{"id":5245,"date":"2025-07-10T16:21:44","date_gmt":"2025-07-10T20:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=5245"},"modified":"2025-07-15T15:19:03","modified_gmt":"2025-07-15T19:19:03","slug":"despovoar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/despovoar\/","title":{"rendered":"(Des)povoar"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Enquanto a hist\u00f3ria fala em descobrimento, a busca incans\u00e1vel por uma identidade brasileira esbarra em um processo hist\u00f3rico de viol\u00eancia<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-3919c630716d7406621c5af78ed6ee29\"><strong>Texto: <a href=\"mailto:dayranny.amorim@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:dayranny.amorim@ufms.br\">Dayranny Amorim<\/a> | <a href=\"mailto:gabriel_b@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:gabriel_b@ufms.br\">Gabriel Barbosa<\/a> | <a href=\"mailto:grazielly.marangon@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:grazielly.marangon@ufms.br\">Grazielly Marangon<\/a><\/strong><br><strong>Ilustra\u00e7\u00e3o: <a href=\"mailto:grazielly.marangon@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:grazielly.marangon@ufms.br\">Grazielly Marangon<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido algu\u00e9m falar que \u00e9 descendente de italianos, portugueses, espanh\u00f3is, holandeses ou at\u00e9 mesmo alem\u00e3es, e pode ser verdade. Por\u00e9m, quando esta quest\u00e3o \u00e9 levantada no Brasil, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o chegar em uma palavra frequente na hist\u00f3ria brasileira, a conhecida miscigena\u00e7\u00e3o ou mesti\u00e7agem. Estudo liderado por pesquisadoras\/es da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) apresenta o genoma completo de 2.723 pessoas de todas as regi\u00f5es do Brasil, de Norte a Sul, e conclui que a popula\u00e7\u00e3o brasileira, de fato, carrega uma heran\u00e7a diversa.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em m\u00e9dia, a heran\u00e7a gen\u00e9tica brasileira \u00e9 60% europeia, 27% africana e 13% ind\u00edgena. N\u00fameros que, obviamente, n\u00e3o representam a totalidade do povo brasileiro, mas indicam direcionamentos e abrem proposi\u00e7\u00f5es reflexivas a partir de uma amostragem significativa, que no caso desta pesquisa, inclui tamb\u00e9m a regi\u00e3o Norte, desconsiderada em outras pesquisas.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o professor e doutor <\/span><span style=\"font-weight: 400\">em Hist\u00f3ria e Sociedade, <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Fabio Souza<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, o Brasil foi constitu\u00eddo como uma realidade miscigenada a partir do momento em que houve a rela\u00e7\u00e3o entre europeus, comunidades origin\u00e1rias e africanos. Por\u00e9m, existem ideias contradit\u00f3rias quanto \u00e0 quest\u00e3o. Uma delas \u00e9 a de que a miscigena\u00e7\u00e3o, no Brasil, possa encobrir uma estrutura racista. O enquadramento social da miscigena\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 complexo, e a maneira como ela \u00e9 vista passa por mudan\u00e7as ao longo dos anos. Negativa quando prop\u00f5e o embranquecimento do pa\u00eds; necess\u00e1ria, quando, equivocadamente, observa o crescimento a partir do uso de m\u00e3o-de-obra barata; inevit\u00e1vel, quando serve para analisar o processo de forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e social, entre outras. \u00c9 imposs\u00edvel desconect\u00e1-la, por\u00e9m, do racismo, da viol\u00eancia e do apagamento dos povos ind\u00edgenas e africanos no Brasil. Nossas estruturas sociais, ainda, corroboram para que esses grupos sofram com as consequ\u00eancias dessas intoler\u00e2ncias, que j\u00e1 estavam presentes l\u00e1 atr\u00e1s, e se mant\u00eam at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No in\u00edcio, com a coloniza\u00e7\u00e3o e o escravismo em seu momento mais forte, a mesti\u00e7agem aconteceu por meio da viol\u00eancia; escravizadas negras e ind\u00edgenas eram estupradas, engravidadas, for\u00e7adas a terem uma prole que, futuramente, seria marginalizada e n\u00e3o reconhecida como filho leg\u00edtimo dos agressores. Uma parte da popula\u00e7\u00e3o que, naquele momento, n\u00e3o se enquadrava nos crit\u00e9rios sociais