{"id":4911,"date":"2025-07-10T16:24:05","date_gmt":"2025-07-10T20:24:05","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=4911"},"modified":"2025-07-10T16:24:05","modified_gmt":"2025-07-10T20:24:05","slug":"para-ingles-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/para-ingles-ver\/","title":{"rendered":"Para ingl\u00eas ver"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-b0e29b3a54e0ec3ab6ce99851a989ded\"><strong>Texto: <a href=\"mailto:marcos.melo@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:marcos.melo@ufms.br\">Marcos Melo<\/a><br>Ilustra\u00e7\u00e3o: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/karl.menez\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/karl.menez\/\">Karla Braud<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p>Em 5 de agosto de 2024, nas Olimp\u00edadas de Paris, Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro no solo de gin\u00e1stica art\u00edstica. Naquele dia, fui uma das 1,6 milh\u00e3o de pessoas que acompanharam, vidradas, a final e tweetaram a palavra \u2018Rebeca\u2019 na rede social \u2018X\u2019. Se n\u00e3o me engano, algo como: \u201cRebeca voc\u00ea conseguiu\u2026\u201d. Alguns anos antes, em mar\u00e7o de 2022, me peguei empenhado na campanha de escutar a m\u00fasica \u2018Envolver\u2019, da Anitta, para fazer a nossa artista alcan\u00e7ar o Top 1 global do Spotify. O esfor\u00e7o foi recompensado. A minha e mais de 6,3 milh\u00f5es de reprodu\u00e7\u00f5es levaram a brasileira ao topo do universo da m\u00fasica na \u00e9poca. Um reconhecimento mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um dos tra\u00e7os do povo brasileiro: a identifica\u00e7\u00e3o que sentimos com os nossos compatriotas. Em geral, somos um povo orgulhoso de quem somos, mesmo com os nossos problemas &#8211; que reconhecemos muitas vezes &#8211; parece que sentimos orgulho do reconhecimento l\u00e1 fora. Parece que quando o mundo reconhece que o Brasil existe e \u00e9 bom, aflora esse sentimento patri\u00f3tico e queremos ser mais notados. Isso, por um lado, pode ser visto como um \u2018bom patriotismo\u2019, um sentimento de devo\u00e7\u00e3o \u00e0 p\u00e1tria. Saud\u00e1vel algumas vezes? Mas tamb\u00e9m pode ter efeito contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um caso recente, foi a 97\u00aa cerim\u00f4nia do Oscar, especialmente importante para n\u00f3s porque havia brasileiros l\u00e1. N\u00e3o demorou muito para a nossa campanha pela primeira estatueta do Brasil come\u00e7ar. A mobiliza\u00e7\u00e3o nas redes sociais foi impressionante. Antes mesmo da indica\u00e7\u00e3o ao pr\u00eamio de melhor atriz, o perfil oficial da Academia do Oscar publicou fotos de 26 personalidades que estiveram no Governors Awards, incluindo uma de Fernanda Torres. Em menos de 24 horas, a foto da brasileira j\u00e1 contava com mais de um milh\u00e3o de curtidas e mais de 260 mil coment\u00e1rios. A segunda foto mais curtida foi a do ator anglo-americano Andrew Garfield, com pouco mais de 41 mil likes. Uma enxurrada de orgulho.<\/p>\n\n\n\n<p>Orgulho, certo? S\u00f3 que esse sentimento fica um pouco de lado quando observamos o que aconteceu quando Fernanda perdeu a premia\u00e7\u00e3o para Mikey Madison. \u201cO teste do sof\u00e1 teve retorno\u201d, \u201ca Gretchen atua melhor que voc\u00ea\u201d, \u201cOscar roubado\u201d, s\u00e3o apenas alguns dos coment\u00e1rios desrespeitosos que a atriz americana recebeu em suas redes sociais. Obviamente que muitos brasileiros e brasileiras condenaram as ofensas e mostraram apoio \u00e0 Madison, mas essa atitude t\u00f3xica foi estopim para que muitos f\u00e3s estrangeiros reprovassem o povo brasileiro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"886\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/06\/ILUSTRACAO-MARCOS-1024x886.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4912\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/06\/ILUSTRACAO-MARCOS-1024x886.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/06\/ILUSTRACAO-MARCOS-300x260.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/06\/ILUSTRACAO-MARCOS-768x664.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/06\/ILUSTRACAO-MARCOS-400x346.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/06\/ILUSTRACAO-MARCOS.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>E esse \u00e9 s\u00f3 um caso em meio a muitos outros que vemos em \u00e9poca de eventos nacionais e internacionais. Temos a necessidade de mostrar ao mundo que somos bons, de sermos notados, a \u00e2nsia de torcer por n\u00f3s mesmos, a como\u00e7\u00e3o fervorosa e sem muitas medidas para a felicidade. Em contraponto, isso pode se transformar em m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o, desrespeito e mesmo viol\u00eancia. Ser\u00e1 car\u00eancia? Ou n\u00e3o aprendemos a lidar com a derrota? Ou \u00e9 um reflexo das redes sociais? A praticidade e a liberdade que temos na internet fazem com que possamos nos expressar sem filtros e alcan\u00e7ar muita gente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa liberdade nas redes tem recebido a aten\u00e7\u00e3o dos poderes Legislativo e Judici\u00e1rio, que por meio do PL 2630\/2020, conhecido como PL das Fake News, buscam implementar medidas como remo\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, responsabiliza\u00e7\u00e3o das big techs pela presen\u00e7a de crimes virtuais em suas plataformas, prote\u00e7\u00e3o de dados dos usu\u00e1rios, entre outras. A proposta, ainda que bastante abrangente, \u00e9 uma forma que o poder p\u00fablico busca para diminuir o discurso de \u00f3dio, cyberbullying e dissemina\u00e7\u00e3o de conte\u00fado falso, tornando o ambiente virtual mais seguro e agrad\u00e1vel para quem est\u00e1 nele.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa \u00e9 fato: onde tem um brasileiro, sabemos que tem um brasileiro. Nossa presen\u00e7a \u00e9 notada, somos reconhecidos pela nossa expansividade. H\u00e1 um senso de humor e uma criatividade despreocupada no nosso pa\u00eds que poderiam ser estudados. Seja boa ou ruim, lidamos com a realidade de maneira descontra\u00edda. Por\u00e9m, quando expostos ao mundo, sentimos uma necessidade enorme de vit\u00f3ria, de provar nosso valor a todo custo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-text-color has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-104\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 104<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Marcos MeloIlustra\u00e7\u00e3o: Karla Braud Em 5 de agosto de 2024, nas Olimp\u00edadas de Paris, Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro no solo de gin\u00e1stica art\u00edstica. Naquele dia, fui uma das 1,6 milh\u00e3o de pessoas que acompanharam, vidradas, a final e tweetaram a palavra \u2018Rebeca\u2019 na rede social \u2018X\u2019. 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