{"id":3331,"date":"2023-06-27T16:42:55","date_gmt":"2023-06-27T20:42:55","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=3331"},"modified":"2023-06-29T16:20:32","modified_gmt":"2023-06-29T20:20:32","slug":"o-projetil-nao-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/o-projetil-nao-para\/","title":{"rendered":"O Proj\u00e9til n\u00e3o para"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<p>No dicion\u00e1rio, a palavra proj\u00e9til \u00e9 definida como \u201ctodo objeto que se arremessa para matar ou ferir ou que obedece \u00e0 for\u00e7a de uma proje\u00e7\u00e3o\u201d. Na teoria do \u00edmpeto, proposta pela primeira vez por Arist\u00f3teles, a continua\u00e7\u00e3o do movimento de um objeto arremessado depende da a\u00e7\u00e3o do agente que a produz. Este conceito da f\u00edsica \u00e9 aplic\u00e1vel tamb\u00e9m a outro proj\u00e9til, ou melhor, Proj\u00e9til. Em sua cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o, o jornal laborat\u00f3rio do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul segue com proje\u00e7\u00f5es ininterruptas desde seu \u201clan\u00e7amento\u201d, em 1990.<\/p>\n<p>Em quase 33 anos de hist\u00f3ria, o Proj\u00e9til sobreviveu a sete presidentes, oito governadores e seis reitores. Ele resistiu \u00e0s mudan\u00e7as no jornalismo, \u00e0 crise do impresso e \u00e0s atualiza\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas. Por ele passaram mais de 20 professores e cerca de mil jornalistas, \u00e9 o segundo impresso mais antigo do MS ainda em circula\u00e7\u00e3o e um dos mais antigos jornais laborat\u00f3rio do Brasil. N\u00e3o h\u00e1 jornalista formado pelo curso de Jornalismo da UFMS que n\u00e3o tenha passado pelo Proj\u00e9til.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado pouco mais de um ano ap\u00f3s o in\u00edcio do curso, o Proj\u00e9til se manteve de p\u00e9 em meio \u00e0 precariedade da infraestrutura que marcou a gradua\u00e7\u00e3o e \u00e0s tentativas de sucateamento do ensino superior p\u00fablico. Entre os momentos hist\u00f3ricos, este jornal n\u00e3o parou nem durante a pandemia do Covid-19, mesmo que de forma remota e com todos os empecilhos. Sua continuidade, segundo a teoria do \u00edmpeto, \u00e9 reflexo de todos aqueles que o produziram ao longo do tempo.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"530\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-editorial1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3443\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-editorial1.jpg 800w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-editorial1-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-editorial1-768x509.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-editorial1-400x265.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Equipe respons\u00e1vel pela edi\u00e7\u00e3o 100<br>Foto: Giovanna Leal Andrade<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>Em 2023, outra mudan\u00e7a diminuiu o n\u00famero de edi\u00e7\u00f5es anuais de duas para apenas uma. A altera\u00e7\u00e3o fez com que justo a turma respons\u00e1vel pela cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o fosse significativamente menor. As professoras reuniram, ent\u00e3o, um grupo de estudantes dispostos a n\u00e3o deixar o Proj\u00e9til parar. Com a prerrogativa da marca hist\u00f3rica, revisitamos tem\u00e1ticas relevantes de edi\u00e7\u00f5es passadas, fazendo um levantamento hist\u00f3rico e reavalia\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es e mensagens j\u00e1 publicadas neste jornal laborat\u00f3rio. Al\u00e9m de colabora\u00e7\u00f5es de egressos, antigos docentes e uma parceria in\u00e9dita com a Revista Badar\u00f3.<\/p>\n<p>Em uma dessas colabora\u00e7\u00f5es, o propositor do nome deste jornal fez uma provoca\u00e7\u00e3o, indagando se n\u00e3o seria o momento de mud\u00e1-lo. Na vis\u00e3o da primeira turma, o nome refletia a vontade de acertar com precis\u00e3o o centro da verdade. Por\u00e9m, o car\u00e1ter belicista implica diferentes interpreta\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que proj\u00e9til pode significar muita coisa, at\u00e9 uma bala disparada para matar.<\/p>\n<p>Realmente, proj\u00e9til mata, mas Proj\u00e9til \u00e9 Proj\u00e9til. Segundo o professor Edson Silva, \u201cse for para mudar, \u00e9 melhor p\u00f4r um ponto final e come\u00e7ar outro do zero\u201d. Concluimos que n\u00e3o h\u00e1 necessidade nem de um e nem de outro. Talvez seja hora de adicionar uma nova palavra ao dicion\u00e1rio, com todo o significado que ela carrega para o jornalismo do MS: Proj\u00e9til, assim mesmo, com P mai\u00fasculo. Que na edi\u00e7\u00e3o 200, daqui a 100 anos, se o jornalismo ainda for jornalismo e a a\u00e7\u00e3o dos agentes permitir o seu movimento cont\u00ednuo, algu\u00e9m possa novamente questionar, \u201cProj\u00e9til. Ou n\u00e3o?\u201d.<\/p>\n<p><strong>Boa leitura!<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button aligncenter\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-accent-background-color has-text-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?page_id=3670\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 100<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dicion\u00e1rio, a palavra proj\u00e9til \u00e9 definida como \u201ctodo objeto que se arremessa para matar ou ferir ou que obedece \u00e0 for\u00e7a de uma proje\u00e7\u00e3o\u201d. Na teoria do \u00edmpeto, proposta pela primeira vez por Arist\u00f3teles, a continua\u00e7\u00e3o do movimento de um objeto arremessado depende da a\u00e7\u00e3o do agente que a produz. 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