{"id":5876,"date":"2026-07-01T16:17:32","date_gmt":"2026-07-01T20:17:32","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=5876"},"modified":"2026-07-07T18:44:58","modified_gmt":"2026-07-07T22:44:58","slug":"maior-planicie-alagavel-em-chamas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/maior-planicie-alagavel-em-chamas\/","title":{"rendered":"Maior plan\u00edcie alag\u00e1vel em chamas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Com a COP15 em Campo Grande, o Pantanal ganhou visibilidade em meio a uma das maiores crises clim\u00e1ticas dos \u00faltimos anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><mark style=\"background-color:#000000\" class=\"has-inline-color has-accent-color\">Texto: <a href=\"juliana_garcia@ufms.br\" data-type=\"link\" data-id=\"malito:juliana_garcia@ufms.br\">Juliana Garcia<\/a> | <a href=\"hapuque_q@ufms.br\" data-type=\"link\" data-id=\"malito:hapuque_q@ufms.br\">Querem Hapuque<\/a> | <a href=\"mailto:v.kawano@ufms.br\" data-type=\"link\" data-id=\"malito:v.kawano@ufms.br\">Victor Kawano<\/a><br>Fotos: Luiz Felipe Mendes<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Por-do-sol-SITE-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5878\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Por-do-sol-SITE-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Por-do-sol-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Por-do-sol-SITE-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Por-do-sol-SITE-400x267.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Por-do-sol-SITE.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A escolha de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul (MS), para sediar a Confer\u00eancia sobre Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de Animais Silvestres (COP15), em mar\u00e7o de 2026, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do Pantanal no cen\u00e1rio ambiental global. Apesar disso, o bioma considerado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 patrim\u00f4nio nacional e reconhecido internacionalmente como patrim\u00f4nio natural da humanidade pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO), enfrenta o agravamento das secas e das queimadas que amea\u00e7am diretamente sua biodiversidade<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com um dos representantes do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, presente no evento, Roberto Ribas Gallucci, o ano de 2026 alerta para um dos cen\u00e1rios mais alarmantes dos \u00faltimos anos. At\u00e9 mar\u00e7o deste ano, o Pantanal j\u00e1 registrou um aumento de 323% nas \u00e1reas queimadas, cen\u00e1rio que compromete a sobreviv\u00eancia de diversos animais. O bioma, de acordo com Gallucci, funciona como ponto de parada, descanso e alimenta\u00e7\u00e3o para cerca de 190 esp\u00e9cies de aves migrat\u00f3rias, incluindo Ma\u00e7aricos, Batu\u00edras, Talha-mar, Papa-moscas entre outras variedades, que percorrem rotas entre o Hemisf\u00e9rio Norte e o extremo sul da Am\u00e9rica do Sul.&nbsp;<br>O bi\u00f3logo e diretor de sustentabilidade da Associa\u00e7\u00e3o Ang\u00e1, Gustavo Malacco, participante da COP15, explicou que essas mudan\u00e7as afetam toda a cadeia alimentar. Segundo ele, os inc\u00eandios j\u00e1 registrados no Pantanal evidenciam esse impacto, com a morte de milh\u00f5es de animais, desde pequenos insetos at\u00e9 esp\u00e9cies dominantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Baia-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5879\" style=\"aspect-ratio:1.4989441351507007;width:564px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Baia-SITE.jpg 700w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Baia-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Baia-SITE-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ra\u00edzes da \u00e1rvore Pi\u00fava garantem a sobreviv\u00eancia de diversas esp\u00e9cies em per\u00edodos de seca intensa no Pantanal.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Gustavo tamb\u00e9m afirmou que a redu\u00e7\u00e3o no volume de chuvas, aliada ao aumento das temperaturas, tem contribu\u00eddo para per\u00edodos de seca mais longos e severos, favorecendo a propaga\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o imediata da fauna e da flora, o fogo deixa consequ\u00eancias prolongadas que comprometem a regenera\u00e7\u00e3o ambiental. Outro impacto preocupante \u00e9 que o Pantanal depende diretamente das cheias sazonais para manter seu equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"525\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Parque-Nacional-do-Pantanal-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5880\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Parque-Nacional-do-Pantanal-SITE.jpg 700w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Parque-Nacional-do-Pantanal-SITE-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Parque-Nacional-do-Pantanal-SITE-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">&nbsp;Falta de \u00e1gua desequilibra o fluxo dos animais que dependem da plan\u00edcie para sobreviver.