{"id":2043,"date":"2022-06-21T08:08:13","date_gmt":"2022-06-21T12:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=2043"},"modified":"2022-07-04T17:22:15","modified_gmt":"2022-07-04T21:22:15","slug":"caminhos-e-memorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/caminhos-e-memorias\/","title":{"rendered":"Caminhos e Mem\u00f3rias"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Bens culturais e hist\u00f3ricos s\u00e3o registros identit\u00e1rios de MS que resgatam e reconhecem a hist\u00f3ria<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\"><strong>Texto: Idaicy Solano | Rafael Pereira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>Mato Grosso do Sul, com seus 79 munic\u00edpios e 44 anos de hist\u00f3ria, \u00e9 formado por espa\u00e7os e acontecimentos que marcam suas mem\u00f3rias e seus caminhos at\u00e9 os dias atuais. O territ\u00f3rio se edifica sob uma diversidade de bens culturais e hist\u00f3ricos, desde o Pantanal sul-mato-grossense, passando pelo Forte Coimbra e pelo Casario, desbravando o estado pelos trilhos da Noroeste do Brasil ao som da viola de cocho.<\/p>\n\n\n\n<p>O historiador e coordenador do arquivo p\u00fablico estadual, Douglas Alves da Silva, ressalta a necessidade de se preservar essa mem\u00f3ria para as gera\u00e7\u00f5es futuras saberem de onde n\u00f3s viemos e para onde n\u00f3s vamos. \u201cPara que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es tenham acesso \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da nossa identidade, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos nossos aspectos culturais e de onde eles surgiram\u201d, expressa. A natureza pantaneira, emoldurada por suas serras, grutas, cachoeiras e plan\u00edcies alagadas \u00e9 reconhecida internacionalmente pela sua beleza e biodiversidade, e tem assumida a sua necessidade de preserva\u00e7\u00e3o. O mesmo acontece com a cultura e os costumes de um povo, como indica o livro, publicado pelo <strong><a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/365\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/pagina\/detalhes\/365\/\">Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional<\/a><\/strong> (Iphan) em 2019, <strong><em><a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/\/uploads\/publicacao\/publicacao_educaiphan_ms_digital.pdf\" data-type=\"URL\">Mem\u00f3rias do Presente<\/a><\/em><\/strong> &#8220;um povo sem conhecimento da sua hist\u00f3ria, origem e cultura \u00e9 como uma \u00e1rvore sem ra\u00edzes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente do patrim\u00f4nio do Estado, Caciano Lima, acrescenta que a cultura faz parte do desenvolvimento pessoal dos indiv\u00edduos. Quando falamos de bens culturais e sociedade, falamos de duas vias que se misturam, e se tornam parte uma da outra no sentimento de preservar tamb\u00e9m a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. \u201cAli tem um pouquinho de n\u00f3s. Conseguimos nos reconhecer como seres humanos a partir do desenvolvimento que ali \u00e9 percept\u00edvel. Quando voc\u00ea preserva um bem [cultural] um pouco de voc\u00ea est\u00e1 l\u00e1\u201d, explica Lima. \u00c9 atrav\u00e9s desses bens que a sociedade se expressa e compartilha mem\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lima entende que h\u00e1 uma forte rela\u00e7\u00e3o entre a constru\u00e7\u00e3o de identidade cultural e os patrim\u00f4nios culturais, ou melhor, bens culturais. \u201cPara voc\u00ea seguir adiante, voc\u00ea precisa saber quem voc\u00ea \u00e9. E quando voc\u00ea se reconhece em alguma coisa, tudo se transforma. S\u00e3o esses bens que trazem esse conforto para n\u00f3s\u201d, conta. Esses bens hist\u00f3ricos e culturais manifestam a diversidade da cultura do pa\u00eds. A educa\u00e7\u00e3o patrimonial serve de refer\u00eancia para entender a constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria local. \u201cEla educa de uma forma que voc\u00ea pega aquele conhecimento que voc\u00ea j\u00e1 det\u00e9m e melhora ele\u201d, completa Silva.