00edcolas. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) avalia que 80% de toda a comida do planeta vem da produ\u00e7\u00e3o familiar, que contrasta com as grandes produ\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio que produzem enormes quantidades de um \u00fanico tipo de alimento. Segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (MAPA), cerca de 4,4 milh\u00f5es de fam\u00edlias exercem esse tipo de agricultura, que \u00e9 respons\u00e1vel por trazer renda para 70% dos brasileiros no campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na refei\u00e7\u00e3o do povo brasileiro est\u00e3o presentes verduras, legumes e frutas que s\u00e3o provenientes da agricultura familiar. Para ser enquadrado como agr\u00edcola, existem alguns pr\u00e9-requisitos, como ter uma propriedade de at\u00e9 <a href=\"https:\/\/aiba.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/variacao-Geografica-do-Tamanho-dos-Modulos-Fiscais-no-Brasil-Embrapa.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quatro m\u00f3dulos fiscais<\/a>, mais de 50% da for\u00e7a de trabalho vindo da fam\u00edlia e por \u00faltimo, ter a maior parte da renda fruto da agricultura familiar. O \u00faltimo censo do IBGE mostrou que no estado de Mato Grosso do Sul, existem 70 mil agricultores familiares. E entre eles, est\u00e1 Vanderlei Azambuja, 51, que vive nesse meio desde crian\u00e7a e conta com o apoio da esposa e dos tr\u00eas filhos para encarar os desafios da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Natural de Terenos, conheceu a companheira no interior do estado e se mudou para a capital em busca de uma melhor oportunidade de trabalho. Filho de agricultor, Azambuja come\u00e7ou a se ocupar com hortali\u00e7as depois do casamento. Em 2007, iniciou o trabalho com alimentos org\u00e2nicos, \u00e1rea pela qual se diz apaixonado e que o fez se tornar refer\u00eancia na regi\u00e3o. Atualmente, \u00e9 presidente da <a href=\"https:\/\/m.facebook.com\/organocoop\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cooperativa de Produtores Org\u00e2nicos da Agricultura Familiar de Campo Grande<\/a> (Organocoop), entidade que est\u00e1 quase fechando as portas por falta de recursos e incentivos. \u201cFalta ajuda do governo. H\u00e1 alguns incentivos que n\u00e3o conseguimos alcan\u00e7ar, que ficam s\u00f3 no papel. Do munic\u00edpio, recebemos o incentivo de local, eles arrumam barracas para podermos comercializar. Mas tirando isso \u00e9 muito dif\u00edcil ver alguma ajuda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vanderlei \u00e9 propriet\u00e1rio de nove hectares de terra que utiliza para produzir hortali\u00e7as. Antes da pandemia, frequentava as feiras para vender as mercadorias que eram geradas. Mas, precisou se readaptar para continuar tirando sustento para a fam\u00edlia. \u201cA pandemia atrapalhou. Antes, faz\u00edamos feira todos os dias. Est\u00e1vamos dentro dos shoppings e nos tribunais de justi\u00e7a. Mas como esses locais tiveram que parar, n\u00f3s tivemos que mudar a estrat\u00e9gia\u201d. E assim, os agricultores familiares migraram para as plataformas digitais para continuar com as vendas, passando a realizar entregas em domic\u00edlio ou com a retirada dos produtos aos domingos nas igrejas. \u201cCriamos um grupo no whatsapp e comercializamos por l\u00e1. Ap\u00f3s o dep\u00f3sito, o cliente s\u00f3 passava para pegar os vegetais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Peq.-Agr.Vanderlei-Azambuja.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Hoje em dia, os agricultores familiares possuem dois desafios: a produ\u00e7\u00e3o e a venda dos alimentos. Em Mato Grosso do Sul, o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela agricultura familiar \u00e9 a Ag\u00eancia de Desenvolvimento Agr\u00e1rio e Extens\u00e3o Rural (Agraer), que fornece suporte aos agricultores atrav\u00e9s de assist\u00eancia t\u00e9cnica, cursos de capacita\u00e7\u00e3o e pesquisas. O \u00f3rg\u00e3o atua em parceria com outras entidades, como o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) e Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).<\/p>\n\n\n\n<p>Todo ano, o governo federal destina recursos para o Plano Safra, que \u00e9 um grande fomentador do desenvolvimento agropecu\u00e1rio e incentiva a moderniza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Para o bi\u00eanio 2021\/2022, foi liberado um total de R$ 251,22 bilh\u00f5es de cr\u00e9dito rural. Desse total, R$ 39,34 bilh\u00f5es foram alocados para a agricultura familiar. Em entrevista, o diretor-presidente da Agraer, Andr\u00e9 Nogueira destacou o qu\u00e3o importante \u00e9 a agricultura familiar. \u201c\u00c9 essencial para o munic\u00edpio, porque praticamente todo recurso que o agricultor consegue, ele gasta ali mesmo. Al\u00e9m de gerar alimento localmente, os recursos circulam no pr\u00f3prio munic\u00edpio, e isso favorece muito a economia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Diretor-Agraer.