{"id":1609,"date":"2021-11-27T10:03:15","date_gmt":"2021-11-27T14:03:15","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=1609"},"modified":"2021-12-07T15:25:54","modified_gmt":"2021-12-07T19:25:54","slug":"superpoder-e-a-vontade-de-ajudar-o-proximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/superpoder-e-a-vontade-de-ajudar-o-proximo\/","title":{"rendered":"Superpoder \u00e9 a vontade de ajudar o pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">A Liga do Bem n\u00e3o parou durante a pandemia e desenvolveu v\u00e1rios projetos de arrecada\u00e7\u00e3o de fundos para institui\u00e7\u00f5es.<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\">Texto: Amanda Melga\u00e7o | Daphyne Schiffer | Let\u00edcia Dantas<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-1-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1642\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-1-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-1-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-1-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-1-1-400x267.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-1-1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Amanda Gonzalez<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Amor, carinho e aten\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o lema da Liga do Bem, um grupo de volunt\u00e1rios de Campo Grande que, fantasiados de her\u00f3is, princesas e outros personagens, se unem para realizar visitas a hospitais e abrigos. O intuito \u00e9 trazer alegria para aqueles que se encontram em momentos dif\u00edceis. Assim, mesmo com os desafios impostos pela pandemia, o time de volunt\u00e1rios fez o poss\u00edvel para continuar levando solidariedade aos que precisam.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) fez sua primeira apari\u00e7\u00e3o em 12 de outubro de 2013. O fundador, que se apresenta como Superman, conta que reuniu um grupo de amigos no Dia das Crian\u00e7as, alugaram fantasias de her\u00f3is e foram juntos visitar pacientes da ala infantil no hospital Santa Casa. Neste momento surgiu a Liga do Bem. <br>A partir da\u00ed, muitas pessoas mostraram interesse em participar e o n\u00famero de volunt\u00e1rios foi crescendo. Cada integrante que chegava escolhia uma figura para representar. Hoje, al\u00e9m dos her\u00f3is de quadrinhos, o time da Liga j\u00e1 conta com diversos personagens de filmes e TV, para abarcar os mais de 200 volunt\u00e1rios que se revezam nas a\u00e7\u00f5es coordenadas pelo grupo.<\/p>\n<p>No entanto, a partir de 2020 a Liga teve que se reinventar em fun\u00e7\u00e3o da Covid-19. Quando as visitas precisaram ser suspensas por motivo de biosseguran\u00e7a, uma das supervisoras volunt\u00e1rias que se apresenta como Mal\u00e9vola, relata que o grupo se perguntou \u201ce agora? O que a gente faz?\u201d. A partir dessa necessidade, decidiram focar nos planos de arrecada\u00e7\u00e3o para institui\u00e7\u00f5es, com o objetivo de garantir que elas continuassem ajudando a comunidade. Dessa forma, nasceram projetos conjuntos com organiza\u00e7\u00f5es beneficentes e fortaleceram-se parcerias que j\u00e1 existiam, como a formada com a <a href=\"https:\/\/www.aacc-ms.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos das Crian\u00e7as com C\u00e2ncer de Mato Grosso do Sul<\/a> (AACC\/MS).<\/p>\n<p>O presidente da ONG se orgulha dos diversos projetos desenvolvidos durante a pandemia, e diz que o grupo tem feito um grande esfor\u00e7o para n\u00e3o parar, por saber que esse \u00e9 justamente um momento no qual o trabalho da Liga se tornou primordial. \u201cA gente conhece muitas ONGs que nesse momento fecharam as portas, se viram obrigadas a parar de realizar seu trabalho. N\u00f3s optamos por achar um caminho, trabalhar em cima dele e continuar\u201d, explica Superman.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pandemia cria cen\u00e1rio dif\u00edcil para institui\u00e7\u00f5es beneficentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia afetou drasticamente o funcionamento de ONGs e institui\u00e7\u00f5es beneficentes no Brasil. O desemprego e o isolamento social agravaram a falta de renda de muitas fam\u00edlias, o que fez os pedidos de ajuda aumentarem em v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es de apoio social. Entretanto, em fun\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria pandemia, elas n\u00e3o t\u00eam recebido donativos suficientes para atender as pessoas que necessitam. Em Campo Grande, muitas sofreram uma queda consider\u00e1vel nas doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/foto-2-editada-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1646\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/foto-2-editada-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/foto-2-editada-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/foto-2-editada-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/foto-2-editada-2-400x267.