{"id":4512,"date":"2024-07-12T14:24:12","date_gmt":"2024-07-12T18:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=4512"},"modified":"2024-07-16T09:52:22","modified_gmt":"2024-07-16T13:52:22","slug":"greve-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/greve-e-agora\/","title":{"rendered":"Greve? E agora?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-05a516e7eff0b3052ec7fb8bc6fa0592\"><strong>Texto: Giovanna Fernandes<\/strong><br><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o: L\u00edvia Medina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<p>A greve de t\u00e9cnicos e professores das Universidades e Institutos Federais, em 2024, causou uma s\u00e9rie de transtornos aos estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Um impacto n\u00e3o apenas nas trajet\u00f3rias acad\u00eamicas, mas tamb\u00e9m no planejamento financeiro. Chris Wallace, estudante de medicina da UFMS no campus de Tr\u00eas Lagoas e Rafaela Lima, estudante de psicologia da UFMS no campus de Parana\u00edba, por exemplo, tiveram que suportar o fechamento dos campus desde 1\u00ba de maio, por conta da ades\u00e3o \u00e0 greve.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o interrompeu as atividades, principalmente, nos campus da UFMS localizados no interior do estado, como Tr\u00eas Lagoas, Aquidauana, Parana\u00edba, Coxim e Navira\u00ed. At\u00e9 6 de junho, metade dos c\u00e2mpus estava fechada. Os estudantes de outras cidades ou estados s\u00e3o os que enfrentam maior incerteza, pois a aus\u00eancia de atividades acad\u00eamicas, mantidas por press\u00f5es financeiras de uma vida fora de casa, pode fazer com que os alunos se desanimem.<\/p>\n<p>O impacto acad\u00eamico \u00e9 m\u00faltiplo. Uma paralisa\u00e7\u00e3o prolongada pode custar um semestre ou mais, dependendo da dura\u00e7\u00e3o da greve. Isso, por sua vez, atrasa a forma\u00e7\u00e3o e a entrada dos estudantes no mercado de trabalho, prejudicando os planos de carreira, a vida pessoal e principalmente o psicol\u00f3gico dos estudantes. Al\u00e9m disso, as pesquisas que s\u00e3o cruciais para a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento cient\u00edfico, s\u00e3o afetadas, prejudicando os resultados acad\u00eamicos e at\u00e9 a reputa\u00e7\u00e3o das universidades.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"895\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-1024x895.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4713\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-1024x895.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-300x262.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-768x671.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-1536x1343.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-1200x1049.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-1250x1093.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online-400x350.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/Ilustracao-para-o-online.jpg 1647w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n<p>Em 2015, os\/as docentes foram \u00e0s ruas para exigir investimentos em educa\u00e7\u00e3o e recomposi\u00e7\u00e3o salarial. Nesse momento, a greve durou 139 dias e cerca de 50 institui\u00e7\u00f5es federais, incluindo universidades e institutos, ficaram paralisados. Alunas e alunos n\u00e3o puderam continuar seus estudos e ficaram inertes de suas aulas. No final, o governo ofereceu um reajuste de 10,5% no sal\u00e1rio, que n\u00e3o atingiu nem a \u00faltima solicita\u00e7\u00e3o grevista de 19,7%. Mesmo assim, a greve teve fim.<\/p>\n<p>Apesar das lutas e da paralisa\u00e7\u00e3o, o resultado n\u00e3o chegou nem perto da metade da solicita\u00e7\u00e3o dos sindicatos. Professoras e professores n\u00e3o conseguiram exatamente o que pediam e alunas e alunos foram afetados com quase cinco meses sem aulas. Muitos estudantes, especialmente aqueles que vieram de outros estados e cidades, e os estrangeiros, dependem do apoio financeiro de familiares para permanecer na faculdade e custear como aluguel, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e livros did\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Os contratos de alugu\u00e9is n\u00e3o se desfazem porque a universidade entrou em greve, esse compromisso continua mesmo que o aluno\/a n\u00e3o esteja na resid\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o custo financeiro que est\u00e1 em jogo, quest\u00f5es psicol\u00f3gicas, como a inseguran\u00e7a daqueles que est\u00e3o no seu \u00faltimo semestre de gradua\u00e7\u00e3o se ainda ir\u00e3o conseguir seu diploma at\u00e9 o final do ano, fora a press\u00e3o dentro de casa. Quanto mais tempo essa greve durar, mais d\u00favidas como essa ir\u00e3o aparecer.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, muitos acad\u00eamicos que dependem de est\u00e1gios remunerados ou bolsas de estudo ficam em uma posi\u00e7\u00e3o delicada. A d\u00favida que grande parte dos estudantes enfrenta \u00e9 sobre os aux\u00edlios e a incerteza se ir\u00e3o continuar com os programas de assist\u00eancia estudantil. Sem contar que os custos emocionais de uma greve prolongada s\u00e3o enormes.<\/p>\n<p>A prioridade, portanto, deveria ser encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para a greve o mais rapidamente poss\u00edvel. O Governo Federal precisa abrir um espa\u00e7o de di\u00e1logo construtivo com o corpo t\u00e9cnico e os sindicatos docentes para resolver as quest\u00f5es salariais e de condi\u00e7\u00f5es de trabalho que levam \u00e0 greve.<\/p>\n<p>Sabemos que s\u00e3o injustas e imorais as condi\u00e7\u00f5es salariais que os docentes e t\u00e9cnicos passam no momento, desde 2016 sem qualquer reajuste, \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que nenhum trabalhador deve passar, ainda mais aqueles que educam e formam os futuros profissionais deste pa\u00eds. Como n\u00f3s, estudantes, ficamos no meio desta guerra entre trabalhadores do ensino e o governo? Queremos que todos os direitos sejam garantidos, mas que, principalmente, o direito constitucional \u00e0 educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja comprometido.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-accent-background-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-103\/\">VOLTAR PARA A EDI\u00c7\u00c3O 103<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Giovanna FernandesIlustra\u00e7\u00e3o: L\u00edvia Medina A greve de t\u00e9cnicos e professores das Universidades e Institutos Federais, em 2024, causou uma s\u00e9rie de transtornos aos estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). 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