{"id":2718,"date":"2022-11-28T14:15:47","date_gmt":"2022-11-28T18:15:47","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=2718"},"modified":"2022-11-29T17:01:03","modified_gmt":"2022-11-29T21:01:03","slug":"vidas-sonhos-e-planos-depois-dos-60","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/vidas-sonhos-e-planos-depois-dos-60\/","title":{"rendered":"Vidas, sonhos e planos depois dos 60"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center has-primary-color has-text-color wp-block-heading\">Idosos contrariam os estigmas que seguem a velhice e realizam seus desejos como quem tem pressa de viver<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\"><strong>Texto: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/_brunnapaula\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/_brunnapaula\/\" target=\"_blank\">Brunna Paula<\/a> | <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/duimlola\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/duimlola\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Heloisa Duim<\/a> | <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/julienemeloss\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/julienemeloss\/\" target=\"_blank\">Juliene Melo<\/a> <\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-soundcloud wp-block-embed-soundcloud\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Vida, sonhos e planos depois dos 60 by Projetil Online\" width=\"580\" height=\"400\" scrolling=\"no\" frameborder=\"no\" src=\"https:\/\/w.soundcloud.com\/player\/?visual=true&#038;url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F1385238331&#038;show_artwork=true&#038;maxheight=870&#038;maxwidth=580\"><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Reportagem narrada &#8211; Vida, sonhos e planos depois dos 60<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), realizada em 2020, a popula\u00e7\u00e3o idosa sul-mato-grossense equivale a 15% dos habitantes do estado. As conquistas de M\u00e1rcia, Jerusa e Seioki nessa fase v\u00e3o desde atravessar o estado de moto, publicar um livro e at\u00e9 pular de paraquedas. Para eles, a idade nunca foi impedimento, pelo contr\u00e1rio, a cada anivers\u00e1rio celebram tamb\u00e9m sua paix\u00e3o pela vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao atingir a velhice eles encontraram uma oportunidade de enfim realizar sonhos guardados, contrariando a cren\u00e7a geral. Segundo Eduardo Ramirez, cientista social que atua na \u00e1rea de direitos humanos desde 2008 e \u00e9 membro fundador da Universidade Aberta \u00e0 Pessoa Idosa (UnAPI) em Mato Grosso do Sul (MS), a sociedade tem uma expectativa de decl\u00ednio para quem chega aos 60 anos. \u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia de olhar para as pessoas que envelhecem, como descart\u00e1veis. No geral, essa expectativa vinda de uma heran\u00e7a etarista e biol\u00f3gica \u00e9 que essa seja a fase da decad\u00eancia. Espera-se isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa vis\u00e3o reflete o cen\u00e1rio de 2022. Na sociedade brasileira capitalista, de acordo com Eduardo, a popula\u00e7\u00e3o lida com a velhice do ponto de vista consumista. A trajet\u00f3ria das pessoas que integram a porcentagem j\u00e1 citada, se resume com trabalho, for\u00e7a de trabalho, lucro, e acumula\u00e7\u00e3o. As pessoas idosas tornam-se um \u201c\u00f4nus\u201d, algu\u00e9m que n\u00e3o produz ou contribui para a comunidade, a despeito de qualquer tempo de contribui\u00e7\u00e3o j\u00e1 feita. \u201cElas t\u00eam esse valor, mas isso para o capital n\u00e3o vale mais\u201d, afirma o especialista. Dessa forma, os idosos e idosas provam que os estigmas enraizados na mente dos mais jovens nem sempre (ou quase nunca) s\u00e3o justos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ladies of The Road<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcia Terra tem 60 anos, nasceu em Dourados e com apenas dezoito se mudou para Campo Grande. Foi na juventude, que ela despertou a paix\u00e3o pela velocidade. Acompanhando sua m\u00e3e nas idas \u00e0 autoescola, n\u00e3o hesitou em responder sim, quando seu pai a perguntou se gostaria de pilotar. A partir da\u00ed, aos 12 anos, come\u00e7ou andar de moto. Atitudes como essas, para ela, s\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o de uma mulher sem medo e apaixonada pela vida.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"605\" src=\"http:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-principal.G-1024x605.