{"id":3372,"date":"2023-06-27T16:48:37","date_gmt":"2023-06-27T20:48:37","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=3372"},"modified":"2023-06-30T10:28:25","modified_gmt":"2023-06-30T14:28:25","slug":"muito-prazer-sexo-acredito-que-voce-ainda-nao-me-conhece-totalmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/muito-prazer-sexo-acredito-que-voce-ainda-nao-me-conhece-totalmente\/","title":{"rendered":"Muito prazer, sexo! Acredito que voc\u00ea ainda n\u00e3o me conhece totalmente"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">A edi\u00e7\u00e3o 59 do Projetil ousou ao falar sobre sexo, mas falhou ao omitir o prazer feminino. Quase 15 anos depois, voltamos nesse mesmo tema, e dessa vez \u00e9 diferente &#8211; o sexo tem que ser para as mulheres<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\">Texto: <strong>Bianca Campos | Evelyn Mendes | Lauren Netto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<p>Com a promessa de \u201cm\u00faltiplos orgasmos de criatividade\u201d e dedica\u00e7\u00e3o, os acad\u00eamicos de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apresentaram a edi\u00e7\u00e3o 59 do Proj\u00e9til, publicada em 2008. \u201cMuito prazer, sexo!\u201d foi umas das edi\u00e7\u00f5es monotem\u00e1ticas que surgiram ao longo da hist\u00f3ria do jornal laborat\u00f3rio. A vontade da turma de sair do clich\u00ea abriu espa\u00e7o para leituras excitantes sobre cultura, comportamento e com\u00e9rcio sexual.<\/p>\n<p>Mat\u00e9rias como \u201dNa hora do almo\u00e7o\u201d, que falava sobre as casas de massagens de Campo Grande, \u201cA um clique do prazer\u201d com o foco no sexo virtual e \u201cVende-se prazer\u201d, sobre alguns sex shops da capital, garantiram uma edi\u00e7\u00e3o deveras divertida, mas que infelizmente n\u00e3o teve espa\u00e7o na plataforma online Issuu, que disponibiliza todos os jornais produzidos at\u00e9 hoje. A edi\u00e7\u00e3o foi censurada pela plataforma. Isso mesmo, o sexo n\u00e3o pode caber na boca de todo mundo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 15 anos, os assuntos abordados continuam pertinentes, mas merecem uma reflex\u00e3o mais profunda. Naquela edi\u00e7\u00e3o monotem\u00e1tica, nenhuma das 13 mat\u00e9rias abordou a sexualidade feminina e, por isso, a cent\u00e9sima edi\u00e7\u00e3o traz a premissa de expor perspectivas que h\u00e1 muito tempo s\u00e3o negligenciadas.<\/p>\n<p>A pluralidade de mulheres dessa reportagem, come\u00e7a com uma equipe de tr\u00eas rep\u00f3rteres e duas professoras \u00e0 frente da edi\u00e7\u00e3o. As entrevistadas tamb\u00e9m s\u00e3o exclusivamente femininas e a perspectiva de cada uma delas possibilita que possamos nos deliciar com diversas viv\u00eancias. J\u00e1 sabemos que a edi\u00e7\u00e3o 59 n\u00e3o chegou l\u00e1, mas a 100 est\u00e1 pronta para atingir o \u00e1pice.<\/p>\n<p><strong>O estere\u00f3tipo de cada dia <\/strong><\/p>\n<p>Foi dado um passo para frente quando o Proj\u00e9til tratou sobre sexo, mas infelizmente ele n\u00e3o foi o primeiro a silenciar a voz feminina. Ao trazer assuntos t\u00e3o pertinentes, as mulheres s\u00f3 foram retratadas em posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Ou, quando eram protagonistas, os temas giravam apenas em torno de assuntos como maternidade e prostitui\u00e7\u00e3o. \u201cM\u00e3e, esposa e cia\u201d e \u201cEmbarque, prostitui\u00e7\u00e3o e sonho\u201d, da edi\u00e7\u00e3o 11, de 1992 e \u201cA saga de m\u00e3es e filhos dentro do pres\u00eddio\u201d da edi\u00e7\u00e3o 80, de 2013, s\u00e3o apenas alguns exemplos da manuten\u00e7\u00e3o do estere\u00f3tipo. O apagamento da fala feminina \u00e9 um fen\u00f4meno que ocorre desde sempre, n\u00e3o s\u00f3 aqui no Brasil, mas no mundo.<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 sexo, essa quest\u00e3o fica bastante evidente j\u00e1 que a sexualidade feminina \u00e9 retratada como tabu na sociedade. Um sistema que exclui os direitos das mulheres, se delicia com o corpo feminino, concebido fisiologicamente para gozar do pr\u00f3prio prazer.<\/p>\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color wp-block-heading\">Um sistema que exclui os direitos das mulheres, se delicia com o corpo feminino, concebido fisiologicamente para gozar do pr\u00f3prio prazer<\/h5>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"987\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-1024x987.