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Historiador-e-coordenador-do-arquivo-publico-estadual-Douglas-Alves-da-Silva-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2236\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Historiador-e-coordenador-do-arquivo-publico-estadual-Douglas-Alves-da-Silva-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Historiador-e-coordenador-do-arquivo-publico-estadual-Douglas-Alves-da-Silva-PARA-O-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Historiador-e-coordenador-do-arquivo-publico-estadual-Douglas-Alves-da-Silva-PARA-O-SITE-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Historiador-e-coordenador-do-arquivo-publico-estadual-Douglas-Alves-da-Silva-PARA-O-SITE-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Historiador e coordenador do arquivo p\u00fablico estadual, Douglas Alves da Silva.  Foto: Isabela Proc\u00f3pio <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Caciano-Lima-gerente-de-patrimonio-do-Estado-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2237\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Caciano-Lima-gerente-de-patrimonio-do-Estado-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Caciano-Lima-gerente-de-patrimonio-do-Estado-PARA-O-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Caciano-Lima-gerente-de-patrimonio-do-Estado-PARA-O-SITE-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Opcao-2_-Caciano-Lima-gerente-de-patrimonio-do-Estado-PARA-O-SITE-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Caciano Lima, gerente de patrim\u00f4nio do Estado.  Foto: Isabela Proc\u00f3pio <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"> A hist\u00f3ria como um bem comum<\/h5>\n\n\n\n<p>Segundo os <strong><a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/uploads\/legislacao\/Constituicao_Federal_art_215.pdf\">artigos 215<\/a> e <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/uploads\/legislacao\/constituicao_federal_art_216.pdf\">216<\/a> da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988<\/strong>, a no\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio cultural reconhece a exist\u00eancia de bens culturais de natureza material e imaterial e estabelece formas de preserva\u00e7\u00e3o como registro e tombamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bens culturais de natureza imaterial, de acordo com a se\u00e7\u00e3o de cultura, inclu\u00edda na Constitui\u00e7\u00e3o, dizem respeito \u201c\u00e0s formas de express\u00e3o; os modos de criar, fazer e viver; as cria\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, art\u00edsticas e tecnol\u00f3gicas\u201d. Os bens de natureza material s\u00e3o edifica\u00e7\u00f5es, paisagens e conjuntos hist\u00f3ricos urbanos. A prote\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida com o tombamento, pelo Decreto-Lei n.\u00ba 25 de 30 de novembro de 1937, que visa garantir legalmente a preserva\u00e7\u00e3o dos bens de interesse cultural para o pa\u00eds. <\/p>\n\n\n\n<p>O bem cultural tem que fazer parte da hist\u00f3ria da cidade, estado ou pa\u00eds, pois \u00e9 essa liga\u00e7\u00e3o com a identidade local que traz import\u00e2ncia ao bem. &#8220;Esses dois elementos [registro e tombamento] justificam a prote\u00e7\u00e3o desses bens. Normalmente precisamos encontrar motiva\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, museol\u00f3gicas e talvez arquitet\u00f4nicas\u201d, explica Jos\u00e9 Augusto Carvalho dos Santos, chefe da divis\u00e3o t\u00e9cnica do Iphan\/MS.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um passado reconhecido<\/strong><\/h5>\n\n\n<p>Implantada no s\u00e9culo XX, a ferrovia Noroeste do Brasil foi inaugurada em 1914. Ela atravessa o interior de S\u00e3o Paulo at\u00e9 chegar na fronteira do Brasil com a Bol\u00edvia, na cidade de Corumb\u00e1 (MS). A ferrovia foi a respons\u00e1vel por impulsionar o desenvolvimento do setor de transporte nacional, facilitando o envio de cargas do litoral para outras partes do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<p>A estrada de ferro vigorou at\u00e9 a d\u00e9cada de 1990, quando foi decretado o fechamento da Rede Ferrovi\u00e1ria Federal (RFFSA), durante o governo de Fernando Collor (1990-1992). A decis\u00e3o afetou boa parte dos trilhos localizados no estado, especialmente na cidade de Corumb\u00e1.