estabelecidos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"850\" height=\"850\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5320\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido.png 850w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido-300x300.png 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido-150x150.png 150w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido-768x768.png 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido-400x400.png 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2025\/07\/flor-caderno-especial-corrigido-200x200.png 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 850px) 100vw, 850px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com o passar dos anos, a classe intelectual come\u00e7ou a discutir os males do processo de mesti\u00e7agem para o que seria o futuro do Brasil. Mais uma vez, essas pessoas que n\u00e3o se enquadravam em pap\u00e9is estabelecidos, foram identificadas como um mal emergente que prejudicava os planos futuros do pa\u00eds: um Brasil branco nos moldes europeus.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A professora e doutoranda em Antropologia Social, Priscila Lini, aponta o Congresso Universal das Ra\u00e7as, de 1911, como um marco dessa discuss\u00e3o. Nele, o jurista e historiador Oliveira Viana e o m\u00e9dico e cientista Jo\u00e3o Baptista Lacerda, propuseram um plano para que o Brasil se tornasse majoritariamente branco em tr\u00eas ou quatro gera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por fim, ent\u00e3o, a literatura come\u00e7a a retratar essa mistura como algo inevit\u00e1vel, e isso acontece&nbsp; quando Gilberto Freyre lan\u00e7a, em 1933, o livro <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Casa Grande e Senzala<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">que prop\u00f5e uma vis\u00e3o diferente da miscigena\u00e7\u00e3o: agora, os povos pretos e ind\u00edgenas n\u00e3o s\u00e3o mais considerados uma mazela para o que seria a na\u00e7\u00e3o brasileira, mas sim partes essenciais de sua forma\u00e7\u00e3o. Com uma participa\u00e7\u00e3o, contudo, bastante espec\u00edfica.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A obra de Freyre contribuiu para a consolida\u00e7\u00e3o do mito da democracia racial <\/span><span style=\"font-weight: 400\">(veja no <a href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/glossario\/\">gloss\u00e1rio<\/a>)<\/span><span style=\"font-weight: 400\">. Ele retratou os portugueses, por exemplo, como protagonistas benevolentes, adapt\u00e1veis e predispostos \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o; os escravizados como d\u00f3ceis \u00e0 explora\u00e7\u00e3o; e os ind\u00edgenas como selvagens. Essa vis\u00e3o foi respons\u00e1vel por moldar a ideia de que a escravid\u00e3o foi o pilar formativo do povo brasileiro, com uma parte da popula\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel para o trabalho pesado.<\/span><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Entre Gabrielas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado personifica de forma expl\u00edcita o imagin\u00e1rio brasileiro criado em cima da popula\u00e7\u00e3o negra, mais especificamente da mulher negra. A personagem, figura principal da narrativa (n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a obra leva o seu nome), carrega em si mesma estere\u00f3tipos que perpassam, e ultrapassam, a literatura. Ela se torna, ent\u00e3o, s\u00edmbolo m\u00e1ximo do imagin\u00e1rio constru\u00eddo sobre a miscigena\u00e7\u00e3o ou mesti\u00e7agem no Brasil: uma mulher despreocupada com as defini\u00e7\u00f5es sociais de matrim\u00f4nio e de imagem, com seus cabelos bagun\u00e7ados, vestidos curtos, os p\u00e9s descal\u00e7os, e que emana sensualidade. Al\u00e9m disso, uma grande cozinheira e perfeita dona de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriela personifica a ideia de Gilberto Freyre: pessoas racializadas possuem naturalmente uma sensualidade exaltada, tem conex\u00e3o com o misticismo e uma compassividade nata \u00e0 servid\u00e3o (mesmo que velada).