{"id":1965,"date":"2022-06-23T15:03:26","date_gmt":"2022-06-23T19:03:26","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=1965"},"modified":"2022-07-06T09:47:25","modified_gmt":"2022-07-06T13:47:25","slug":"miscigenacao-gastronomica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/miscigenacao-gastronomica\/","title":{"rendered":"Miscigena\u00e7\u00e3o Gastron\u00f4mica"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Contradi\u00e7\u00e3o inusitada de sabores influenciam na constru\u00e7\u00e3o das identidades culturais de Mato Grosso do Sul<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\"><strong>Texto: Evellyse Michelle | Isabella Motta | Patr\u00edcia Martins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Porco no rolete, lingui\u00e7a de Maracaju, sob\u00e1, terer\u00e9, sopa paraguaia, carreteiro e quebra-torto s\u00e3o algumas das comidas t\u00edpicas de <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Mato+Grosso+do+Sul\/@-20.6169522,-54.5457105,7z\/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x947e91dbe29f7383:0x351cd8e9695410ac!8m2!3d-20.7722295!4d-54.7851531\">Mato Grosso do Sul<\/a>.<\/span> Para quem n\u00e3o conhece, esses alimentos podem causar um estranhamento \u00e0 primeira vista. Um caf\u00e9 da manh\u00e3 acompanhado de um salgado boliviano ou uma chipa paraguaia. Um almo\u00e7o com um tradicional arroz carreteiro dos pe\u00f5es pantaneiros. Durante a tarde, um terer\u00e9 gelado ou uma deliciosa sopa paraguaia. Por fim, no jantar um sob\u00e1 okinawano quentinho. S\u00e3o estas combina\u00e7\u00f5es inusitadas que constroem a gastronomia deste estado e evidenciam que em sua cultura nada \u00e9 imut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mato Grosso do Sul \u00e9 moldado por uma grande diversidade cultural, uma mistura de costumes e tradi\u00e7\u00f5es que s\u00e3o legados de pa\u00edses como Paraguai, Bol\u00edvia, L\u00edbano, Jap\u00e3o e a ilha de Okinawa. A gastronomia regional pode ser singular, significativa e viva. Mais do que um simples prato, a comida \u00e9 um patrim\u00f4nio cultural que carrega as caracter\u00edsticas de um povo e conecta suas ra\u00edzes ancestrais, gerando um sentimento de pertencimento, refor\u00e7ado em eventos gastron\u00f4micos t\u00edpicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A multiplicidade cultural comp\u00f5e essa miscigena\u00e7\u00e3o que se manifesta nos h\u00e1bitos culin\u00e1rios e nos gostos por determinados alimentos. O antrop\u00f3logo \u00c1lvaro Banducci J\u00fanior explica que a gastronomia \u00e9 um componente da identidade cultural. \u201cA comida propicia um h\u00e1bito cultural coletivo, s\u00e3o sentimentos, saberes e t\u00e9cnicas que t\u00eam a ver com o nosso modo de ser, nosso gosto, paladar e com a nossa identidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para \u00c1lvaro, esta contribui\u00e7\u00e3o de diferentes povos acabou conformando a caracter\u00edstica do estado. \u201c\u00c9 singular por essa complexidade \u00e9tnica, pela varia\u00e7\u00e3o e multiplicidade de refer\u00eancias culturais que condizem com a realidade social e cultural. \u00c9 sobre falar: \u2018Olha, eu sou sul-mato-grossense, eu como sopa paraguaia e tomo terer\u00e9\u2019. \u00c9 o que marca, \u00e9 uma refer\u00eancia de identidade, o orgulho de um povo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para promover a cultura regional, atrair turistas e desenvolver a economia local, s\u00e3o realizados durante o ano festivais gastron\u00f4micos que possibilitam um rico calend\u00e1rio cultural. Para o diretor-presidente da <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"https:\/\/www.turismo.ms.gov.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o de Turismo de Mato Grosso do Sul<\/a><\/span> Bruno Wendling, os festivais gastron\u00f4micos real\u00e7am o melhor da gastronomia regional. \u201cA nossa cultura \u00e9 t\u00e3o rica, t\u00e3o diversa que hoje a gente consegue entregar uma alta gastronomia. E com os festivais, \u00e9 uma forma de disponibilizar uma alternativa de lazer para o p\u00fablico que mora aqui e para o turismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do turismo habitual em cidades como Bonito, Rio Verde e o Pantanal, os munic\u00edpios de Maracaju e S\u00e3o Gabriel do Oeste atraem pessoas pelo paladar de seus pratos, o que desenvolve o turismo gastron\u00f4mico que \u00e9 um dos principais motivadores de novos fluxos tur\u00edsticos. \u201cJ\u00e1 temos turistas que procuram \u00e9pocas de festivais gastron\u00f4micos para compor a sua rota de viagens e j\u00e1 decidiram visitar aquele destino pela comida t\u00edpica oferecida\u201d, aponta Bruno.