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>Para incentivar e auxiliar os pequenos agricultores, a entidade atua em conjunto com a Secretaria de Agricultura Municipal e com a Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa\/MS) no projeto Hortas Urbanas. S\u00e3o aproximadamente 110 hortas em que a Agraer fornece assist\u00eancia t\u00e9cnica, mudas de hortali\u00e7as e compostos org\u00e2nicos. Um dos benefici\u00e1rios do projeto \u00e9 Valdeci Pereira Cabral, 53, que h\u00e1 cinco anos trabalha em uma \u00e1rea de 2,5 hectares disponibilizada pela Prefeitura e planta alface, r\u00facula, cebolinha, beterraba, cheiro verde, quiabo, ab\u00f3bora e mandioca. A esposa cuida da parte administrativa, e os filhos ajudam a cuidar da horta.\u201cDesde que nasci, meu pai j\u00e1 era da ro\u00e7a. Ent\u00e3o, continuei at\u00e9 hoje. Um tempo atr\u00e1s eu vim para a cidade e continuei at\u00e9 aqui, porque \u00e9 mais vi\u00e1vel e acaba sendo mais f\u00e1cil colocar seu produto para vender. Eu participo de um trabalho da Agraer que trabalha muito com a doa\u00e7\u00e3o e 20% do que a gente produz aqui, de cada safra, temos que doar\u201d, conta Valdeci.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, organizado pela Agraer, doa mudas, adubo, ajuda na prepara\u00e7\u00e3o da terra, bem como fornece aux\u00edlio t\u00e9cnico com agr\u00f4nomos e t\u00e9cnicos agr\u00edcolas. O coordenador do projeto, Jos\u00e9 Luiz, 27, explicou que o intuito do programa \u00e9 a social. Com 110 hortas ativas, o programa atende produtores, comunidades, centros de reabilita\u00e7\u00e3o, escolas urbanas e rurais que pertencem \u00e0 capital. As atividades realizadas pelo projeto foram interrompidas com a pandemia, sendo reativadas somente no segundo semestre de 2021. \u201cQuando come\u00e7amos o projeto, n\u00e3o t\u00ednhamos nada. Hoje j\u00e1 conseguimos caminhar com as pr\u00f3prias pernas. Estamos com expectativa de fechar o ano com 200 hortas urbanas. Atendemos l\u00e1 na Rede Solid\u00e1ria do Noroeste e do Dom Ant\u00f4nio tamb\u00e9m, e \u00e9 tudo com objetivo 100% social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando indagado a respeito da import\u00e2ncia desse projeto, o agricultor Valdeci, participante do Horta Solid\u00e1ria, foi enf\u00e1tico ao dizer que \u201crepresenta dinheiro no bolso e comida na mesa\u201d. Ele, que quando fala, seus olhos brilham de emo\u00e7\u00e3o e alegria pela profiss\u00e3o que leva, revela que seu objetivo \u00e9 conseguir ajudar outras pessoas tamb\u00e9m por meio da agricultura. \u201cFuturamente, meu projeto \u00e9 abrir uma ONG ou um centro de recupera\u00e7\u00e3o, para eu pegar as pessoas que est\u00e3o na rua e ajud\u00e1-las a tirar o sustento da agricultura, assim como eu fa\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dificuldades&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos governos &#8211; municipal, estadual e federal &#8211; fornecerem ajuda, os pequenos produtores encontram v\u00e1rios percal\u00e7os na rotina da vida no campo. Valdeci conta que seu terreno n\u00e3o \u00e9 nivelado, ent\u00e3o, nos per\u00edodos de chuva tem toda sua produ\u00e7\u00e3o levada pela \u00e1gua. Como a \u00e1rea \u00e9 cedida pela prefeitura, ele n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o para tornar o local mais adequado. Azambuja tamb\u00e9m diz enxergar pouco incentivo. Para ele, isso deveria ser diferente, uma vez que os pequenos produtores movimentam grande parte da economia local. O agricultor diz que o pouco incentivo \u00e9 um dos fatores da baixa ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o a ingressar na \u00e1rea, e \u00e9 isso \u00e9 percebido quando vemos que em um munic\u00edpio com 916.000 habitantes, apenas 6% t\u00eam sua fonte de renda oriunda da agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Azambuja relata, ap\u00f3s anos no ramo, que \u201ca clientela se torna fiel\u201d, mostrando que mesmo com o pouco incentivo demandado ao n\u00facleo familiar, as rela\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a entre produtor e cliente s\u00e3o fortalecidas. O agricultor v\u00ea um longo caminho a ser percorrido para que a agricultura familiar possa se tornar mais forte em Campo Grande, \u201cporque \u00e9 tudo muito bra\u00e7al e n\u00e3o conseguimos investir nas tecnologias. Elas facilitariam muito, mas s\u00e3o caras\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1662\" width=\"442\" height=\"372\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo.jpg 600w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo-300x253.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo-400x337.