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/foto-2-editada-2.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Superman com cheque repassado para a AACC\/MS ap\u00f3s mutir\u00e3o de venda de rifas &#8211; Foto: acervo da Liga do Bem<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A AACC\/MS, institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que promove tratamento contra o c\u00e2ncer infanto-juvenil no Mato Grosso do Sul, tamb\u00e9m sente os efeitos da pandemia. Mirian Comparin Corr\u00eaa, a presidente da associa\u00e7\u00e3o, diz que a forma de atendimento precisou ser modificada e muitos eventos de arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o puderam ser realizados. Al\u00e9m disso, o trabalho presencial de seus volunt\u00e1rios foi interrompido em mar\u00e7o de 2020 e retornou apenas em outubro de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Na busca por minimizar o impacto financeiro, Liga do Bem e AACC\/MS passaram a realizar atividades em conjunto, entre as quais a campanha \u201cDia D &#8211; Todo Dia \u00e9 Dia de Ajudar a AACC\/MS\u201d, que ocorreu em setembro de 2021 e na qual foram vendidas milhares de rifas, o que possibilitou arrecadar 227 mil reais para a institui\u00e7\u00e3o. \u201cNo meio da pandemia, conseguir isso \u00e9 um grande feito e uma grande satisfa\u00e7\u00e3o para n\u00f3s\u201d, afirma o Superman. A presidente da AACC\/MS conta que a parceria com a Liga do Bem foi primordial para a sobreviv\u00eancia financeira da institui\u00e7\u00e3o, uma vez que a associa\u00e7\u00e3o \u00e9 mantida atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es, eventos e vendas do bazar e brech\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessa, outras a\u00e7\u00f5es ou parcerias foram realizadas, como a que resultou na campanha com o Hemosul\/MS para fomentar a doa\u00e7\u00e3o de sangue, em julho de 2020. Os bancos de sangue quase sempre passam por per\u00edodos de escassez, e com a pandemia esse cen\u00e1rio piorou. Por meio do slogan \u201cser um her\u00f3i est\u00e1 no sangue\u201d o grupo trouxe mais visibilidade para a campanha do Junho Vermelho. Os pr\u00f3prios volunt\u00e1rios deram o exemplo, atuando como doadores. Al\u00e9m disso, em abril, o grupo promoveu uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o de fraldas geri\u00e1tricas para a Santa Casa de Campo Grande, quando 2113 pacotes foram angariados. \u201cA Santa Casa \u00e9 a nossa casa. Nascemos aqui h\u00e1 oito anos e temos um amor enorme por esse lar\u201d, comenta o Superman, explicando que essa foi a primeira arrecada\u00e7\u00e3o de fraldas para o hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>As boas a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m ultrapassaram divisas e fronteiras. \u201cA gente j\u00e1 fez a\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias cidades do Mato Grosso do Sul, j\u00e1 chegamos a participar de eventos na Bol\u00edvia e tamb\u00e9m no sert\u00e3o do Nordeste\u201d, conta o presidente. Ele tamb\u00e9m diz que antes da pandemia, todos os anos era realizada ao menos uma atividade em uma cidade do interior do estado para fazer um natal diferente, levando presentes para as crian\u00e7as das comunidades locais carentes. \u201c\u00c0s vezes surge um convite de uma institui\u00e7\u00e3o que fica no interior do estado e a gente faz de tudo para atend\u00ea-la\u201d, diz o fundador.<\/p>\n\n\n\n<p>Superman acredita que o hero\u00edsmo vai muito al\u00e9m das performances e da caracteriza\u00e7\u00e3o dos personagens. \u00c9 preciso se comprometer de fato com a causa, tornando o trabalho parte da sua vida. Ele tamb\u00e9m diz acreditar que em contrapartida os volunt\u00e1rios recebem muito mais do que doam. \u201cA gente recebe em troca o carinho, a alegria e os exemplos que a gente v\u00ea pela luta e determina\u00e7\u00e3o das pessoas, e isso faz toda a diferen\u00e7a na nossa caminhada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hero\u00edsmo e comprometimento andam juntos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fundador da ONG afirma que, na vis\u00e3o do grupo, n\u00e3o h\u00e1 nada mais poderoso do que o comprometimento e a responsabilidade ao cuidar do pr\u00f3ximo. Para ele, adicionando \u00e0 mistura um toque de magia e aventura, tem-se a f\u00f3rmula perfeita para fazer a diferen\u00e7a na vida de muitas pessoas. Foi justamente a partir desse tipo de pensamento que a ideia de criar a Liga do Bem surgiu.