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2840\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-principal.G-1024x605.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-principal.G-300x177.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-principal.G-768x454.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-principal.G-400x236.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-principal.G.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>M\u00e1rcia Terra voltou a dedicar-se \u00e0 sua paix\u00e3o pela moto logo ap\u00f3s o nascimento dos filhos e j\u00e1 percorreu 4 mil km em viagem at\u00e9 a Argentina &#8211; Foto: Jo\u00e3o Buchara<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Apesar de ter passado a adolesc\u00eancia toda em cima de uma moto, esse sonho foi interrompido aos 20 anos pelo nascimento de seus filhos. A velocidade s\u00f3 voltou a fazer parte da sua vida trinta anos depois, ainda que a sensa\u00e7\u00e3o seja de que nunca tinha parado. Depois da aposentadoria, suas viagens s\u00f3 aumentaram quando colegas perguntam sobre o que ela anda fazendo. \u201cEu estou vagabundeando, e gra\u00e7as a Deus eu s\u00f3 tomo vento na cara. Meu rem\u00e9dio \u00e9 minha droga, \u00e9 o vento na cara\u201d, responde.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada vez mais motivada a n\u00e3o parar de se aventurar, M\u00e1rcia acredita que na moto n\u00e3o existe g\u00eanero, nem idade. E mesmo pilotando bem, carregando uma paix\u00e3o pela estrada, compara\u00e7\u00f5es feitas sobre sua forma de pilotar e a dos homens s\u00e3o enfrentadas no Moto Club. \u201cA M\u00e1rcia dirige que nem homem\u201d \u00e9 uma frase frequente. \u201cQuer dizer, por que tem que ser que nem homem? Eu n\u00e3o acho ruim n\u00e3o, mas tem que mudar isso, s\u00f3 homem que faz as coisas bem?\u201d, exp\u00f5e. Ela comenta que existem movimentos que buscam quebrar esse sexismo, utilizando a express\u00e3o popular \u201cPilote como uma garota&#8221; estampada em camisetas.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong> A jaqueta que usa para pilotar, por exemplo, carrega a frase Ladies Of The Road, que significa Senhoras da Estrada<\/strong><\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s adversidades que enfrenta, a motoqueira tem descoberto a urg\u00eancia pela vida. M\u00e1rcia planeja seguir na estrada pelo menos at\u00e9 os 70 anos. Semelhante a sua paix\u00e3o, o avan\u00e7o da idade tamb\u00e9m tornou-se ineg\u00e1vel, a lentid\u00e3o nos reflexos que hoje sente com mais intensidade, \u00e9 um exemplo. \u201cVai ficando muito dif\u00edcil porque voc\u00ea coloca a sua vida e a do outro em perigo\u201d, comenta. A motoqueira, que j\u00e1 foi at\u00e9 a Argentina pilotando, tem como objetivo realizar o desafio de percorrer os 79 munic\u00edpios de MS, al\u00e9m de cruzar alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como o Chile. Quando questionada por n\u00e3o sentir medo em andar de moto, a aventureira \u00e9 enf\u00e1tica. \u201cOlha, para quem venceu um c\u00e2ncer, vou ter medo de andar de moto? Eu me considero uma sobrevivente, e tenho que ter orgulho da minha idade\u2026 Eu me sinto livre e muito poderosa por conseguir fazer isso, ter dom\u00ednio de alguma coisa, conseguir fazer bem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"333\" height=\"500\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-2.M-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2853\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-2.M-1.jpg 333w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Marcia-foto-2.M-1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><figcaption>S\u00edmbolo de resist\u00eancia feminina, M\u00e1rcia hoje busca inspirar outras mulheres a pilotar. A jaqueta que usa estampa a frase \u201cLadies of the road\u201d &#8211; Foto: Jo\u00e3o Buchara<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Escrevendo para crian\u00e7as<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Aos 60 anos de idade, Jerusa Yahn \u00e9 aposentada e ainda atua como assistente social, \u00e1rea em que trabalha h\u00e1 36 anos. Recentemente, realizou seu sonho de menina ao publicar um livro de sua pr\u00f3pria autoria. Desde jovem, sempre se interessou pela leitura e escrita, no entanto, com outras prioridades em mente, esse sonho s\u00f3 teve um final feliz em 2022. Com o sucesso no lan\u00e7amento de sua primeira hist\u00f3ria, a vontade em trilhar esse caminho cresceu ainda mais. \u201cDino &#8211; o cachorro da casa da \u00e1rvore\u201d, \u00e9 uma obra voltada para o p\u00fablico infantil e aborda a import\u00e2ncia do animal de estima\u00e7\u00e3o em sua vida.