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00d4 trem b\u00e3o s\u00f4<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A Festa da Lingui\u00e7a de <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Maracaju,+MS,+79150-000\/@-21.6208292,-55.1823212,14z\/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x94880c941dfcedc7:0x1519def28ffceb!8m2!3d-21.6303816!4d-55.1596117\">Maracaju<\/a><\/span> \u00e9 considerada um dos maiores eventos gastron\u00f4micos do estado e sua iguaria veio de Minas Gerais, atrav\u00e9s das primeiras fam\u00edlias fundadoras da cidade que deu nome \u00e0 lingui\u00e7a. Em sua 26a edi\u00e7\u00e3o, realizada de 29 de abril a primeiro de maio de 2022, foram assadas mais de 20 toneladas de lingui\u00e7a. O <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/www.rotary.org\/pt\">Rotary Club<\/a><\/span>, respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o no <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Parque+de+Exposi%C3%A7%C3%A3o+Lib%C3%B3rio+Ferreira+de+Souza+(Maracaju-MS)\/@-21.6208623,-55.1542286,18z\/data=!4m5!3m4!1s0x94880cb972508c1d:0x76ebbca44d503567!8m2!3d-21.6190586!4d-55.1519365\">Parque de Exposi\u00e7\u00e3o<\/a><\/span>, contou com volunt\u00e1rios e parcerias. Ao todo, 400 pessoas auxiliaram na estrutura\u00e7\u00e3o do festival que movimentou cerca de 25 mil pessoas em tr\u00eas dias de evento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Foto-3-FOTO_-ISABELLA-MOTTA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2372\" width=\"507\" height=\"462\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Foto-3-FOTO_-ISABELLA-MOTTA.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Foto-3-FOTO_-ISABELLA-MOTTA-300x274.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Foto-3-FOTO_-ISABELLA-MOTTA-768x701.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Foto-3-FOTO_-ISABELLA-MOTTA-400x365.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><figcaption>Entrada da Festa &#8211; Foto: Isabella Motta<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A festa \u00e9 aguardada pela popula\u00e7\u00e3o devido ao impacto econ\u00f4mico. Em tr\u00eas dias, movimenta postos de gasolina, redes de hot\u00e9is, farm\u00e1cias, lanchonetes, conveni\u00eancias e lojas de vestimenta. O organizador da festa e presidente do Rotary Club de Maracaju J\u00falio Silva Carlonga, aponta que cada real investido na Festa da Lingui\u00e7a \u00e9 revertido sete vezes a mais para a cidade. \u201cNa sexta-feira e no s\u00e1bado tivemos o maior p\u00fablico. Fomos al\u00e9m do recorde das outras edi\u00e7\u00f5es e temos a sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido. Podemos reverter todo o lucro para as entidades que tanto precisam. E d\u00e1 uma alavancada na economia\u201d. Todo o recurso arrecadado na festa \u00e9 destinado ao hospital municipal e entidades filantr\u00f3picas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_1231.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2378\" width=\"528\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_1231.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_1231-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_1231-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_1231-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><figcaption>J\u00falio Silva Carlonga &#8211; Foto: Amanda Melga\u00e7o <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Euclides Ivani de Lima, conhecido na cidade como Seu Bigode, participou de todas as edi\u00e7\u00f5es e destaca que o ponto principal \u00e9 o cuidado ao assar a lingui\u00e7a. \u201cSe n\u00e3o sair bem assada, do jeito que o pessoal gosta, acabam n\u00e3o voltando no pr\u00f3ximo ano. Ent\u00e3o, a gente faz o poss\u00edvel e o imposs\u00edvel para fazer um trabalho bem feito\u201d. Ao ser questionado se a lingui\u00e7a \u00e9 o prato que representa a cidade de Maracaju, declara que vai al\u00e9m. \u201cCom toda certeza. N\u00e3o \u00e9 conhecida apenas na cidade, mas em todo o Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0892.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2379\" width=\"525\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0892.