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"267\" height=\"400\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1645\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-3-1.jpg 267w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/Foto-3-1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><figcaption>N\u00e3o s\u00e3o apenas as crian\u00e7as que se divertem com os personagens da Liga &#8211; Foto: Amanda Gonzalez<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, existe um esfor\u00e7o para manter a atmosfera l\u00fadica do projeto. Para eles, esse ponto \u00e9 muito importante pois o sentido de se vestirem como her\u00f3is, princesas, personagens da fic\u00e7\u00e3o, se perde se n\u00e3o for transmitido ao paciente a sensa\u00e7\u00e3o de que tudo aquilo \u00e9 real. Para garantir a fidelidade ao seu personagem, h\u00e1 um grande processo de prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando eu visto o uniforme, tudo muda: voz, postura. \u00c9 como se viv\u00eassemos aquele personagem. Temos que saber toda a hist\u00f3ria, assistir todos os filmes, estudar a fundo mesmo. Temos que conhecer tudo porque se uma crian\u00e7a chega e te pergunta algo, voc\u00ea n\u00e3o pode decepcionar\u201d, explica Dona Florinda. Para ela, os trajes facilitam o primeiro contato, criando um v\u00ednculo antes mesmo de chegar ao local, e fazendo parecer que eles j\u00e1 se conhecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte da miss\u00e3o da Liga do Bem \u00e9 aliviar momentos de dor, trazendo distra\u00e7\u00e3o e alegria, cada volunt\u00e1rio passa por um treinamento para aprender a lidar com as poss\u00edveis situa\u00e7\u00f5es que podem ser vivenciadas. Dona Florinda relembra uma hist\u00f3ria que a marcou: uma crian\u00e7a que estava no hospital esperando o Capit\u00e3o Am\u00e9rica, e poucos minutos depois de sua chegada, veio a falecer na frente do her\u00f3i. \u201cHoje eu me emociono contando, mas no dia eu n\u00e3o podia, tive que segurar as l\u00e1grimas\u201d, ela comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A Liga do Bem \u00e9 um projeto reconhecido pela comunidade de Campo Grande e regi\u00e3o, mas a conquista deste espa\u00e7o n\u00e3o foi f\u00e1cil. Superman afirma que foi preciso muito esfor\u00e7o para ganhar a confian\u00e7a das institui\u00e7\u00f5es, e convenc\u00ea-los da seriedade do projeto. \u201cNo come\u00e7o, o uso das fantasias, que n\u00f3s chamamos de uniformes, at\u00e9 atrapalhou um pouco, porque as pessoas n\u00e3o levavam t\u00e3o a s\u00e9rio. Nas institui\u00e7\u00f5es, achavam que a gente era um grupo de cosplay, que a gente s\u00f3 tava colocando a roupa pra aparecer ou pra fazer foto\u201d. Mas ao longo do tempo, a partir dos trabalhos realizados, a ONG foi conquistando credibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o fundador, um dos principais fatores que garantiu a consolida\u00e7\u00e3o do projeto foi a conquista do primeiro lugar no concurso de inova\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria realizado pela Brazil Foundation, em 2016. O pr\u00eamio foi disputado entre mais de 500 ONGs nacionais. \u201cNa \u00e9poca, viajamos at\u00e9 Nova York para participar da premia\u00e7\u00e3o. Foi uma conquista e tanto, e serviu para mostrar a seriedade do nosso trabalho\u201d, relata o fundador.<\/p>\n\n\n\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um fator sempre citado para descrever o funcionamento da Liga. Isso pode ser visto, por exemplo, pelo fato de que com o aumento da equipe ao longo dos anos foram criadas coordena\u00e7\u00f5es. Hoje elas s\u00e3o dezoito: geral; agendamentos; acompanhamento; controle de presen\u00e7as; cuidados com o QG (Quartel-general); doa\u00e7\u00e3o de uniformes; e-mail; Fazenda Esperan\u00e7a; fotografia; manuten\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de uniformes; mensalidades; m\u00eddias sociais; newborns; dan\u00e7a; apoio; padr\u00e3o ouro e plus; Santa Casa e Hospital do C\u00e2ncer; CETEB. Desde a sele\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o das miss\u00f5es &#8211; maneira que o grupo chama suas a\u00e7\u00f5es &#8211; h\u00e1 um m\u00e9todo para tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos uniformes, assunto importante dentro da ONG, existe um grande cuidado no processo de escolha e confec\u00e7\u00e3o. A coordena\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel por este setor \u00e9 bastante exigente e faz quest\u00e3o de garantir a qualidade atrav\u00e9s de controle minucioso. \u201cBuscamos sempre chegar, o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel, ao personagem que temos como refer\u00eancia. Nem sempre \u00e9 poss\u00edvel achar o mesmo tecido, a mesma cor, mas com o passar do tempo vamos melhorando. Al\u00e9m do fato de usarmos o uniforme todo o fim de semana, por isso eles precisam ser dur\u00e1veis e bem cuidados\u201d, diz a Rainha Narissa, coordenadora de uniformes.