<br>O tombamento federal foi realizado em tr\u00eas de dezembro de 2009, destacando a import\u00e2ncia da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil para o desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro, sobretudo na cidade de Campo Grande, capital do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo entendimento estadual, o que tinha maior valor era a ferrovia. A capital Campo Grande se tornou o que \u00e9 por causa dela. Olhamos para todo espa\u00e7o ferrovi\u00e1rio e procuramos localizar um trecho que servisse de refer\u00eancia, foi escolhido [o trecho] de Campo Grande\u201d, explica Santos. Esse bem cultural em particular \u00e9 protegido em \u00e2mbito federal, estadual e municipal, considerando toda sua extens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo de reconhecimento est\u00e1 constru\u00eddo \u00e0s margens do Rio Paraguai, no munic\u00edpio de Corumb\u00e1. O Casario do Porto \u00e9 um complexo com 119 edifica\u00e7\u00f5es de arquitetura ecl\u00e9tica em meio a plan\u00edcie pantaneira, tombado em 28 de novembro de 1993. \u201cVoc\u00ea tem ali uma regi\u00e3o que guarda uma hist\u00f3ria muito grande. Ela vai ter toda essa conex\u00e3o com o passado, ent\u00e3o voc\u00ea faz uma viagem no tempo\u201d, explica Silva. \u00c9 um conjunto arquitet\u00f4nico hist\u00f3rico, cultural e tur\u00edstico, que fomenta a educa\u00e7\u00e3o e a cultura e estimula o emprego e a renda local. \u201cCorumb\u00e1 e seu Casario por muito tempo ficaram em decad\u00eancia, at\u00e9 que nos anos 1980 e 1990 come\u00e7ou uma movimenta\u00e7\u00e3o para recupera\u00e7\u00e3o daquele espa\u00e7o, por parte do governo e posteriormente a participa\u00e7\u00e3o mais incisiva do Iphan\u201d, pontua Santos. No come\u00e7o do s\u00e9culo XX Corumb\u00e1 era economicamente fundamental para o estado, pois possu\u00eda um dos portos mais importantes do pa\u00eds, que recebia navios de todas as partes do mundo. Por isso, o Casario se consolidou como uma regi\u00e3o movimentada e com com\u00e9rcio local rico. Por\u00e9m a chegada da ferrovia voltou as aten\u00e7\u00f5es para Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em Corumb\u00e1, no distrito de Coimbra, implantado no Pantanal sul-mato-grossense, est\u00e1 o Forte Coimbra, o \u00fanico no Brasil a ter de fato um batismo de fogo. \u201cQuase todas as totalidades dos fortes brasileiros nunca foram usados, no entanto, o forte de Coimbra foi atingido por tiros, invadido, tomado pelo Paraguai e depois retomado; esse tipo de a\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado de batismo\u201d, explica Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>O local fica nas proximidades da tr\u00edplice fronteira entre Brasil, Bol\u00edvia e Paraguai. Segundo registrado pelo Iphan, no livro Mem\u00f3rias do Presente, \u201co forte possui alojamentos para abrigar soldados, salas para o comandante e para a administra\u00e7\u00e3o, paiol para armazenamento de armas, cadeia, calabou\u00e7o e uma capela\u201d. Foi o primeiro bem a ser tombado pelo Iphan no estado, no dia 31 de outubro de 1974.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00fanico patrim\u00f4nio cultural imaterial do estado temos a viola de cocho, um instrumento tradicional do povo pantaneiro, registrado no Livro dos Saberes em 2005 e reconhecido pelo Iphan como patrim\u00f4nio imaterial. Silva explica que a viola de cocho \u00e9 um elemento cultural com forte presen\u00e7a na fronteira e nas m\u00fasicas pantaneiras. Sua origem est\u00e1 ligada ao povo pantaneiro e divide ra\u00edzes com o Estado vizinho, Mato Grosso. &#8220;Ela tem uma grande incid\u00eancia aqui em Corumb\u00e1 e Lad\u00e1rio, e no caso do Mato Grosso tem uma grande incid\u00eancia l\u00e1 em Cuiab\u00e1\u201d, resume.<\/p>\n\n\n<p>Confeccionada por mestre cururueiros, tradicionalmente a base de madeira chimbuva e com linhas de pesca, o instrumento comp\u00f5e as melodias que embalam o cururu e o siriri, duas dan\u00e7as t\u00edpicas da regi\u00e3o. Na regi\u00e3o Centro-Oeste, o cururu \u00e9 dan\u00e7ado em homenagem aos santos padroeiros, sendo tradi\u00e7\u00e3o da festa do banho de S\u00e3o Jo\u00e3o, nos munic\u00edpios de Corumb\u00e1 e Lad\u00e1rio.