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0892-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0892-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0892-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption>Euclides Ivani de Lima &#8211; Foto: Amanda Melga\u00e7o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A lingui\u00e7a \u00e9 preparada com cortes de carnes da parte traseira do boi, como picanha, patinho, cox\u00e3o mole, contrafil\u00e9, alcatra, ponta de alcatra e maminha. Um dos diferenciais \u00e9 que a carne n\u00e3o \u00e9 mo\u00edda, mas cortada na ponta da faca, em pequenos peda\u00e7os. O tempero leva tamb\u00e9m suco de laranja azeda, que adiciona um sabor especial. Durante a festa, como acompanhamentos s\u00e3o servidos arroz branco e com guariroba, mandioca, creme de milho, farofa, vinagrete e salada de repolho agridoce s\u00e3o os acompanhamentos servidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Festa da Lingui\u00e7a de Maracaju\/MS\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xTlG6aODUBk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>V\u00eddeo: Isabella Motta<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quem administra o preparo destes alimentos desde a primeira edi\u00e7\u00e3o da festa \u00e9 a cozinheira La\u00edsa Fel\u00edcio Benites e relata que o servi\u00e7o \u00e9 gratificante. \u201cA emo\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande e ficamos contando nos dedos para chegar o dia. \u00c9 muito bonito ver toda a equipe trabalhando para gerar benef\u00edcios para a cidade\u201d. As cozinheiras acordam por volta de quatro horas da manh\u00e3 para come\u00e7ar a preparar os alimentos para milhares de pessoas. Em um \u00fanico dia s\u00e3o feitos mais de 60 quilos de arroz.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0938.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2381\" width=\"513\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0938.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0938-300x229.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0938-768x587.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0938-400x305.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px\" \/><figcaption>La\u00edsa Fel\u00edcio Benites &#8211; Foto: Amanda Melga\u00e7o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0860.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2386\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=2386\" class=\"wp-image-2386\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0860.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0860-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0860-768x512.jpg 768w, 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data-full-url=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0990-atual.jpg\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=2407\" class=\"wp-image-2407\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0990-atual.jpg 500w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0990-atual-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/IMG_0990-atual-400x266.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Fotos: Amanda Melga\u00e7o <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bah tch\u00ea<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A Festa do Leit\u00e3o no Rolete tamb\u00e9m faz parte do calend\u00e1rio oficial de Mato Grosso do Sul. Realizada em <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/S%C3%A3o+Gabriel+do+Oeste+-+MS,+79490-000\/@-19.1515608,-54.7759024,10z\/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x9481bc2158c6b62f:0xda9a1204756a8a12!8m2!3d-19.3990988!4d-54.5726823?shorturl=1\">S\u00e3o Gabriel do Oeste<\/a><\/span>, come\u00e7ou em 1993 como uma iniciativa da <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"http:\/\/cooasgo.com.br\/\">Cooperativa Agropecu\u00e1ria<\/a><\/span> da cidade. A princ\u00edpio, tratava-se de uma comemora\u00e7\u00e3o com os trabalhadores e tamb\u00e9m uma iniciativa a fim de estimular e divulgar o consumo da carne su\u00edna. Nesta \u00e9poca, iniciou-se a suinocultura na cidade, que, segundo o relat\u00f3rio da <span style=\"color: #ff0000;\"><a style=\"color: #ff0000;\" href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/economicas\/agricultura-e-pecuaria\/9107-producao-da-pecuaria-municipal-html?edicao=17941&amp;t=series-historicas\">Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica<\/a><\/span> (IBGE), \u00e9 atualmente l\u00edder do ranking dos munic\u00edpios sul-mato-grossenses produtores de su\u00ednos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-1-Reproducao-SEMAGRO.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2393\" width=\"469\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-1-Reproducao-SEMAGRO.