<br>Todo o processo \u00e9 supervisionado, desde os estudos para compor o novo personagem at\u00e9 a confec\u00e7\u00e3o das roupas. Cada volunt\u00e1rio \u00e9 respons\u00e1vel pelos gastos com a confec\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias roupas, e tamb\u00e9m por cuidar dos uniformes de maneira adequada. Tudo isso visa garantir que os personagens estejam sempre bem representados e que o objetivo do projeto seja cumprido com um toque de magia.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a entrega e dedica\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios acaba gerando para eles pr\u00f3prios sentimentos de satisfa\u00e7\u00e3o. \u201cToda miss\u00e3o traz um sentimento marcante. Eu sempre volto pra casa em agradecimento. Voc\u00ea percebe que seus problemas s\u00e3o pequenos diante daquelas realidades\u201d diz Mal\u00e9vola.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/49199490_2617983751575781_1838260042936090624_n-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1647\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/49199490_2617983751575781_1838260042936090624_n-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/49199490_2617983751575781_1838260042936090624_n-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/49199490_2617983751575781_1838260042936090624_n-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/49199490_2617983751575781_1838260042936090624_n-400x267.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/11\/49199490_2617983751575781_1838260042936090624_n.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Parte do grupo de volunt\u00e1rios reunido para as visitas de natal em Corumb\u00e1 &#8211; Foto: acervo da Liga do Bem<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>Como se tornar um her\u00f3i?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem deseja se tornar volunt\u00e1rio da Liga do Bem, existem algumas etapas a serem seguidas:<\/p>\n<p>1\u00ba passo &#8211; Entrar em contato com o grupo via redes sociais, para agendar uma entrevista.<\/p>\n<p>2\u00ba passo &#8211; Caso seja aprovado na entrevista, o candidato a volunt\u00e1rio entra para os chamados newborns, uma fase de treinamento na qual recebe diversas orienta\u00e7\u00f5es sobre comportamento e medidas de biosseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>3\u00ba passo &#8211; Depois de receber as orienta\u00e7\u00f5es iniciais, come\u00e7a a fase de estudo e elabora\u00e7\u00e3o do uniforme para o nascimento de mais um personagem.<\/p>\n<p>Esse processo leva em m\u00e9dia de 60 dias, e \u00e9 uma maneira de analisar se a pessoa que est\u00e1 chegando realmente tem o comprometimento que a Liga precisa.<\/p>\n<p>Outra forma igualmente valiosa de participar, \u00e9 se engajando nas a\u00e7\u00f5es promovidas pela Liga. Atrav\u00e9s das redes sociais (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ligadobemcg\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instagram<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ligadobemcg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@ligadobemcg?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">TikTok<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UChoMVkeIqV61iiA2Q04hp5Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Youtube<\/a>) \u00e9 poss\u00edvel saber qual campanha est\u00e1 sendo realizada no momento e ajudar fazendo uma doa\u00e7\u00e3o ou compartilhando com os amigos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-97\/\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 97<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Liga do Bem n\u00e3o parou durante a pandemia e desenvolveu v\u00e1rios projetos de arrecada\u00e7\u00e3o de fundos para institui\u00e7\u00f5es. Texto: Amanda Melga\u00e7o | Daphyne Schiffer | Let\u00edcia Dantas Amor, carinho e aten\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o lema da Liga do Bem, um grupo de volunt\u00e1rios de Campo Grande que, fantasiados de her\u00f3is, princesas e outros personagens, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-1609","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem-97"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1609","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1609"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1897,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1609\/revisions\/1897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}