{"id":3915,"date":"2023-12-21T08:04:23","date_gmt":"2023-12-21T12:04:23","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=3915"},"modified":"2024-02-28T15:16:29","modified_gmt":"2024-02-28T19:16:29","slug":"de-um-ponto-a-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/de-um-ponto-a-outro\/","title":{"rendered":"De um ponto a outro"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Sucateamento da frota, escassez de linhas e tarifas altas s\u00e3o desafios enfrentados pelos passageiros do transporte coletivo<\/h5>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color\"><strong>Texto: Geane Beserra | Maria Luiza Massulo<br>Edi\u00e7\u00e3o: Fernanda S\u00e1 | Julia Padilha | Maria Gabriela Arcanjo<\/strong><strong><br>Gr\u00e1fico: Jo\u00e3o Ant\u00f4nio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Direito previsto pelo artigo 6\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o transporte p\u00fablico e coletivo \u00e9 primordial para assegurar que todos os cidad\u00e3os tenham condi\u00e7\u00f5es de acessar os mesmos ambientes e servi\u00e7os. Com a precariza\u00e7\u00e3o desse sistema, mesmo com o aumento no pre\u00e7o das passagens, o que acontece \u00e9 justamente o contr\u00e1rio e as classes sociais de baixa renda, que dependem desses meios, t\u00eam dificuldades em acessar e interagir com o espa\u00e7o urbano. Est\u00e3o segregadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1992, Campo Grande saiu na frente de diversas outras cidades brasileiras ao implementar o Sistema Integrado de Transporte (SIT), que proporcionou aos usu\u00e1rios o deslocamento por meio da integra\u00e7\u00e3o f\u00edsica e tarif\u00e1ria nos Terminais de Integra\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, possibilitou que a popula\u00e7\u00e3o tivesse um acesso mais \u00e1gil aos principais pontos da cidade com o pagamento de uma \u00fanica tarifa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3917\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-300x300.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-768x769.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-400x400.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551-200x200.jpg 200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00551.jpg 1079w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Linha 085 por  volta das 16h &#8211; Foto: Anne Marinho<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Na \u00e9poca, de acordo com o Perfil Sociodemogr\u00e1fico de Campo Grande, realizado pela Ag\u00eancia Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, a capital sul-mato-grossense tinha pouco mais de 526 mil habitantes e quatro terminais de \u00f4nibus. Ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas, a popula\u00e7\u00e3o aumentou, a cidade cresceu e a tecnologia avan\u00e7ou, mas o transporte coletivo do munic\u00edpio n\u00e3o acompanhou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aqueles que dependem diariamente dos \u00f4nibus para terem acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sicos como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e lazer, o sucateamento do transporte coletivo \u00e9 vis\u00edvel, com \u00f4nibus lotados e envelhecidos. Al\u00e9m disso, a estrutura dos terminais e pontos aumenta a insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e tornam a mobilidade ainda mais cansativa e estressante.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Instituto Ranking Brasil 2021, 80% dos campo-grandenses classificam o transporte p\u00fablico da cidade como ruim ou p\u00e9ssimo. O cen\u00e1rio torna-se ainda mais cauteloso com a publica\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio do \u00cdndice de Concorr\u00eancia dos Munic\u00edpios (ICM), feito pelo Minist\u00e9rio da Economia, em 2022, onde Campo Grande foi eleita a cidade menos atrativa entre as capitais da regi\u00e3o Centro-Oeste no quesito infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente executivo do Cons\u00f3rcio Guaicurus, empresa respons\u00e1vel pelo transporte coletivo urbano de Campo Grande, Robson Strengari, explica que normalmente os passageiros direcionam as reclama\u00e7\u00f5es apenas para a empresa, mas \u00e9 preciso cobrar a prefeitura, em espec\u00edfico a Ag\u00eancia Municipal de Transporte, que determina tudo no sistema de transporte. \u201cO problema da crise de transporte n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aqui em Campo Grande, mas no Brasil todo. Quem \u00e9 respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o do terminal? O cons\u00f3rcio? N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9. \u00c9 o prefeito. Os pontos de \u00f4nibus, \u00e9 o cons\u00f3rcio? N\u00e3o. \u00c9 o prefeito\u201d, declara o gerente.