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-1-Reproducao-SEMAGRO-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-1-Reproducao-SEMAGRO-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-1-Reproducao-SEMAGRO-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><figcaption>S\u00edmbolo da cooperativa &#8211; Foto: Acervo da assessoria de imprensa da prefeitura de S\u00e3o Gabriel do Oeste <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O crescimento da festa come\u00e7ou por volta de 2000. A partir deste ano, ela passou a ser realizada em dois dias, no s\u00e1bado e domingo. O diretor presidente da cooperativa S\u00e9rgio Luiz Macron, detalha este desenvolvimento. \u201cA festa saiu das paredes da Cooasgo. Todos os anos se abatia e assava mais animais do que no per\u00edodo anterior. Nos \u00faltimos anos, foram cerca de 240 animais, com aproximadamente 33 quilos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-assessoria.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2397\" width=\"282\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-assessoria.jpg 539w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-assessoria-211x300.jpg 211w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-assessoria-400x570.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 282px) 100vw, 282px\" \/><figcaption>S\u00e9rgio Luiz Macron &#8211; Foto: Acervo da assessoria de imprensa da prefeitura de S\u00e3o Gabriel do Oeste<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O s\u00f3cio-fundador da Cooperativa Arlindo Willemann, auxilia na organiza\u00e7\u00e3o desde o come\u00e7o e explica que o sucesso est\u00e1 na qualidade de tudo que \u00e9 produzido na festa. \u201cA quest\u00e3o foi a qualidade da carne su\u00edna, que no come\u00e7o muita gente nem conhecia. N\u00e3o \u00e9 somente o assar, mas toda a prepara\u00e7\u00e3o que temos\u201d. Prepara\u00e7\u00e3o que se inicia com cerca de quatro meses de anteced\u00eancia, desde o desmame do animal. Como precisam atingir um certo peso, recebem inclusive uma alimenta\u00e7\u00e3o especial.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia da festa os trabalhos iniciam \u00e0s 4h30 da manh\u00e3. \u201cO principal segredo ali \u00e9 quanto ao fogo, que tem que ser constante. Precisa ser devagar. O ponto atrativo \u00e9 ver o leit\u00e3o girando ali no rolete\u201d. Outro ponto que Arlindo e S\u00e9rgio comentam \u00e9 sobre a tradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o-gabrielense de acolher bem. \u201cComo a movimenta\u00e7\u00e3o na cidade \u00e9 intensa e os hot\u00e9is sempre trabalham com lota\u00e7\u00e3o m\u00e1xima, muitas fam\u00edlias inclusive abrigam pessoas de fora em suas casas\u201d. Al\u00e9m disso, a quest\u00e3o principal sempre foi servir bem. \u201cQuer\u00edamos que quem viesse pela primeira vez voltasse. O grande triunfo nosso foi esse, demonstrando que estamos no caminho certo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-6.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2402\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=2402\" class=\"wp-image-2402\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-6.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-6-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-6-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-6-400x225.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"279\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/22.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2408\" data-full-url=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/22.jpg\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=2408\" class=\"wp-image-2408\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/22.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/22-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Festa do Leit\u00e3o no Rolete &#8211; Foto: Acervo da assessoria de imprensa da prefeitura de S\u00e3o Gabriel do Oeste <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/CTG+Chama+Crioula\/@-23.5547289,-58.6398967,6z\/data=!4m5!3m4!1s0x9481a77bdf5581b9:0xa3e5db75e28d181!8m2!3d-19.3988053!4d-54.5607303\">festa<\/a><\/span> atrai cerca de 30 mil pessoas, dobrando a popula\u00e7\u00e3o da cidade. J\u00e1 a equipe de organiza\u00e7\u00e3o conta com 150 pessoas diretamente envolvidas. Por conta da pandemia a celebra\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi realizada nos dois \u00faltimos anos. S\u00e9rgio detalha sobre o planejamento do retorno. \u201cEsse ano [2022] a previs\u00e3o \u00e9 que retornamos com apenas um dia de festa, por enquanto, o tradicional almo\u00e7o no domingo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2409\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-5.