{"id":4936,"date":"2025-07-10T16:23:59","date_gmt":"2025-07-10T20:23:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=4936"},"modified":"2025-07-10T16:23:59","modified_gmt":"2025-07-10T20:23:59","slug":"mais-que-um-time-a-identificacao-da-torcida-com-o-clube","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/mais-que-um-time-a-identificacao-da-torcida-com-o-clube\/","title":{"rendered":"Mais que um time: a identifica\u00e7\u00e3o da torcida com o clube"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-ff4e358db7ca07a4594a17dab0c0a8cf\"><strong>Texto e ilustra\u00e7\u00e3o: <a href=\"mailto:pedro_fursts@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:pedro_fursts@ufms.br\">Pedro Fursts<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p>Em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a paix\u00e3o pelo futebol transcende as fronteiras do campo e se enra\u00edza no cotidiano de seus habitantes. Para muitos, torcer por um time \u00e9 mais do que uma escolha esportiva; \u00e9 uma extens\u00e3o da identidade pessoal e coletiva, um elo que une gera\u00e7\u00f5es e comunidades. Mesmo sem clubes locais na elite do futebol brasileiro, os campo-grandenses mant\u00eam viva a chama da paix\u00e3o por meio das torcidas organizadas, que desempenham um papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o da identidade local e na promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>As torcidas organizadas em Campo Grande, como a Pavilh\u00e3o Nove, Mancha Verde, Ra\u00e7a Rubro-Negra e Independente, s\u00e3o verdadeiros n\u00facleos de pertencimento. Elas n\u00e3o apenas acompanham os jogos, mas tamb\u00e9m promovem campanhas solid\u00e1rias, como arrecada\u00e7\u00f5es de alimentos e agasalhos, e organizam eventos que refor\u00e7am os la\u00e7os entre os torcedores. Essas a\u00e7\u00f5es demonstram como a paix\u00e3o pelo futebol pode ser um ve\u00edculo para a transforma\u00e7\u00e3o social e o fortalecimento da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A devo\u00e7\u00e3o dos torcedores campo-grandenses vai al\u00e9m das arquibancadas. \u00c9 comum ouvir hist\u00f3rias de pessoas que viajam centenas de quil\u00f4metros para assistir a uma partida de seu time do cora\u00e7\u00e3o. Por exemplo, em 2013, um grupo de torcedores viajou mais de 1.100 quil\u00f4metros de Guaruj\u00e1 (SP) at\u00e9 Campo Grande para assistir a uma partida do Corinthians contra a Portuguesa no est\u00e1dio Moren\u00e3o. Esse tipo de dedica\u00e7\u00e3o reflete o compromisso e a paix\u00e3o inabal\u00e1veis dos torcedores.<\/p>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o com um clube muitas vezes \u00e9 transmitida de gera\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o. Hist\u00f3rias de pais que ensinam aos filhos a torcerem pelo mesmo time s\u00e3o comuns, fortalecendo os la\u00e7os afetivos, familiares e comunit\u00e1rios. Esses v\u00ednculos s\u00e3o exemplos de como a identifica\u00e7\u00e3o com um clube vai al\u00e9m do simples ato de torcer; se tornam uma tradi\u00e7\u00e3o que molda a identidade de uma comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas redes sociais, essa rela\u00e7\u00e3o se intensifica. Grupos e p\u00e1ginas dedicadas \u00e0s torcidas organizadas promovem intera\u00e7\u00e3o entre os torcedores, compartilhando not\u00edcias, organizando eventos e refor\u00e7ando o senso de comunidade. As plataformas digitais se tornaram espa\u00e7os de encontro e express\u00e3o, amplificando a paix\u00e3o pelo futebol de forma inovadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, tamb\u00e9m h\u00e1 desafios. O futebol sul-mato-grossense, com est\u00e1dios fr\u00e1geis e estrutura falha, tem afastado muitos torcedores das arquibancadas. O principal est\u00e1dio, o Pedro Pedrossian, mais conhecido como \u201cMoren\u00e3o\u201d, \u00e9 o maior est\u00e1dio universit\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina, por\u00e9m n\u00e3o recebe jogos oficiais desde 2022. Isso afastou o torcedor do est\u00e1dio, e \u00e9 urgente e necess\u00e1rio repensar o modelo do futebol local, para que assim, o tradicional futebol sul-mato-grossense volte a chamar aten\u00e7\u00e3o dos mais apaixonados pelo esporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, as torcidas organizadas desempenham um papel de resist\u00eancia. Elas buscam preservar a ess\u00eancia do clube e do futebol como um espa\u00e7o popular, mesmo em estruturas prec\u00e1rias, como as do est\u00e1dio Jacques da Luz, que recebe todos os jogos do tradicional Oper\u00e1rio. As torcidas marcam presen\u00e7a, promovem a\u00e7\u00f5es que reafirmam os valores de coletividade e paix\u00e3o genu\u00edna pelo esporte. Festas, caravanas e encontros dessas torcidas resistem \u00e0 escassez do futebol e mant\u00eam viva a chama da paix\u00e3o que transcende os est\u00e1dios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"562\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/ilustracao-fursts-1024x562.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5027\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/ilustracao-fursts-1024x562.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/ilustracao-fursts-300x165.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/ilustracao-fursts-768x422.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/ilustracao-fursts-400x220.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/ilustracao-fursts.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o com um clube, portanto, vai al\u00e9m do simples ato de torcer. Envolve uma s\u00e9rie de pr\u00e1ticas e valores que moldam a identidade dos torcedores e das comunidades. Em Campo Grande, essa identifica\u00e7\u00e3o se manifesta nas a\u00e7\u00f5es sociais das torcidas organizadas, nas viagens para acompanhar os jogos, nas hist\u00f3rias transmitidas entre gera\u00e7\u00f5es e nas intera\u00e7\u00f5es nas redes sociais. Tudo isso contribui para a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade coletiva que \u00e9, ao mesmo tempo, pessoal e compartilhada; viver uma experi\u00eancia que molda o modo de ser e estar no mundo e compartilhar valores de solidariedade, resist\u00eancia e identidade cultural.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-text-color has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-104\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto e ilustra\u00e7\u00e3o: Pedro Fursts Em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, a paix\u00e3o pelo futebol transcende as fronteiras do campo e se enra\u00edza no cotidiano de seus habitantes. 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