<\/p>\n\n\n<p>Afinal, o que \u00e9 Mato Grosso do Sul? Para al\u00e9m do estere\u00f3tipo pantaneiro \u00e9 o reflexo palp\u00e1vel, vis\u00edvel e sentido da hist\u00f3ria retratada por cada bem apresentado aqui. Por meio deles entendemos um pouco melhor como se formou e por quais entraves e percal\u00e7os este estado passou at\u00e9 chegar ao que \u00e9 hoje, um lugar com identidades reconhecidas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7217-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2242\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7217-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7217-PARA-O-SITE-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7217-PARA-O-SITE-768x509.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7217-PARA-O-SITE-400x265.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Corumb\u00e1.  Foto: Maria Eduarda Metran<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7176-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2241\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7176-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7176-PARA-O-SITE-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7176-PARA-O-SITE-768x509.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7176-PARA-O-SITE-400x265.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Corumb\u00e1.  Foto:  Maria Eduarda Metran <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7171-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2240\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7171-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7171-PARA-O-SITE-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7171-PARA-O-SITE-768x509.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7171-PARA-O-SITE-400x265.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Corumb\u00e1.  Foto:  Maria Eduarda Metran <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"678\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7136-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2239\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7136-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7136-PARA-O-SITE-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7136-PARA-O-SITE-768x509.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-_DSC7136-PARA-O-SITE-400x265.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Corumb\u00e1.  Foto:  Maria Eduarda Metran  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00e3os que entalham hist\u00f3rias<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Intitulado pelo Minist\u00e9rio da Cultura como um Mestre do Saber, Sebasti\u00e3o de Souza Brand\u00e3o, conhecido tamb\u00e9m como Seu Sebasti\u00e3o, ainda continua a espalhar seu conhecimento, experi\u00eancia e hist\u00f3ria com a viola de cocho dentro e fora do Estado. Instrumento de som singular tamb\u00e9m reconhecido como bem cultural e imaterial de Mato Grosso do Sul.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Seu Sebasti\u00e3o nos concedeu entrevista por meio de videoconfer\u00eancia, direto da sua casa, localizada na divisa entre as cidades de Corumb\u00e1 e Lad\u00e1rio\/MS, onde tamb\u00e9m funciona a oficina de viola de cocho. Mesmo com a dist\u00e2ncia, o entusiasmo e a simplicidade em sua fala mostram a alegria do artes\u00e3o ao compartilhar seu conhecimento com gera\u00e7\u00f5es mais jovens, que tem a miss\u00e3o de preservar e proteger a cultura do estado. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o sabe o quanto que eu to feliz agora de saber que eu to explicando isso para uma jovem, que teve o interesse de entrar em uma c\u00e2mera de celular ao vivo comigo. Muito gratificante\u201d, expressa.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nascido em ber\u00e7o cururueiro, sua inf\u00e2ncia foi em meio a rodas de cururu e siriri, onde sempre achava um jeito de tocar junto aos mais velhos e mesmo quando ouvia a repreens\u00e3o, continuava a dedilhar nota ap\u00f3s nota como se fosse uma simples brincadeira de crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A sua trajet\u00f3ria vai ao encontro de outro bem de grande import\u00e2ncia para o Estado, a Ferrovia Noroeste do Brasil, onde trabalhou por 19 anos e acabou conhecendo grandes nomes do cururu sul-mato-grossense como, por exemplo, o mestre cururueiro Agripino