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3560\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-1024x987.jpeg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-300x289.jpeg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-768x740.jpeg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-1536x1480.jpeg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-1200x1157.jpeg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-1250x1205.jpeg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32-400x386.jpeg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-23-at-11.36.32.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Colagem: Rafaella Moura<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>Quando o assunto \u00e9 sexo, essa quest\u00e3o fica bastante evidente j\u00e1 que a sexualidade feminina \u00e9 retratada como tabu na sociedade. Um sistema que exclui os direitos das mulheres, se delicia com o corpo feminino, concebido fisiologicamente para gozar do pr\u00f3prio prazer.<\/p>\n<p>Para Sarah Santos, jornalista e influencer digital, o apagamento da sexualidade aconteceu desde quando ela se entendeu no mundo como um ser sexual, perto dos seus 13 anos. A jornalista conta que essa \u00e9poca foi frustrante, pois ela passou a acompanhar suas amigas iniciando relacionamentos rom\u00e2nticos enquanto para ela n\u00e3o. \u201cEstudava num lugar em que, naturalmente, todas as minhas amiguinhas j\u00e1 beijavam, j\u00e1 tinham um namoradinho, os meninos se interessavam por elas e por mim n\u00e3o era a mesma coisa\u201d, relata Sarah.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3515\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-1980x1320.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-1250x833.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5384-1-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sarah Santos, jornalista e administradora da pagina <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/soupassarinha\/\" target=\"_blank\">Sou passarinha<\/a>    <br>Foto: Evelyn Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>Ainda na adolesc\u00eancia, a jornalista, ao imergir nas redes sociais, teve contato com o lado sombrio do sexo: a fetichiza\u00e7\u00e3o do corpo com defici\u00eancia. \u201cPostava uma foto de regata que mostrava o bracinho, e aparecia uns caras esquisitos que queriam me adicionar. O problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o fetiche, mas voc\u00ea reduzir aquela pessoa a um \u00fanico membro dela, o membro com defici\u00eancia\u201d, relata.<\/p>\n<p>A perspectiva de Sarah \u00e9 constru\u00edda a partir das viv\u00eancias de um corpo com defici\u00eancia. Um corpo que, muitas vezes, foi reduzido ao cuidado e n\u00e3o ao sexo. Sarah, contudo, tem uma hist\u00f3ria muito diferente da modelo e DJ Marcela Deniz, um corpo gordo e preto, de uma mulher nascida e criada na periferia de Campo Grande.<\/p>\n<p>Para Marcela, a sexualiza\u00e7\u00e3o sempre esteve presente, mesmo quando n\u00e3o deveria existir. \u201cEu menstruei muito cedo, ent\u00e3o me desenvolvi muito r\u00e1pido, enquanto as menininhas da minha idade eram magrinhas, eu j\u00e1 era gordinha e j\u00e1 tinha muito seio. Com 11 anos de idade eu j\u00e1 era assediada na rua\u201d, conta a modelo.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3516\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-1980x1320.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-1250x833.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/72-dpi-marcela-certa-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marcela Deniz, modelo e Dj<br>Foto: Evelyn Mendes <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>Para Agatha, estudante de psicologia, a sexualiza\u00e7\u00e3o do corpo come\u00e7ou logo quando ela se assumiu uma mulher trans. \u201cDesde que eu me entendi como Agatha e botei meu nome pra jogo, as pessoas come\u00e7aram a ter curiosidade. Homens casados me procuravam, por conta do fetiche, e outros que eu nunca imaginaria na vida que viria atr\u00e1s de mim s\u00f3 por isso\u201d, lamenta a acad\u00eamica.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3520\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-1980x1320.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-1250x833.