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador do Centro Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Combate aos Inc\u00eandios Florestais (Prevfogo) e analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), Alexandre de Matos Martins Pereira, a frequ\u00eancia e a intensidade desses eventos indicam que o bioma enfrenta um processo cont\u00ednuo de degrada\u00e7\u00e3o ambiental. Segundo ele, as institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais capacitadas para enfrentar novas emerg\u00eancias. &#8220;O poder p\u00fablico hoje est\u00e1 mais equipado e preparado. Em 2020, enfrentamos uma situa\u00e7\u00e3o sem precedentes. J\u00e1 em 2024, embora o cen\u00e1rio clim\u00e1tico tenha sido pior, a resposta foi muito mais coordenada, resultando em uma \u00e1rea queimada 30% menor do que em 2020&#8221;, destacou o pesquisador. Ele tamb\u00e9m afirmou que a fiscaliza\u00e7\u00e3o no bioma foi intensificada, o que pode contribuir para o combate a novos focos de inc\u00eandio.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre ressaltou que a maior parte dessas ocorr\u00eancias tem origem na a\u00e7\u00e3o humana, seja de forma intencional ou por uso inadequado do fogo, o que agrava ainda mais os danos ao meio ambiente, e prejudica diretamente a rotina e at\u00e9 mesmo a perman\u00eancia de ribeirinhos, ind\u00edgenas e quilombolas no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align: left\"><strong><mark class=\"has-inline-color has-accent-color\">Comunidades em meio \u00e0 crise<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em meio ao agravamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Pantanal, as popula\u00e7\u00f5es locais s\u00e3o as primeiras a sentir os efeitos em seu cotidiano. A redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos rios, por exemplo, tem comprometido atividades essenciais de subsist\u00eancia como a pesca. A quilombola Adriana Silva Soares relatou que em algumas regi\u00f5es, mesmo durante per\u00edodos autorizados, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar a atividade. \u201cN\u00e3o tinha como colocar os barcos na \u00e1gua, porque o rio n\u00e3o subiu o suficiente\u201d. Em comunidades que dependem da pesca e da agricultura familiar, a rotina come\u00e7a ainda de madrugada, por volta das duas ou tr\u00eas horas da manh\u00e3 e se divide entre o trabalho nos rios e nas hortas agroecol\u00f3gicas. Sem \u00e1gua suficiente, essas atividades n\u00e3o podem ser realizadas, afetando diretamente a renda e a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #ff0000\">N\u00e3o tinha como colocar os barcos na \u00e1gua, porque o rio n\u00e3o subiu o suficiente<\/span><\/h5>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Indigena-Guato-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5883\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Indigena-Guato-SITE.jpg 700w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Indigena-Guato-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Indigena-Guato-SITE-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Aldeia Uberaba, localizada na ilha \u00cdnsua, em Corumb\u00e1 MS, abriga a comunidade ind\u00edgena da etnia Guat\u00f3.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A instabilidade ambiental tamb\u00e9m altera os ciclos produtivos. Em per\u00edodos de seca, a diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas abre espa\u00e7o para o plantio, mas a cheia repentina pode destruir lavouras inteiras. \u201cQuando o rio seca, a gente consegue plantar. Mas quando a \u00e1gua volta, muitas vezes leva tudo&#8221;, relatou a presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Produtoras da (APA) Ba\u00eda Negra, Virg\u00ednia Paz. Essa din\u00e2mica, cada vez mais irregular, intensifica a inseguran\u00e7a econ\u00f4mica e impacta diretamente a sa\u00fade mental das fam\u00edlias que passam a conviver com incertezas constantes sobre produ\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #ff0000\">Quando o rio seca, a gente consegue plantar. Mas quando a \u00e1gua volta, muitas vezes leva tudo<\/span><\/h5>\n\n\n\n<p>A sa\u00fade, por sua vez, tamb\u00e9m entra nesse ciclo de vulnerabilidade. Com \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais prec\u00e1rias e o acesso limitado a servi\u00e7os p\u00fablicos, os saberes tradicionais assumem papel fundamental. O uso de ervas medicinais e prepara\u00e7\u00f5es conhecidas como \u201cgarrafadas\u201d (misturas artesanais de plantas, geralmente imersas em uma base alco\u00f3lica) foram essenciais durante a pandemia de Covid-19. Produzidas coletivamente por mulheres da comunidade, essa combina\u00e7\u00e3o ajudou a enfrentar a doen\u00e7a e atender n\u00e3o apenas os moradores locais, mas tamb\u00e9m demandas da cidade. \u201cA gente n\u00e3o perdeu ningu\u00e9m na Covid com o uso das garrafadas\u201d, afirmou Virg\u00ednia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Lida-Pantaneira-SITE-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5888\" style=\"aspect-ratio:0.7500048027971491;width:428px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Lida-Pantaneira-SITE-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Lida-Pantaneira-SITE-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Lida-Pantaneira-SITE-400x533.