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mais de trinta anos depois da publica\u00e7\u00e3o da obra de Freyre, em um momento em que o debate sobre a miscigena\u00e7\u00e3o ganhava novos rumos, Florestan Fernandes, em 1965, aborda o tema das rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas novamente. Dessa vez com um outro olhar, o do ajustamento racial <\/span><span style=\"font-weight: 400\">(veja no <a href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/glossario\/\">gloss\u00e1rio<\/a>)<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, explicando os obst\u00e1culos da inser\u00e7\u00e3o dos negros na sociedade p\u00f3s-industrial brasileira, como o uso da m\u00e3o-de-obra escrava, o atraso para o progresso e a civiliza\u00e7\u00e3o \u2013 perspectiva vinda da exclus\u00e3o social e da marginaliza\u00e7\u00e3o dos escravizados que foram libertos com a Lei \u00c1urea, sem nenhuma condi\u00e7\u00e3o digna de vida.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Diferente de Freyre, Florestan acredita que n\u00e3o h\u00e1 democracia racial no Brasil. Ele indica essa ideia como uma amarra social, em que o mundo dito moderno, replica apenas os padr\u00f5es tradicionais escravagistas. A ideia de uma sociedade democr\u00e1tica, portanto, era ut\u00f3pica, j\u00e1 que os negros n\u00e3o tinham nem como sobreviver, muito menos autonomia pol\u00edtica e econ\u00f4mica.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O professor Fabio ressalta ainda que a viol\u00eancia n\u00e3o aconteceu apenas de forma f\u00edsica e psicol\u00f3gica, mas foi tamb\u00e9m cultural. \u201cEssa popula\u00e7\u00e3o foi colocada \u00e0 margem da sociedade, e novamente a popula\u00e7\u00e3o branca [estava] nos espa\u00e7os de poder, e se apossando das culturas dos povos supracitados, para se manterem como elite\u201d, analisa.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><strong>13% ind\u00edgena?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como explicar que um territ\u00f3rio com milh\u00f5es de ind\u00edgenas, que depois da vinda dos colonizadores, continha mais de 4 milh\u00f5es de africanos escravizados, segundo dados hist\u00f3ricos do IBGE, se tornou uma popula\u00e7\u00e3o com apenas 13% de heran\u00e7a gen\u00e9tica de povos origin\u00e1rios e 27% de povos africanos?<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Como o Brasil se tornou, geneticamente, mais europeu que ind\u00edgena ou africano? Como n\u00f3s, que nascemos em uma terra indigena temos mais DNA estrangeiro do que heran\u00e7a gen\u00e9tica da nossa pr\u00f3pria terra?<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #ff0000\">Como o Brasil se tornou, geneticamente, mais europeu que ind\u00edgena ou africano? Como n\u00f3s, que nascemos em uma terra indigena temos mais DNA estrangeiro do que heran\u00e7a gen\u00e9tica da nossa pr\u00f3pria terra?<\/span><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como j\u00e1 discutimos, a miscigena\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de cruzamentos biol\u00f3gicos, por\u00e9m como \u00e9 poss\u00edvel sobreviver \u2013 n\u00e3o apenas os povos, mas tamb\u00e9m suas culturas \u2013, com um projeto hist\u00f3rico de embranquecimento e marginaliza\u00e7\u00e3o? Olhar para esses dados gen\u00e9ticos \u00e9 uma maneira de nos informarmos sobre nosso passado, talvez conhec\u00ea-lo um pouco mais, por\u00e9m tamb\u00e9m nos abre uma porta inquestion\u00e1vel para as consequ\u00eancias hist\u00f3ricas do racismo estrutural e das estrat\u00e9gias de invisibiliza\u00e7\u00e3o das nossas popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como sobreviveriam a esses processos? N\u00e3o o de miscigena\u00e7\u00e3o, mas, em especial, os de apagamentos sistem\u00e1ticos promovidos por pol\u00edticas de exterm\u00ednio, escraviza\u00e7\u00e3o e assimila\u00e7\u00e3o cultural. Invadir e dizimar n\u00e3o \u00e9 descobrimento, \u00e9 uma pol\u00edtica de despovoamento.<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-text-color has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-104\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 104<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a hist\u00f3ria fala em descobrimento, a busca incans\u00e1vel por uma identidade brasileira esbarra em um processo hist\u00f3rico de viol\u00eancia Texto: Dayranny Amorim | Gabriel Barbosa | Grazielly MarangonIlustra\u00e7\u00e3o: Grazielly Marangon Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido algu\u00e9m falar que \u00e9 descendente de italianos, portugueses, espanh\u00f3is, holandeses ou at\u00e9 mesmo alem\u00e3es, e pode ser verdade. 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