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Copia-de-IMG_5183-ghhdtnettjeawrhwayew-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Agatha Echeverria, acad\u00eamica de psicologia<br>Foto: Evelyn Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p><strong>At\u00e9 chegar l\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Essas hist\u00f3rias indicam como o corpo feminino \u00e9 rotulado pela sociedade, o que se espera da mulher antes de tomar qualquer atitude. Qual roupa vestir, como deve ser o corte de cabelo, como se comportar de saia e qual o batom ideal. Regras que limitam a liberdade feminina de ser e estar \u00e0 vontade socialmente.<\/p>\n<p>Para Thaynara Belmonte, egressa de artes visuais da UFMS, foram longos anos, questionamentos e nega\u00e7\u00f5es at\u00e9 se descobrir como uma mulher l\u00e9sbica. Com 17 anos, ela enfrentou diversos atravessamentos at\u00e9 dar o seu primeiro beijo. &#8220;Foi bem complicado eu entender a minha sexualidade, eu sempre ficava: \u2018eu sou bi\u2019, \u2018n\u00e3o sou l\u00e9sbica\u2019, \u2018eu sou pan [sexual]\u2019. Foram altos e baixos at\u00e9 eu entender que aquilo era uma heterossexualidade compuls\u00f3ria e que eu sou, sim, l\u00e9sbica&#8221;, relata.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"994\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Thainara-1024x994.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3523\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Thainara-1024x994.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Thainara-300x291.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Thainara-768x745.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Thainara-400x388.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/Thainara.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Thaynara Belmonte, egressa do curso de artes visuais da UFMS<br>Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>A mulher l\u00e9sbica e gorda n\u00e3o se enquadra nos moldes socialmente aceitos &#8211; n\u00e3o \u00e9 considerada sexy e sua est\u00e9tica, desfeminilizada por n\u00e3o se enquadrar nos padr\u00f5es heteronormativos, se torna inviabilizada. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil uma mulher gorda e \u201ccaminhoneira\u201d se relacionar no meio l\u00e9sbico, n\u00f3s somos muito apagadas. At\u00e9 pra sociedade quando se pensa em duas l\u00e9sbicas, s\u00e3o duas mulheres padr\u00f5es. Eu acho que at\u00e9 por isso eu demorei tanto para ter as minhas primeiras vezes, como o meu primeiro beijo e o meu primeiro sexo&#8221;, desabafa Thaynara.<\/p>\n<p>A invisibiliza\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQIAPN+ \u00e9 respons\u00e1vel por uma s\u00e9rie de omiss\u00f5es em diversos setores, entre eles o da sa\u00fade. A sa\u00fade sexual de mulheres que n\u00e3o se enquadram nos padr\u00f5es heteronormativos \u00e9 omitida pela sociedade, com base na cren\u00e7a machista de que se n\u00e3o houver penetra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 risco de doen\u00e7as. A m\u00e1xima \u201csem penetra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem sexo\u201d est\u00e1 intr\u00ednseca na sociedade, apesar de ser um mito. Uma pesquisa veiculada no Public Health em 2021, feita com 150 mulheres que mant\u00eam rela\u00e7\u00f5es com outras mulheres, indica que quase metade delas contra\u00edram alguma infec\u00e7\u00e3o sexualmente transmiss\u00edvel (IST). A maior parte, 45%, foi contaminada pelo v\u00edrus HPV.<\/p>\n<p>Em um espa\u00e7o estruturado apenas para mulheres heterossexuais cisg\u00eanero, a falta de acolhimento e distanciamento entre o m\u00e9dico e a paciente afasta essas mulheres de um tratamento que deveria ser acess\u00edvel e seguro para todas. Contribuindo ainda mais para o silenciamento da sa\u00fade sexual de mulheres fora dos padr\u00f5es impostos pela sociedade.<\/p>\n<p><strong>Onde est\u00e1 o clit\u00f3ris?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 um falso guia de sobreviv\u00eancia para as mulheres diante de uma constru\u00e7\u00e3o sociocultural machista, que define o que \u00e9 belo e aceit\u00e1vel. Sarah conta que ainda na adolesc\u00eancia as frustra\u00e7\u00f5es vieram aos poucos. \u201cTeve uma \u00e9poca que me incomodava, porque me achava uma pessoa com muitos pelos, toda semana eu raspava os pelos dos meus bra\u00e7os. E \u00e9 horr\u00edvel, ficava me pinicando, mas fazia quest\u00e3o de aparecer toda depilada\u201d, relembra a jornalista.