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Lida-Pantaneira-SITE.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lida Pantaneira \u00e9 marcada pelo profundo respeito \u00e0 natureza e pelo dom\u00ednio das t\u00e9cnicas necess\u00e1rias para enfrentar os ciclos de cheias e secas da regi\u00e3o. <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Um dos principais pontos levantados por ela foi o reconhecimento do manejo tradicional do fogo, pr\u00e1tica utilizada de forma controlada para prevenir inc\u00eandios de grandes propor\u00e7\u00f5es. Devida a aus\u00eancia desses saberes essa exclus\u00e3o pode agravar o problema. \u201cEnquanto n\u00e3o deixar o fogo tradicional acontecer, ainda vai ter grandes inc\u00eandios\u201d. Adriana tamb\u00e9m contestou a associa\u00e7\u00e3o frequente entre comunidades tradicionais e queimadas ilegais, afirmando que a maior parte desses acontecimentos est\u00e3o ligados a grandes propriedades rurais, e n\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre o Pantanal n\u00e3o pode se limitar ao fogo, mas deve considerar, sobretudo, a quest\u00e3o h\u00eddrica. \u201cO Pantanal est\u00e1 ficando deserto. A gente precisa pensar na \u00e1gua\u201d, ela alertou. O funcionamento do bioma depende de um sistema interligado que envolve outros territ\u00f3rios, como o Cerrado e a Amaz\u00f4nia, respons\u00e1veis pelo abastecimento dos rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo diante das dificuldades, s\u00e3o essas comunidades que frequentemente est\u00e3o na linha de frente da prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Organizadas em grupos, monitoram diariamente as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e poss\u00edveis sinais de fogo. O protagonismo feminino se destaca nesse processo. Em diversas comunidades, s\u00e3o as mulheres que lideram tanto a organiza\u00e7\u00e3o social quanto o combate direto aos inc\u00eandios. Com uso de equipamentos como bombas costais, abafadores e ferramentas manuais, elas enfrentam jornadas exaustivas, que podem se estender por dias seguidos. Em situa\u00e7\u00f5es mais graves, o apoio de brigadas especializadas \u00e9 acionado, mas a resposta inicial, na maioria das vezes, parte dos pr\u00f3prios moradores. \u201cA gente \u00e9 o primeiro a chegar\u201d, relatou Virg\u00ednia.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana Silva Soares tamb\u00e9m destacou a necessidade de integrar o conhecimento tradicional \u00e0s pol\u00edticas ambientais, defendendo que comunidades ind\u00edgenas, ribeirinhas e quilombolas n\u00e3o apenas convivem com o bioma, mas atuam historicamente em sua prote\u00e7\u00e3o (para saber mais veja a reportagem \u201cN\u00e3o \u00e9 apenas terra, \u00e9 territ\u00f3rio\u201d, escrita por Maria Eduarda Amorim, Paloma Rainho e Vit\u00f3ria Santos). Segundo Adriana, os povos tradicionais desenvolveram, ao longo de gera\u00e7\u00f5es, formas pr\u00f3prias de manejo que contribuem diretamente para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio ecol\u00f3gico. \u201cA academia sabe, mas n\u00f3s tamb\u00e9m sabemos cuidar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de avan\u00e7os em pol\u00edticas p\u00fablicas e do apoio pontual de institui\u00e7\u00f5es, as comunidades ainda enfrentam desafios que dificultam a perman\u00eancia e a prote\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Para Adriana, a garantia do territ\u00f3rio \u00e9 central para qualquer solu\u00e7\u00e3o. \u201cTerrit\u00f3rio \u00e9 sa\u00fade, \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 cultura e \u00e9 resist\u00eancia&#8221;, afirmou. A perman\u00eancia dessas popula\u00e7\u00f5es no bioma, segundo ela, \u00e9 essencial n\u00e3o apenas para sua sobreviv\u00eancia, mas tamb\u00e9m para a conserva\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Pantanal.<\/p>\n\n\n\n<h5><span style=\"color: #ff0000\">\u201cTerrit\u00f3rio \u00e9 sa\u00fade, \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 cultura e \u00e9 resist\u00eancia&#8221;<\/span><\/h5>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>O Olhar de quem vive no Pantanal<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>As fotos desta reportagem foram captadas pelo fot\u00f3grafo Luiz Felipe Mendes, que construiu sua rela\u00e7\u00e3o com o Pantanal desde cedo: primeiro pelo encantamento, depois pela vontade de compreender. \u201cEu quis entender por que existiam tantas belezas ali. \u201cSempre admirei o Pantanal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A fotografia, presente desde a inf\u00e2ncia por influ\u00eancia do av\u00f4, come\u00e7ou como ferramenta acad\u00eamica, mas rapidamente ganhou outro significado, quando ele percebeu a for\u00e7a do que produzia. \u201cAs imagens tinham um impacto muito grande\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, seu trabalho vai al\u00e9m da est\u00e9tica da