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-principal.G-1-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2858\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-principal.G-1-819x1024.jpg 819w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-principal.G-1-240x300.jpg 240w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-principal.G-1-768x960.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-principal.G-1-400x500.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-principal.G-1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption>Apaixonada pela escrita, Jerusa Yahn viu em seu primeiro animal de estima\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria que a levaria para o mundo editorial &#8211; Foto: Maria Laura Violin<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio dessa aventura come\u00e7ou quando sua neta mais nova estava escrevendo um livro para a escola. Jerusa se questionou o porqu\u00ea n\u00e3o fazer o mesmo. Ao pensar no que poderia ser atrativo para as crian\u00e7as escolheu Dino como tema central de sua primeira publica\u00e7\u00e3o, por sentir que seu p\u00fablico-alvo iria se interessar pela hist\u00f3ria do seu dia a dia. \u201cO amor que senti quando vi o animalzinho pela primeira vez, foi inexplic\u00e1vel. A partir da\u00ed, imaginei que as crian\u00e7as gostariam de saber sobre essa rela\u00e7\u00e3o\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>Como conta Jerusa, o livro todo \u00e9 narrado baseado em fatos vivenciados n\u00e3o s\u00f3 pela autora, como tamb\u00e9m por sua fam\u00edlia &#8211; aqueles que foram inspira\u00e7\u00e3o para alguns de seus personagens fict\u00edcios. Apesar da veracidade dos fatos, a narrativa \u00e9 guiada pela vis\u00e3o de Dino, seu primeiro cachorro. Ela desenvolveu a obra sozinha, desde a escrita \u00e0 busca por editoras e ilustradores. Visando a qualidade do produto e a resist\u00eancia que seu p\u00fablico-alvo exige, esteve presente em cada momento do processo at\u00e9 que de fato o livro se concretizasse.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>\u201cFoi algo inexplic\u00e1vel, ali, naquele momento, eu vi meu sonho se realizando e eu sinto que n\u00e3o s\u00f3 o meu como o de muitas pessoas tamb\u00e9m podem ser reais\u201d &#8211; Jerusa Yahn<\/strong><\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>No lan\u00e7amento do livro, em 15 de setembro de 2022, estiveram presentes 70 pessoas e Jerusa vendeu 100 c\u00f3pias. Com uma expectativa grande para o aumento desse n\u00famero, a escritora pretende promover a obra nas escolas da cidade e, quem sabe, at\u00e9 traduzi-la para o ingl\u00eas com o intuito de vender em outros pa\u00edses. Sabendo que o caminho que escolheu \u00e9 desafiador, afirma que ir\u00e1 insistir neste sonho editorial com persist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da carreira recente, Jerusa j\u00e1 planeja seus futuros passos como escritora. Sua pr\u00f3xima obra ser\u00e1 voltada ao p\u00fablico adulto, tendo como ponto de partida a \u00e1rea da sa\u00fade, em espec\u00edfico os cuidados paliativos, tratamento multiprofissional que visa a melhoria de vida de pessoas com doen\u00e7as graves. A ideia surgiu devido \u00e0s informa\u00e7\u00f5es escassas sobre o assunto, por conta de seu trabalho como assistente social. No entanto, ela ainda deseja focar nas crian\u00e7as. \u201cPretendo escrever outros livros infantis e contar hist\u00f3rias sobre cultura, m\u00fasica e arte, direcionadas ao Pantanal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-3.M-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2854\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-3.M-1.jpg 500w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-3.M-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Jerusa-foto-3.M-1-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption>A escritora desenvolveu seu enredo baseado em narrativas que agradariam o p\u00fablico infantil, em especial, seus netos &#8211; Foto: Maria Laura Violin<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pulando de cabe\u00e7a<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Apelidado como \u201cp\u00e9 na cova\u201d ao dizer