<\/p>\n<p>Essa busca de Sarah por se encaixar no padr\u00e3o, infelizmente, \u00e9 comum. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Pl\u00e1stica Est\u00e9tica, em 2018, cerca de 87,4% dos procedimentos realizados no mundo foram feitos pelo p\u00fablico feminino. Quando se trata de cirurgias na vulva, esses n\u00fameros s\u00e3o ainda mais altos. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Pl\u00e1stica, em 2020, o Brasil ocupou primeiro lugar no ranking com mais de 20 mil cirurgias de labioplastia, que \u00e9 o procedimento que diminui os pequenos l\u00e1bios vaginais.<\/p>\n<p>Esses dados mostram que as mulheres ainda n\u00e3o conseguem viver sua sexualidade de maneira livre e plena. De acordo com Yorrana Della Costa, jornalista e produtora de conte\u00fado sobre sexualidade feminina (@papodevenus)<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #e02828;\"><strong>a \u201ccastra\u00e7\u00e3o\u201d do poder feminino \u00e9 hist\u00f3rica. &#8220;N\u00e3o era vi\u00e1vel para a sociedade nem para algumas institui\u00e7\u00f5es, como as religiosas, por exemplo, que as mulheres tivessem proemin\u00eancia\u201d, afirma a jornalista<\/strong><\/span><\/h5>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3521\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-1980x1320.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-1250x833.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/06\/dpi-72-yoyo-edit-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A jornalista Yorrana Della Costa<br>Foto: Evelyn Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p>A falta de proemin\u00eancia, ou seja, de destaque feminino em debates que envolvem sexo e sexualidade, funciona como uma estrat\u00e9gia impl\u00edcita de manter a mulher em posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, submissas aos seus pr\u00f3prio corpo. O silenciamento feminino tamb\u00e9m pode afetar o desempenho sexual dessas mulheres, limitando ainda mais o prazer.<\/p>\n<p>Segundo pesquisa realizada em 2023 pelo Hibou, empresa de monitoramento de mercado e consumo, cerca de 79% das mulheres j\u00e1 fingiram ter um orgasmo. Dessa porcentagem, mais da metade, 53%, afirmam que fizeram isso para acabar logo com o ato.<\/p>\n<p><strong>Ascens\u00e3o feminina<\/strong><\/p>\n<p>As preliminares do autoconhecimento podem acontecer de diversas formas e serem estimuladas de muitas maneiras. Seja com cosm\u00e9ticos, perfumes ou produtos er\u00f3ticos, que elevam a autoestima e a autoconfian\u00e7a. Vibradores, sugadores e demais acess\u00f3rios sexuais s\u00e3o artefatos que contribuem para o est\u00edmulo da sexualidade feminina. Explorar o pr\u00f3prio corpo vai al\u00e9m de saber o que lhe deixa com tes\u00e3o. As infinitas possibilidades da anatomia feminina s\u00e3o capazes de gerar autonomia e se empoderar do pr\u00f3prio prazer.<\/p>\n<p>Para os sex shops ou mercado de produtos sensuais \u2013 como a Maria Graziele Paulino, gerente da loja Afrodite, prefere chamar \u2013 o passar dos anos foi positivo. \u201cAntigamente o tabu era muito grande. Hoje em dia a gente v\u00ea que tem mais produtos voltados para a sa\u00fade \u00edntima da mulher, ent\u00e3o expandiu muito. A gente trabalha com produtos desde a \u00e1rea sexual, mas tamb\u00e9m de pompoarismo, vibradores, ent\u00e3o ajudou muito\u201d.<\/p>\n<p>A pandemia foi um fator que tamb\u00e9m impulsionou as vendas. S\u00f3 no estado, o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS) registrou um aumento de 20% nas vendas de produtos er\u00f3ticos e artigos de sex shop em compras realizadas virtualmente e em lojas f\u00edsicas.<\/p>\n<p>O p\u00fablico consumidor dos brinquedos er\u00f3ticos \u00e9 o mais diverso poss\u00edvel. \u201cN\u00e3o tem como definir uma persona, tem desde a menina de 15 anos que come\u00e7ou a vida sexual agora e tem pouca lubrifica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a senhora de 70 anos com uma vida sexual ativa\u201d, revela Maria.<\/p>\n<p>Os produtos sensuais j\u00e1 conseguiram alcan\u00e7ar at\u00e9 mesmo mulheres que est\u00e3o inseridas no universo religioso. &#8220;Uma vez atendi m\u00e3e e filha evang\u00e9licas. M\u00e3e evang\u00e9lica do p\u00e9 a cabe\u00e7a, ai a filha falou \u2018m\u00e3e, pede para Jesus Cristo virar as costas e entra\u2019\u201d, contou a gerente da loja Maube, Claudia Oliveira.