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-5-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-5-768x511.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-5-400x266.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Leit\u00e3o no rolete &#8211; Foto: Acervo da assessoria de imprensa da prefeitura de S\u00e3o Gabriel do Oeste<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Festa do Porco no Rolete em S\u00e3o Gabriel do Oeste - MS\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9v8iMXnMyDM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>V\u00eddeo: Acervo da assessoria de imprensa da prefeitura de S\u00e3o Gabriel do Oeste<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sabor okinawano<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o dos imigrantes okinawanos no estado se tornou um patrim\u00f4nio cultural. O sob\u00e1, prato t\u00edpico de Okinawa, uma das maiores ilhas do Jap\u00e3o, passou a ser comercializado por volta da d\u00e9cada de 1950. Para o presidente da <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"http:\/\/www.okinawacgms.com.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Okinawa de Campo Grande<\/a><\/span> Marcel Arakaki Asato, o sob\u00e1 okinawano tem um significado profundo. \u201cRepresenta a resist\u00eancia da coloniza\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma quest\u00e3o de heran\u00e7a cultural de um reino que existiu no passado. Uma cultura que foi suprimida, mas ainda sobrevive\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2410\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-3.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-3-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Sob\u00e1 &#8211; Foto: Amanda Melga\u00e7o <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2411\" width=\"341\" height=\"431\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-2.jpg 608w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-2-238x300.jpg 238w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-2-2-400x505.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><figcaption>Marcel Arakaki Asato &#8211;  Foto: Acervo pessoal de Marcel A. Asato<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"http:\/\/feiracentralcg.com.br\/\">Feira Central<\/a><\/span> de Campo Grande promove anualmente o Festival do Sob\u00e1, que chega a movimentar 200 mil pessoas, com atra\u00e7\u00f5es culturais, regionais e musicais. A primeira edi\u00e7\u00e3o ocorreu em dez de agosto de 2006 e, na ocasi\u00e3o, foi celebrado o registro do prato como Patrim\u00f4nio Imaterial de Campo Grande. Desde ent\u00e3o, todo segundo domingo de agosto \u00e9 comemorada a festa.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo Festival do Sob\u00e1 foi realizado em 2019, por conta da pandemia de Covid-19, e ainda n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00f5es da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o. O diretor cultural da Associa\u00e7\u00e3o Okinawa e propriet\u00e1rio da Barraca da Niria Tadashi Gabriel Katsuren, relatou que a capital \u00e9 um dos maiores centros de imigra\u00e7\u00e3o okinawana. \u201cEm quest\u00e3o de proporcionalidade, a concentra\u00e7\u00e3o de okinawanos \u00e9 maior que a de S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 de se assustar que o prato tenha vindo para Campo Grande. Mas o que foi uma surpresa, foi a desenvoltura e a populariza\u00e7\u00e3o do prato que evoluiu com o tempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2412\" width=\"381\" height=\"508\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-3.jpg 576w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-3-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Foto-3-400x533.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><figcaption>Tadashi Gabriel Katsuren &#8211; Foto: Isabella Motta<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia de Tadashi foi a pioneira na venda de sob\u00e1 na Feira Central em 1965. \u201cMeu av\u00f4 Hiroshi Katsuren come\u00e7ou a vender sob\u00e1 na feira e na \u00e9poca, o prato era direcionado para os pr\u00f3prios imigrantes de Okinawa. Mas eles tinham vergonha de comer este prato em p\u00fablico porque fazia uso do hashi [vareta usada como talher] e n\u00e3o era algo que todo mundo estava habituado a ver em p\u00fablico. Ent\u00e3o, meu av\u00f4 colocou uma esp\u00e9cie de varal, uma cortina para eles comerem escondidos do resto do pessoal\u201d, conta Tadashi. O truque usado para dar privacidade aos clientes gerou curiosidade para as pessoas de fora da comunidade okinawana. O p\u00fablico come\u00e7ou a pedir o prato e o fato de ser consumido escondido, virou um marketing de sucesso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"543\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-WhatsApp-Image-2022-04-12-at-23.45.33-1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2414\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=2414\" class=\"wp-image-2414\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-WhatsApp-Image-2022-04-12-at-23.45.33-1.