{"id":3313,"date":"2023-06-27T17:12:20","date_gmt":"2023-06-27T21:12:20","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=3313"},"modified":"2023-06-29T16:18:06","modified_gmt":"2023-06-29T20:18:06","slug":"jornal-de-mil-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/jornal-de-mil-historias\/","title":{"rendered":"Jornal de mil hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\">Texto: <strong>Edson Silva<br><\/strong>Ilustra\u00e7\u00e3o:<strong> Marina Cozta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<p>A narrativa compreende a percep\u00e7\u00e3o individual do jornalista, professor e pesquisador que dividiu a tarefa de formar novas\/os profissionais, articulado com colegas por todo o per\u00edodo de exist\u00eancia do jornal, o que permitiu o uso de metodologias sempre mirando na forma\u00e7\u00e3o coerente com o bom jornalismo. Nas tr\u00eas d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o do jornal laborat\u00f3rio Proj\u00e9til tive o privil\u00e9gio e a satisfa\u00e7\u00e3o de dividir as experi\u00eancias com v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de alunos e alunas e ser contempor\u00e2neo de professores e professoras como M\u00e1rio M. Ramires (in memoriam); Mauro C. Silveira, Jos\u00e9 M. Licerre , Osvaldo Coimbra, Marcos R. Morandi, Lucas Reino, Marcos Paulo da Silva, Katarini G. Miguel, S\u00edlvio C. Pereira, M\u00e1rio Luiz Fernandes e Rafaella L. P. Peres.<\/p>\n<p>O Proj\u00e9til desde a sua primeira edi\u00e7\u00e3o assumiu o compromisso com a realidade imediata: a cidade de Campo Grande e o estado de Mato Grosso <span style=\"color: #ffffff;\">do Sul. Os primeiros professores e professoras e todos e todas que vieram depois tinham a experi\u00eancia do mercado de trabalho, na forja da lida com a reportagem de rua e do fechamento editorial, etapas exaustivas da produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e necess\u00e1rias \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de profissionais cr\u00edticos.<\/span><\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/MARINA-COZTA-@marinacozta-TEXTOEdson-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3315\" width=\"632\" height=\"565\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/MARINA-COZTA-@marinacozta-TEXTOEdson-1.jpg 842w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/MARINA-COZTA-@marinacozta-TEXTOEdson-1-300x268.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/MARINA-COZTA-@marinacozta-TEXTOEdson-1-768x687.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/MARINA-COZTA-@marinacozta-TEXTOEdson-1-400x358.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 632px) 100vw, 632px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">O jornal impresso como base s\u00f3lida e documental perene sempre foi lugar comum de estudantes que passaram pelo curso de Jornalismo. A partir deste racioc\u00ednio e considerando que nesses 33 anos de laborat\u00f3rio a UFMS j\u00e1 tenha diplomado cerca de mil profissionais, decorre da\u00ed a ideia de que cada um tenha produzido, pelo menos, uma narrativa, contado, no m\u00ednimo, uma hist\u00f3ria. Agrega-se a isto a compreens\u00e3o de que cada graduada\/o tenha um relato sobre a experi\u00eancia rica e complexa do trabalho t\u00e9cnico e \u00e9tico do fazer jornal\u00edstico.<\/span><\/p>\n<p><strong>PROJ\u00c9TIL \u00c9 APELO \u00c0 EXATID\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O Proj\u00e9til nasceu bem. O nome surgiu de exaustivas discuss\u00f5es entre estudantes, com a orienta\u00e7\u00e3o dos professores. Ao mesmo tempo em que a palavra lembra projeto, contempla a ideia de processo, de algo em andamento, sujeito a ajustes, pr\u00f3prio do ambiente laboratorial. Lembra, tamb\u00e9m, algo contundente, que mexe com o estado de uma determinada situa\u00e7\u00e3o, questiona, desestabiliza. \u00c9 um apelo \u00e0 exatid\u00e3o jornal\u00edstica!<\/p>\n<p>Crit\u00e9rios pedag\u00f3gicos s\u00f3lidos associados \u00e0 experi\u00eancia profissional do corpo docente neste longo per\u00edodo, garantiram processos determinantes para o \u00eaxito do ve\u00edculo de car\u00e1ter essencialmente jornal\u00edstico. Observo os seguintes percursos:<\/p>\n<ol>\n<li>\u00a0a garantia da liberdade criativa dos estudantes, o est\u00edmulo ao desenvolvimento do esp\u00edrito cr\u00edtico e a postura inerente ao trabalho jornal\u00edstico, balizado pela \u00e9tica. Mais: o compromisso com o social e a resist\u00eancia ao poder, qualquer que fosse ele, come\u00e7ando j\u00e1 na sala de aula na rela\u00e7\u00e3o com os professores, passando pela universidade enquanto institui\u00e7\u00e3o e chegando at\u00e9 as autoridades constitu\u00eddas. Exerc\u00edcio perene e necess\u00e1rio;<\/li>\n<li>o fazer jornal\u00edstico carece de disposi\u00e7\u00e3o de quem o pratica. Miramos assim no est\u00edmulo da boa competi\u00e7\u00e3o, ou seja, a busca constante da melhor not\u00edcia e dos g\u00eaneros mais complexos do jornalismo como a grande reportagem, decorrente das balizas opinativas e interpretativas. Capacidades tecidas ao longo do curso junto n\u00e3o apenas \u00e0s disciplinas envolvidas diretamente com o Proj\u00e9til, mas tamb\u00e9m com as demais que contribuem para formar o repert\u00f3rio de conhecimento necess\u00e1rio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o profissional. Poder\u00edamos dizer que se trata de investir em est\u00edmulos nervosos (o jornalismo do qual falamos \u00e9 nervoso!), provocando t\u00f4nus investigativo e narrativo, constantemente. Colocar em pr\u00e1tica a boa ambi\u00e7\u00e3o, a ideia ic\u00f4nica da busca pelo furo, pela manchete, pela capa;<\/li>\n<li>a caracter\u00edstica laborat\u00f3rio determina o fazer atrav\u00e9s da experi\u00eancia, da experimenta\u00e7\u00e3o, o que demanda tempo e vagar para a absor\u00e7\u00e3o de todo o processo constitu\u00eddo por diversas etapas complexas para se chegar a um corpo final completo, anatomicamente correspondente aos efeitos de sentido almejado pela editoria: o jornal.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Assim o foi o Proj\u00e9til nas suas 99 edi\u00e7\u00f5es! Melhor, nas 100 edi\u00e7\u00f5es! Vida longa ao Proj\u00e9til!<\/p>\n<p><strong>Edson Silva \u00e9 doutor em Comunicaci\u00f3n y Periodismo, foi professor do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social com habilita\u00e7\u00e3o em Jornalismo e do curso de Jornalismo da UFMS de 1990 a 2020, atualmente \u00e9 pesquisador s\u00f3cio-ambiental e jornalista na Serra da Bodoquena.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button aligncenter\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-accent-background-color has-text-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?page_id=3670\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 100<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Edson SilvaIlustra\u00e7\u00e3o: Marina Cozta A narrativa compreende a percep\u00e7\u00e3o individual do jornalista, professor e pesquisador que dividiu a tarefa de formar novas\/os profissionais, articulado com colegas por todo o per\u00edodo de exist\u00eancia do jornal, o que permitiu o uso de metodologias sempre mirando na forma\u00e7\u00e3o coerente com o bom jornalismo. 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