que \u00e9 aposentado, Seioki Uehara diz n\u00e3o gostar da maneira como passou a ser visto ap\u00f3s atingir a velhice. Nascido em Paul\u00f3polis-SP, com 78 anos, reside em Campo Grande, onde realiza sonhos e vive fa\u00e7anhas que n\u00e3o p\u00f4de exercer em sua juventude. As aventuras come\u00e7aram aos seus 67 anos quando, aposentado, notou que a rotina mon\u00f3tona do seu dia a dia estava ocasionando crises no seu casamento. Com os filhos j\u00e1 criados e uma trajet\u00f3ria definida, ele encontrou a oportunidade de concretizar seus sonhos. Apesar de n\u00e3o ter tempo para o lazer em seu passado, devido aos estudos e ao trabalho, hoje em dia busca se aventurar naquilo que lhe conv\u00e9m, se jogando de cabe\u00e7a em novos desafios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/G0070993.G-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2884\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/G0070993.G-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/G0070993.G-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/G0070993.G-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/G0070993.G-400x300.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/G0070993.G.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Seioki Uehara, aos 78 anos de idade, busca se desafiar na pr\u00e1tica de esportes radicais que o tirem do ch\u00e3o &#8211; Acervo: Seioki Uehara<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por sugest\u00e3o de sua filha, Seioki passou a frequentar o Parque das Na\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas localizado na capital do estado. Com a empolga\u00e7\u00e3o de estar em um novo ambiente, ele iniciou a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas b\u00e1sicas, como caminhada. \u201cComecei a caminhar, depois a correr 100, 200, 300 metros e com o passar do tempo fui evoluindo\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao seu \u00f3timo desempenho e a melhoria no condicionamento f\u00edsico a partir desses exerc\u00edcios di\u00e1rios, o idoso come\u00e7ou a correr maratonas de 5, 10 e at\u00e9 42 quil\u00f4metros. Em sua primeira competi\u00e7\u00e3o, passou por um momento de hesita\u00e7\u00e3o onde achou que n\u00e3o iria conseguir. No entanto, com o sucesso em percursos menores, decidiu participar da S\u00e3o Silvestre e participou da corrida por dez anos seguidos, tendo o objetivo participar at\u00e9 a cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o. \u201cFalo pra minha esposa que mesmo que eu estiver de cadeira de rodas, eu vou participar\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"334\" height=\"500\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Seioki-foto-2.M-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2855\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Seioki-foto-2.M-1.jpg 334w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Seioki-foto-2.M-1-200x300.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 334px) 100vw, 334px\" \/><figcaption>Maratonista da S\u00e3o Silvestre h\u00e1 mais de dez anos, para Seioki, apenas participar j\u00e1 \u00e9 uma vit\u00f3ria &#8211; Acervo: Seioki Uehara <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Habituado \u00e0 corrida, Seioki decidiu buscar novos hobbies. Em uma caminhada num local significativo para sua hist\u00f3ria de aventuras, se deparou com um evento de bungee jumping, e se interessou de cara.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Frente \u00e0 pr\u00e1tica desconhecida, no mesmo dia em que tomou conhecimento do esporte, Seioki saltou de 45 metros de altura<\/strong><\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, estava beirando seus 70 anos e, diferente de muitos jovens que veem certa limita\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o desse hobbie, ele n\u00e3o teve medo algum.