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><figcaption>Vanderlei Azambuja, de 51 anos, est\u00e1 a 14 anos no ramo de produtos org\u00e2nicos &#8211; Foto: Alicce Rodrigues<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio dos latifundi\u00e1rios que possuem estrutura financeira e tecnol\u00f3gica para administrar as propriedades de terras, muitos produtores de base familiar, como Valdeci e Vanderlei, relatam a dificuldade para conseguir acesso a tecnologia. Essa necessidade vem de uma realidade onde as atividades s\u00e3o realizadas a partir do trabalho bra\u00e7al, desde o plantio at\u00e9 a venda. Por esfor\u00e7o al\u00e9m do necess\u00e1rio, ocasiona problemas na sa\u00fade dos produtores, constitu\u00eddo em sua maioria por idosos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Linhas de financiamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a linha de cr\u00e9dito mais utilizada pelos produtores agr\u00edcolas \u00e9 o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, mais conhecido como Pronaf, que viabiliza para o produtor um recurso para ele investir e pagar com o dinheiro da safra do ano seguinte. O presidente da Agraer explica que no ano passado, a agricultura familiar teve R$ 33 bilh\u00f5es de reais dispon\u00edveis, e para este ano, o valor subiu para R$ 39 bilh\u00f5es de reais liberados pelo Governo Federal. O trabalho do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 ajudar os agricultores a conseguirem acessar esses recursos dispon\u00edveis. \u201cUma das nossas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 organizar os produtores para acessar essas pol\u00edticas p\u00fablicas. Para isso, primeiro, eles precisam estar regulares com a Declara\u00e7\u00e3o de Aptid\u00e3o ao Pronaf (Dap) e com o documento da terra, pois sem essas documenta\u00e7\u00f5es, o produtor n\u00e3o consegue acessar os recursos\u201d, comenta Andr\u00e9 Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1664\" width=\"441\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo2.jpeg 500w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo2-300x242.jpeg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo2-400x323.jpeg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 441px) 100vw, 441px\" \/><figcaption>Agricultor Vanderlei Azambuja e sua esposa trabalham a 14 anos em feiras de produtos org\u00e2nicos em Campo Grande &#8211; Foto: Alicce Rodrigues<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Depois de estar em dia com os documentos e dar entrada no projeto no banco atrav\u00e9s de uma assist\u00eancia t\u00e9cnica, que realiza o levantamento da documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria que o produtor vai precisar, aconselha a como utilizar melhor o recurso que vai ser liberado e elabora o projeto de financiamento, a libera\u00e7\u00e3o do recurso depende do sistema banc\u00e1rio, que vai fazer a an\u00e1lise do projeto. Isso tudo varia de cliente para cliente. Nogueira revela que \u201cquando t\u00e1 tudo certo, o dinheiro pode sair em umas duas semanas. Agora, tem projetos que demoram seis meses, um ano ou, em alguns casos, que n\u00e3o saem. Varia muito\u201d. Apesar disso, ele destaca que a Agraer tem conv\u00eanio e um relacionamento muito bom com toda a rede banc\u00e1ria que trabalha com o Pronaf. Ele reconhece que uma das principais dificuldades do agricultor \u00e9 o investimento na terra, pois n\u00e3o existem tantos financiamentos dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo3.jpg\" alt=\"\" data-id=\"1665\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=1665\" class=\"wp-image-1665\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo3.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/corpo3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">1<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria5.jpg\" alt=\"\" data-id=\"1668\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=1668\" class=\"wp-image-1668\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria5.jpg 500w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria5-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria5-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">2<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria4.jpg\" alt=\"\" data-id=\"1669\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=1669\" class=\"wp-image-1669\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria4.jpg 500w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria4-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria4-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">3<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"300\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/galeria3.jpg\" alt=\"\" data-id=\"1670\" 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