<\/p>\n<p>Para Yorrana, os produtos er\u00f3ticos s\u00e3o uma maneira que algumas mulheres encontraram para se conectar com elas mesmas, j\u00e1 que para ela a experi\u00eancia sexual \u00e9 um jeito de potencializar a energia feminina. Um brinquedo er\u00f3tico n\u00e3o tem o poder de mudar a vida de uma mulher, mas permite a experimenta\u00e7\u00e3o. \u201cSe n\u00f3s acreditarmos que somos merecedoras de prazer, podemos entender que somos merecedoras de qualquer coisa\u201d, afirma Yorrana.<\/p>\n<p>Ainda que haja um tabu para cada mulher que viva sobre a terra, lutar contra isso \u00e9 imprescind\u00edvel. No passado, o Proj\u00e9til negligenciou a vis\u00e3o das mulheres e deixou de lado viv\u00eancias e quest\u00f5es que carregamos por d\u00e9cadas, ou melhor, por s\u00e9culos. <\/p>\n<p>Esperamos que a percep\u00e7\u00e3o da sexualidade contada nesta reportagem desperte n\u00e3o s\u00f3 o lado prazeroso do sexo, mas tamb\u00e9m o lado consciente. Ousamos, mais uma vez, em falar sobre sexo, mas dessa vez foi diferente. Afinal, as 10 mil termina\u00e7\u00f5es nervosas do clit\u00f3ris n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1 \u00e0 toa.<\/p>\n<p>E a\u00ed, foi bom pra voc\u00ea?<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<p><strong>De onde vem os vibradores?<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Vibradores com diferentes formatos, cores e tamanhos n\u00e3o s\u00e3o mais novidade para ningu\u00e9m. Em qualquer site de vendas de produtos er\u00f3ticos \u00e9 poss\u00edvel achar uma diversidade que, \u00e0 primeira vista, parece infinita. Cada item com sua particularidade que, na prateleira da loja, tenta seduzir o p\u00fablico, com a promessa de propiciar momentos de puro prazer e intimidade com o pr\u00f3prio corpo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Mas voc\u00ea j\u00e1 deve imaginar que nem sempre foi assim, n\u00e3o \u00e9?<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">O primeiro aparelho usado como um vibrador, foi inicialmente pensado como um instrumento de massagem e tamb\u00e9m de cura para a chamada \u201chisteria feminina\u201d. \u201cFoi utilizado para tratamento de histeria, que eram as mulheres que tinham libido e s\u00f3 depois descobriram que as mulheres cisg\u00eanero passam por um processo hormonal diferente dos homens,\u00a0 e que a libido n\u00e3o tiha nada ver com histeria\u201d, conta Yorrana.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">A princ\u00edpio, somente os m\u00e9dicos realizavam esse processo de massagear as costas e o pesco\u00e7o do corpo feminino para provocar nelas o que eles caracterizavam como paroxismo. Por\u00e9m, paroxismo era nada mais do que o orgasmo feminino, que causava sensa\u00e7\u00f5es de al\u00edvio e \u00eaxtase. \u201cEra um massageador muscular, que era tipo um trambolho gigantesco de ferro. Para o clit\u00f3ris mais sens\u00edvel seria mais complicado. Muitas mulheres sofreram&#8221;.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Com o apoio da tecnologia, por volta do s\u00e9culo XX, os vibradores se tornaram el\u00e9tricos e tamb\u00e9m para o uso dom\u00e9stico, deixando de ser um produto usado apenas para \u201ctratamento\u201d. Logo em seguida, as mulheres come\u00e7aram a usar os vibradores de forma individual e como uma ferramenta de prazer e tamb\u00e9m autoconhecimento.<\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button aligncenter\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-accent-background-color has-text-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?page_id=3670\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 100<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A edi\u00e7\u00e3o 59 do Projetil ousou ao falar sobre sexo, mas falhou ao omitir o prazer feminino. Quase 15 anos depois, voltamos nesse mesmo tema, e dessa vez \u00e9 diferente &#8211; o sexo tem que ser para as mulheres Texto: Bianca Campos | Evelyn Mendes | Lauren Netto Com a promessa de \u201cm\u00faltiplos orgasmos de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-3372","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem100"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3372","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3372"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3699,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3372\/revisions\/3699"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}