paisagem. Para ele, fotografar o Pantanal \u00e9 tornar vis\u00edvel tudo o que sustenta o bioma: culturas, hist\u00f3rias e modos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais inc\u00f4modos do fot\u00f3grafo est\u00e1 na forma como o bioma \u00e9 retratado fora dali. \u201cAs pessoas se importam s\u00f3 com a natureza\u201d, critica. Segundo ele, isso gera leituras superficiais e, muitas vezes, equivocadas sobre o que \u00e9 de fato o Pantanal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as queimadas de 2021, esse posicionamento se intensificou. Para ele, h\u00e1 um desvio entre discurso e realidade: \u201cO Pantanal \u00e9 mais de 90% privado e mais de 80% preservado. Na avalia\u00e7\u00e3o de Luiz,esses dados indicam que a conserva\u00e7\u00e3o est\u00e1 diretamente ligada ao modo de vida de quem ocupa o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que defender, ele prop\u00f5e uma mudan\u00e7a de perspectiva. O Pantanal,de acordo com o fot\u00f3grafo,\u00e9 prova de que produ\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o podem coexistir. \u201c\u00c9 um ambiente onde o homem consegue viver em harmonia com a natureza.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, faz um alerta. A cultura pantaneira, baseada no conhecimento experimental da natureza, est\u00e1 amea\u00e7ada. \u201cA gente tem essa cultura com os dias contados&#8221;. A entrada de novos atores econ\u00f4micos, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00e3o, para ele, fatores que colocam esse modo de vida em risco.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>COP15: Principais discuss\u00f5es e medidas para o Pantanal<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Onca-pintada-SITE-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5960\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Onca-pintada-SITE-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Onca-pintada-SITE-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Onca-pintada-SITE-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Onca-pintada-SITE-400x300.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Onca-pintada-SITE.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O maior felino das am\u00e9ricas se tornou s\u00edmbolo da COP15 por desempenhar um papel essencial no equil\u00edbrio dos ecossistemas.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da COP15 em Campo Grande refor\u00e7ou a urg\u00eancia de ampliar o debate e discutir solu\u00e7\u00f5es para a preserva\u00e7\u00e3o do bioma. O encontro reuniu representantes de mais de 130 pa\u00edses, incluindo pesquisadores e autoridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a confer\u00eancia, a representante das Na\u00e7\u00f5es Unidas e Secret\u00e1ria Executiva da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Conserva\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de Animais Silvestres (CMS), Amy Fraenkel, destacou que, apesar das negocia\u00e7\u00f5es ocorrerem em espa\u00e7os institucionais, os efeitos das decis\u00f5es dependem diretamente de a\u00e7\u00f5es fora dessas salas. Ao citar a express\u00e3o \u201cpensar globalmente e agir localmente\u201d, a especialista refor\u00e7ou que a efetividade das pol\u00edticas ambientais est\u00e1 ligada \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o na realidade cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Amy Fraenkel tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para o papel da sociedade na preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Para ela, escolhas rotineiras como o consumo, o uso de recursos naturais e o cuidado com o meio ambiente, influenciam diretamente na prote\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e dos ecossistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda acelerada das \u00e1reas alagadas nos \u00faltimos anos mostra que o bioma est\u00e1 secando r\u00e1pido, o que exige a\u00e7\u00f5es muito mais urgentes, como alerta a Associa\u00e7\u00e3o Ang\u00e1. Eventos internacionais como a COP15 ajudam a centralizar o foco mundial para discuss\u00f5es como a preserva\u00e7\u00e3o do Pantanal, entretanto dependem diretamente de como essas discuss\u00f5es e acordos ser\u00e3o de fato inseridos na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para auxiliar no monitoramento de esp\u00e9cies, a secret\u00e1ria comentou uma iniciativa inovadora: o uso da tecnologia para transformar cidad\u00e3os em aliados ativos da conserva\u00e7\u00e3o, a partir do lan\u00e7amento de uma nova ferramenta, semelhante a um aplicativo, onde qualquer pessoa que esteja observando aves pode registrar esses dados pelo celular. \u201cEssa informa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea coloca no seu aplicativo est\u00e1 sendo usada agora por formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e tomadores de decis\u00e3o&#8221;, explicou. O exemplo refor\u00e7a que o monitoramento do bioma deixou de ser uma tarefa exclusiva de cientistas, permitindo que pequenos registros locais guiem grandes estrat\u00e9gias de prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"467\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Talha-mar-SITE.