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme estudo conduzido pelo portal G1, Campo Grande est\u00e1 entre as dez capitais brasileiras com as tarifas mais caras. O \u00faltimo aumento foi anunciado pela prefeitura em fevereiro de 2023, passando a custar R$4,65. A precariedade do transporte coletivo afeta principalmente a popula\u00e7\u00e3o dos bairros mais afastados da regi\u00e3o central da cidade. Dados do Censo de 2010, apontam os cinco bairros mais populosos: Aero Rancho (36.057 hab), Nova Lima (35.519), Vila Nasser (25.695), Centro-oeste (24.816) e Santo Amaro (23.501), localizados a quil\u00f4metros dos centros comerciais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"944\" height=\"657\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00561.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3918\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00561.jpg 944w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00561-300x209.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00561-768x535.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/12\/IMG-20231220-WA00561-400x278.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A estudante de Jornalismo, Evelyn Mendes, 20 anos, mora no bairro No roeste, a 14 km do centro de Campo Grande. Al\u00e9m de lidar com problemas estruturais em seu bairro, como ruas n\u00e3o asfaltadas e pouca ilumina\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m passa por transtornos di\u00e1rios nos terminais e \u00f4nibus. \u201c\u00c9 sim um bairro afastado, o que me cansa muito. Falta \u00e9 um olhar das autoridades pol\u00edticas para essa regi\u00e3o, que n\u00e3o tem asfalto, n\u00e3o tem nem lot\u00e9rica e muito menos um posto que atende 24 horas. O bairro mais pr\u00f3ximo \u00e9 o Tiradentes, a mais de 10 km, e de \u00f4nibus \u00e9 mais de uma hora de viagem\u201d, reclama Evelyn.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 04h25 de segunda \u00e0 sexta-feira, Evelyn acorda, e o sol nem deu as caras ainda, mas ela j\u00e1 se prepara para pegar a segunda volta do \u201cbus\u00e3o\u201d. Ao pegar a linha 517 em seu bairro, segue para o terminal H\u00e9rcules Maymone, onde espera mais 30 minutos at\u00e9 a linha 526 chegar e seguir para o Parque dos Poderes, onde trabalha. \u201cTinha uma linha que fazia o mesmo percurso, mas na pandemia foi retirada e ainda n\u00e3o voltou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color wp-block-heading\">\u201cTinha uma linha que fazia o mesmo percurso, mas na pandemia foi retirada e ainda n\u00e3o voltou\u201d &#8211; Evelyn Mendes <\/h5>\n\n\n\n<p>Atualmente, a capital conta com uma frota de 444 \u00f4nibus em 160 linhas. No hor\u00e1rio de pico, quando circula mais \u00f4nibus, s\u00e3o apenas 389 ve\u00edculos para 171 mil passageiros que utilizam as linhas diariamente, segundo dados fornecidos pela Ag\u00eancia Municipal de Transporte e Tr\u00e2nsito (Agetran).<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Segrega\u00e7\u00e3o Urbana<\/h5>\n\n\n\n<p>De acordo com a professora Maria Encarna\u00e7\u00e3o Beltr\u00e3o Sposito, a segrega\u00e7\u00e3o urbana pode ser lida como uma radicaliza\u00e7\u00e3o da diferencia\u00e7\u00e3o socioespacial. Ou seja, ela expressaria a divis\u00e3o social e econ\u00f4mica do espa\u00e7o, sendo facilmente percebida pela oposi\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas pobres e \u00e1reas nobres, \u00e1reas daqueles que produzem as riquezas (e o espa\u00e7o) e aqueles que se apropriam dela. Em Campo Grande, essa realidade \u00e9 agravada pela extens\u00e3o territorial sendo a quarta capital brasileira com a maior \u00e1rea, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, e