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a experi\u00eancia positiva em rela\u00e7\u00e3o ao bungee jumping, o ex-pe\u00e3o de fazenda, ap\u00f3s dedicar sua vida a capinar lotes, buscou uma aventura que o levasse ainda mais alto e o paraquedismo foi a satisfa\u00e7\u00e3o desse desejo. \u201cEu gostaria de explicar a emo\u00e7\u00e3o que \u00e9 pular de paraquedas, mas n\u00e3o tem como, s\u00f3 indo mesmo pra saber o qu\u00e3o boa \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o\u201d, descreveu. Muitos desacreditam na coragem que ele tem para realizar todos esses feitos e o questionam, ent\u00e3o, sobre o que seus familiares pensam sobre isso. A resposta do aventureiro \u00e9 simples. \u201cTudo que eu fiz at\u00e9 hoje, que \u00e9 considerado perigoso, como o bungee jumping e o paraquedismo, foi sem o conhecimento de minha fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ter enfrentado limita\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica desses hobbies, Seioki diz que com o passar do tempo e o avan\u00e7o da idade, n\u00e3o s\u00f3 ele como outras pessoas na mesma faixa et\u00e1ria precisam aceitar o fato de que h\u00e1 obst\u00e1culos para a realiza\u00e7\u00e3o de alguns sonhos. Mesmo acreditando nisso, ele incentiva todos aqueles que almejam se aventurar. \u201cNunca \u00e9 tarde para fazer o que deseja e enquanto eu puder, eu estarei l\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Foto-M.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2883\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Foto-M.jpg 500w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Foto-M-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Foto-M-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption>Quanto mais distante da terra firme, maior a felicidade de sentir a adrenalina &#8211;  Acervo: Seioki Uehara <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Diante dessas realiza\u00e7\u00f5es e conquistas, Eduardo Ramirez, cientista social que atua na \u00e1rea de direitos humanos orienta que todas as pessoas idosas comecem a pensar mais em si pr\u00f3prias. Apesar de ser a fase da vida que mais lida com estigmas, \u00e9 um per\u00edodo assim como qualquer outro da trajet\u00f3ria humana, onde h\u00e1 desafios a serem enfrentados. Contudo, \u00e9, tamb\u00e9m, uma etapa que merece ser vivida com sonhos e com a coragem de ser feliz.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>M\u00e3os que inspiram<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>&#8220;Aprender m\u00fasica \u00e9 uma hist\u00f3ria de 55 anos\u201d, afirma Olimpio Darcy Schussler, que aos 62 anos retomou seu sonho de crian\u00e7a: aprender a tocar teclado. Nascido no interior do Paran\u00e1, sua primeira tentativa de aprender teclado ocorreu em 2014, mas parou por conta de adversidades. Em 2022, retorna \u00e0s aulas na escola de m\u00fasica infantil Descobrindo Talentos, com o apoio da professora Mariana Prates.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Olimpio-foto-3.G-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2870\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Olimpio-foto-3.G-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Olimpio-foto-3.G-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Olimpio-foto-3.G-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Olimpio-foto-3.G-400x267.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2022\/11\/Olimpio-foto-3.G.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Olimpio Darcy, mesmo aos 62 anos, realiza o seu sonho de crian\u00e7a em escola de m\u00fasica infantil &#8211; Foto: Ana Paula Cavalcante<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A oportunidade de voltar \u00e0s aulas gera esperan\u00e7a em Olimpio, que dessa vez est\u00e1 determinado a cumprir seu objetivo. Sua motiva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 obter sucesso com o instrumento, e sim aprender a tocar como sonhava na inf\u00e2ncia. Al\u00e9m disso, deseja tocar \u201cparab\u00e9ns para voc\u00ea\u201d no anivers\u00e1rio de 101 anos de sua m\u00e3e, em janeiro de 2023. \u201cEsse \u00e9 meu sonho, e eu quero realizar l\u00e1 no Paran\u00e1, onde vai ser comemorado&#8221;, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre suas dificuldades, o tecladista conta em forma de piada que \u00e9 \u201csaber tocar\u201d. \u00c9 nesse tom de alegria que narra sua identifica\u00e7\u00e3o com Luiz Gonzaga, o Rei do Bai\u00e3o. Dessa forma, pretende ir do sertanejo ao forr\u00f3, sempre em busca das notas certas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-99\/\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 99<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Idosos contrariam os estigmas que seguem a velhice e realizam seus desejos como quem tem pressa de viver Texto: Brunna Paula | Heloisa Duim | Juliene Melo De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), realizada em 2020, a popula\u00e7\u00e3o idosa sul-mato-grossense equivale a 15% dos habitantes do estado. 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