Magalh\u00e3es Soares. <\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Foi atrav\u00e9s do trabalho e do conhecimento repassado pelo mestre que o modo de fazer viola de cocho pode ser registrado em 2005, como patrim\u00f4nio imaterial no \u201cLivro dos Saberes\u201d. Seu Agripino, que estava entre as poucas pessoas aptas a ensinar e a fazer a<span style=\"color: #ff0000\"> <a style=\"color: #ff0000\" href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/\/uploads\/publicacao\/PatImDos_ModosFazerViolaCocho_m.pdf\">viola de cocho<\/a><span style=\"color: #ffffff\">,<\/span><\/span> morreu de causas naturais em 2020 aos 101 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As lembran\u00e7as e hist\u00f3rias da \u00e9poca de ferrovi\u00e1rio de Seu Sebasti\u00e3o cururueiro se tornaram document\u00e1rio no Circuito de Nacional de Cinema Itinerante \u201cRevelando Brasis\u201d, atrav\u00e9s do curta-metragem <span style=\"color: #ff0000\"><a style=\"color: #ff0000\" href=\"https:\/\/youtu.be\/LP4M0t1kF-k\">\u201cO Trem Fantasma e a Viola de Cocho\u201d<\/a><\/span>, que al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o de Seu Sebasti\u00e3o tamb\u00e9m foi produzida, editada e dirigida por ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Aos 77 anos de idade, ele, que desde menino j\u00e1 mostrava interesse pelo modo de se fazer e usar o instrumento, diz j\u00e1 ter perdido as contas de quantas violas j\u00e1 ganharam forma em suas m\u00e3os. T\u00e3o cedo n\u00e3o quer largar o of\u00edcio que, h\u00e1 d\u00e9cadas, \u00e9 preservado pela sua fam\u00edlia e que hoje faz parte do seu dia a dia. No v\u00eddeo abaixo, ele conta o in\u00edcio de sua hist\u00f3ria com o instrumento.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sebasti\u00e3o de Souza - Texto: Caminhos e Mem\u00f3rias\" width=\"580\" height=\"435\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4l3RbxExSiE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A viola de cocho \u00e9 um importante movimento cultural e de forte presen\u00e7a na regi\u00e3o pantaneira, tanto no Mato Grosso do Sul quanto no nosso vizinho Mato Grosso. Seja nas tradicionais rodas de cururu e siriri ou nas prociss\u00f5es de S\u00e3o Sebasti\u00e3o; nos batizados aos casamentos, nos dias de festa ou de despedida, sempre haver\u00e1 algu\u00e9m a tocar a viola de cocho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O artes\u00e3o viaja por todo o Brasil realizando palestras, oficinas e rodas de conversa em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (FUNARTE), com o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN) e tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 figurinha carimbada em toda edi\u00e7\u00e3o do Festival Am\u00e9rica do Sul Pantanal (FASP), ressaltando a import\u00e2ncia e a necessidade de se preservar o modo de fazer viola de cocho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s se aposentar, foi em sua oficina, fazendo violas de cocho, que ele encontrou seu descanso. Moderno, o mestre cururueiro faz quest\u00e3o de garantir que as violas confeccionadas por ele tenham at\u00e9 amplificador de som. Com sua viola favorita, e corrigindo a postura, ele demonstra seus anos de experi\u00eancia com o instrumento.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sebasti\u00e3o de Souza - Texto: Caminhos e Mem\u00f3rias\" width=\"580\" height=\"435\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qj0lAo9fiLc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Entre-os-muitos-itens-do-acervo-da-Fundacao-de-Cultura-esta-a-Viola-de-Cocho-PARA-O-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2238\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Entre-os-muitos-itens-do-acervo-da-Fundacao-de-Cultura-esta-a-Viola-de-Cocho-PARA-O-SITE.