pela necessidade que a popula\u00e7\u00e3o ainda tem de acessar o centro urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o urbana contribui para a perpetua\u00e7\u00e3o da desigualdade social, limitando as oportunidades de mobilidade para aqueles que mais precisam. Combater a segrega\u00e7\u00e3o no transporte p\u00fablico requer esfor\u00e7o coordenado por parte das autoridades municipais e estaduais, bem como a participa\u00e7\u00e3o ativa da sociedade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2003, uma das promessas do ent\u00e3o prefeito Andr\u00e9 Puccinelli em entrevista para a Folha de S. Paulo, era que, no ano seguinte, Campo Grande seria uma das \u00fanicas capitais brasileiras a n\u00e3o terem favelas. Segundo dados fornecidos pelo antigo prefeito, na \u00e9poca, existiam 800 fam\u00edlias morando em ocupa\u00e7\u00f5es, n\u00famero que correspondia a 0,6% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O slogan de \u201cCapital sem favela\u201d constru\u00eddo h\u00e1 20 anos e perpetuado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o e pelos gestores p\u00fablicos, envelheceu mal e est\u00e1 longe de condizer com a realidade. Segundo levantamento realizado pela Central \u00danica das Favelas de Campo Grande (Cufa), em 2023, o munic\u00edpio possui cerca de 39 comunidades, com mais de 36 mil moradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social e econ\u00f4mica, esses grupos se concentram nas periferias da cidade, grande parte das vezes em moradias prec\u00e1rias, afastadas dos centros onde o valor dos im\u00f3veis e terrenos s\u00e3o muito mais altos. Nesses espa\u00e7os, a falta de infraestrutura e de servi\u00e7os b\u00e1sicos como postos de sa\u00fade e escolas, obrigam os moradores a se deslocarem e a dependerem do transporte p\u00fablico. \u201cExiste uma aldeia urbana perto do Noroeste em que as crian\u00e7as precisam andar cerca de dois quil\u00f4metros para conseguirem chegar no primeiro ponto de \u00f4nibus e irem para a escola. A UPA [Unidade de Pronto Atendimento] 24 horas que o pessoal do Noroeste tem acesso \u00e9 s\u00f3 a do bairro Tiradentes\u201d, enfatiza Let\u00edcia Polidoro, coordenadora da Cufa Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor, arquiteto e urbanista Angelo Marcos Arruda, a necessidade de ir ao centro da cidade \u00e9 um dos fatores que contribuem para a sobrecarga do transporte p\u00fablico. Ele afirma que \u00e9 preciso formar locais mais descentralizados, utilizando a pol\u00edtica dos 74 bairros prevista pelo Plano Diretor de Urbaniza\u00e7\u00e3o, para que esses lugares sejam mais equipados e diminuam a necessidade do uso do transporte individual e a concentra\u00e7\u00e3o de pessoas no transporte coletivo.<\/p>\n\n\n<p>No final da hist\u00f3ria, as maiores v\u00edtimas de um sistema de transporte p\u00fablico sucateado, antigo e excludente s\u00e3o as classes mais baixas. Diariamente, t\u00eam os seus direitos a uma vida plena e igualit\u00e1ria violados ao n\u00e3o conseguirem acessar os servi\u00e7os presentes nas regi\u00f5es mais bem estruturadas e desenvolvidas das cidades.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button aligncenter\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-101\/\">voltar paraa  edi\u00e7\u00e3o 101<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sucateamento da frota, escassez de linhas e tarifas altas s\u00e3o desafios enfrentados pelos passageiros do transporte coletivo Texto: Geane Beserra | Maria Luiza MassuloEdi\u00e7\u00e3o: Fernanda S\u00e1 | Julia Padilha | Maria Gabriela ArcanjoGr\u00e1fico: Jo\u00e3o Ant\u00f4nio Direito previsto pelo artigo 6\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, o transporte p\u00fablico e coletivo \u00e9 primordial para assegurar que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-3915","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem101"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3915","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3915"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4044,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3915\/revisions\/4044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}