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-WhatsApp-Image-2022-04-12-at-23.45.33-1-300x159.jpg 300w, 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wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/07\/Copia-de-Foto-4-FOTO_-AMANDA-MELGACO.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2624\" data-full-url=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/07\/Copia-de-Foto-4-FOTO_-AMANDA-MELGACO.jpg\" data-link=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?attachment_id=2624\" class=\"wp-image-2624\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/07\/Copia-de-Foto-4-FOTO_-AMANDA-MELGACO.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/07\/Copia-de-Foto-4-FOTO_-AMANDA-MELGACO-300x200.jpg 300w, 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wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sob\u00e1 da Feira Central\" width=\"580\" height=\"326\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zrFa-Xdmiv4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>V\u00eddeo: Isabella Motta<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As culin\u00e1rias dos festivais evidenciam as diferen\u00e7as de sabores, sentidos, aromas e temperos da cozinha okinawana, mineira e ga\u00facha. A identidade sul-mato-grossense \u00e9 representada pelo sabor de sua gastronomia, das produ\u00e7\u00f5es musicais, festas populares, artesanato e das dan\u00e7as que mant\u00eam um forte tempero regional.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Diferen\u00e7a do sob\u00e1 okinawano<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-primary-color has-subtle-background-background-color has-text-color has-background\">O sob\u00e1 okinawano difere do japon\u00eas. De acordo com o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Okinawa Marcel Arakaki, o prato n\u00e3o representa a mesma coisa para os dois. \u201cO sob\u00e1 okinawano \u00e9 um tipo de macarr\u00e3o feito com trigo normal. Agora, para os japoneses o sob\u00e1 tem que ser preparado com o trigo-sarraceno\u201d. Os complementos do sob\u00e1, como caldo su\u00edno, cebolinha e omelete fatiado n\u00e3o est\u00e3o presentes em todas as receitas. O preparo original \u00e9 feito com carne de porco, panceta su\u00edna, kamaboko (bolinho feito de massa de peixe cortado em tiras) e o gengibre vermelho, feito com corante. \u201cNa nossa barraca, eu continuo fazendo o caldo que eu aprendi com os meus av\u00f3s. Ele \u00e9 bem tradicional, feito com caldo su\u00edno. O caldo japon\u00eas \u00e9 mais leve\u201d, aponta Tadashi.<br>O sob\u00e1 campo-grandense, tradicional de Okinawa, \u00e9 feito com carne bovina, caldo de puchero de boi, omelete em tiras e cebolinha. Mas tamb\u00e9m tem a op\u00e7\u00e3o su\u00edna e \u00e9 comum o p\u00fablico colocar shoyu no sob\u00e1. \u201cNo Jap\u00e3o isso n\u00e3o existe. O shoyu fica dentro da cozinha junto com o cozinheiro e n\u00e3o na mesa\u201d. Para Tadashi, o sob\u00e1 representa um marco da cultura de Okinawa na capital. E mostra como uma comunidade pode deixar a sua marca e influ\u00eancia em uma cidade do outro lado do mundo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-98\">voltar para a edi\u00e7\u00e3o 98<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contradi\u00e7\u00e3o inusitada de sabores influenciam na constru\u00e7\u00e3o das identidades culturais de Mato Grosso do Sul Texto: Evellyse Michelle | Isabella Motta | Patr\u00edcia Martins Porco no rolete, lingui\u00e7a de Maracaju, sob\u00e1, terer\u00e9, sopa paraguaia, carreteiro e quebra-torto s\u00e3o algumas das comidas t\u00edpicas de Mato Grosso do Sul. Para quem n\u00e3o conhece, esses alimentos podem causar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-1965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem98"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1965"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1965\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2691,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1965\/revisions\/2691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}