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Entre-os-muitos-itens-do-acervo-da-Fundacao-de-Cultura-esta-a-Viola-de-Cocho-PARA-O-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Entre-os-muitos-itens-do-acervo-da-Fundacao-de-Cultura-esta-a-Viola-de-Cocho-PARA-O-SITE-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/06\/Copia-de-Entre-os-muitos-itens-do-acervo-da-Fundacao-de-Cultura-esta-a-Viola-de-Cocho-PARA-O-SITE-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Viola de Cocho. Foto: Isabela Proc\u00f3pio<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bens culturais e hist\u00f3ricos n\u00e3o tombados\/registrados ou em estudo:<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Segundo informa\u00e7\u00f5es retiradas do site do Governo do Estado de Mato Grosso, o siriri \u00e9 uma dan\u00e7a folcl\u00f3rica de origem ind\u00edgena, t\u00edpica da regi\u00e3o pantaneira, marcada por um ritmo contagiante e alegre. Enquanto as mo\u00e7as dan\u00e7am, os homens fazem a corte, geralmente embalados pela viola de cocho, reco reco e ganz\u00e1. No cururu, tocado apenas por homens trajados em suas melhores vestes, existe a presen\u00e7a de improvisos para impressionar e cortejar as mo\u00e7as.<\/li><li>Em fevereiro de 2022 foi apresentado um projeto de lei que prop\u00f5e que a m\u00fasica \u201cBoa Tarde, Boa Tarde\u201d, composta pelos primos Jos\u00e9 Eloy de Magalh\u00e3es e Jo\u00e3o Batista Carretoni, em 1969, para o bloco carnavalesco Flor do Abacate, se torne patrim\u00f4nio cultural de Corumb\u00e1.<\/li><li>Os Bugrinhos da Concei\u00e7\u00e3o s\u00e3o esculturas talhadas em madeira e produzidas pela artes\u00e3 Concei\u00e7\u00e3o Freitas da Silva, conhecida como Concei\u00e7\u00e3o dos Bugres. Ela \u00e9 considerada uma das artistas mais importantes do Centro-Oeste, nasceu em Povinho, no Rio Grande do Sul e migrou para o Mato Grosso do Sul, na \u00e9poca ainda Mato Grosso, aos seis anos de idade.<\/li><li>Em 2021, o tradicional Banho de S\u00e3o Jo\u00e3o recebeu o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Brasil. O evento \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o religiosa e festiva que acontece nos dias 23 e 24 de junho nas cidades de Corumb\u00e1 e Lad\u00e1rio.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reconhecimento internacional<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Segundo Jos\u00e9 Augusto Carvalho dos Santos, chefe da divis\u00e3o t\u00e9cnica do Iphan\/MS, o Forte Coimbra juntamente com outras 18 fortifica\u00e7\u00f5es brasileiras est\u00e3o na lista para se tornar Patrim\u00f4nio Material Mundial da Humanidade, que faz parte do Livro de Registros Patrimoniais da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o (Unesco). No momento, a fortifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 passando por estudos t\u00e9cnicos e adequa\u00e7\u00f5es de acordo com as normas da institui\u00e7\u00e3o internacional. Um dos pontos de destaque para a coloca\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio na lista \u00e9 a peculiaridade de ser um dos \u00fanicos fortes brasileiros a ter de fato um &#8220;batismo de fogo&#8221;.<\/li><li>Em 2000, o Pantanal foi considerado Patrim\u00f4nio Natural Mundial e Reserva da Biosfera pela Unesco. Consta nos registros do Iphan que as \u00e1reas protegidas abrangem os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e compreendem a maior plan\u00edcie alagada do mundo, sendo um dos ecossistemas mais ricos em vida silvestre.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Fonte: IPHAN<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-98\/\">Voltar para Edi\u00e7\u00e3o 98<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bens culturais e hist\u00f3ricos s\u00e3o registros identit\u00e1rios de MS que resgatam e reconhecem a hist\u00f3ria Texto: Idaicy Solano | Rafael Pereira Mato Grosso do Sul, com seus 79 munic\u00edpios e 44 anos de hist\u00f3ria, \u00e9 formado por espa\u00e7os e acontecimentos que marcam suas mem\u00f3rias e seus caminhos at\u00e9 os dias atuais. O territ\u00f3rio se edifica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":38,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-2043","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem98"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2043","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/38"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2043"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2043\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2516,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2043\/revisions\/2516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}