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5961\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Talha-mar-SITE.jpg 700w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Talha-mar-SITE-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/Talha-mar-SITE-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esp\u00e9cie de ave migrat\u00f3ria, Talha Mar, aproveita per\u00edodos de secas no pantanal para descansar, formar col\u00f4nias e se reproduzir.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Al\u00e9m do engajamento individual, a confer\u00eancia tamb\u00e9m evidenciou a necessidade de articula\u00e7\u00e3o entre diferentes pa\u00edses para enfrentar os preju\u00edzos ao meio ambiente. Isso porque as esp\u00e9cies migrat\u00f3rias n\u00e3o reconhecem fronteiras, tornando a coopera\u00e7\u00e3o internacional um elemento essencial para conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><br>De acordo com o bi\u00f3logo Gustavo Malacco, a prote\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies depende de a\u00e7\u00f5es coordenadas ao longo de todo o trajeto percorrido por elas. Isso inclui desde a preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais at\u00e9 o controle de atividades que impactam diretamente os ecossistemas, como o desmatamento e a polui\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas consistentes foi outro pilar importante das discuss\u00f5es institucionais. Medidas como a cria\u00e7\u00e3o de unidades de preserva\u00e7\u00e3o, o monitoramento das esp\u00e9cies e o manejo adequado do fogo foram apontadas como estrat\u00e9gias essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Roberto Ribas Gallucci, o enfrentamento da crise clim\u00e1tica no Brasil exige focar na raiz do problema, o que torna o combate ao desmatamento uma preocupa\u00e7\u00e3o central. Segundo o coordenador, a prote\u00e7\u00e3o governamental precisa garantir que o bioma continue cumprindo seu papel no ecossistema. \u201cManter a floresta em p\u00e9, com as matas preservadas, com as nascentes e os rios livres de assoreamento e de polui\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma medida fundamental\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #ff0000\"><strong>Balan\u00e7o geral da COP15:<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>A COP-15 e Conven\u00e7\u00e3o sobre Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias aprovou 69 propostas, focadas na conserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies com risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"874\" height=\"583\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/COP15-png.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6089\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/COP15-png.png 874w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/COP15-png-300x200.png 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/COP15-png-768x512.png 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/COP15-png-400x267.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 874px) 100vw, 874px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A confer\u00eancia reuniu l\u00edderes do mundo inteiro | Foto: Equipe Proj\u00e9til.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Alcance global:<\/strong> O evento reuniu mais de 2.000 delegados de 132 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prote\u00e7\u00e3o de 40 novas esp\u00e9cies:<\/strong> Inclus\u00e3o da ariranha, do peixe pintado e de aves como o caboclinho-do-pantanal nos ap\u00eandices I e II, que s\u00e3o ferramentas de orienta\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies a n\u00edvel internacional. Foram 15 propostas lideradas pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plano de a\u00e7\u00e3o dos bagres migrat\u00f3rios:<\/strong> Estrat\u00e9gia regional para garantir a prote\u00e7\u00e3o das rotas migrat\u00f3rias dos bagres amaz\u00f4nicos, essenciais para a economia e ecossistema da bacia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atlas das Rotas Migrat\u00f3rias das Am\u00e9ricas:<\/strong> nova ferramenta que re\u00fane dados de mais de 600 esp\u00e9cies e mostra onde esses animais se reproduzem, descansam e se alimentam ao longo de suas rotas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram aprovadas a\u00e7\u00f5es conjuntas para esp\u00e9cies que enfrentam riscos como pesca acidental e perda de habitat, como: toninha (franciscana), tubar\u00e3o-mangona e tubar\u00e3o-peregrino, raias-manta e raias-diabo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fontes: Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), Conven\u00e7\u00e3o sobre Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias e COP30 Brasil (2026).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o do Bosque da COP15:<\/strong> Institui\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente em Campo Grande com plantio de esp\u00e9cies nativas como s\u00edmbolo de conectividade urbana.<br>Fonte: Prefeitura de Campo Grande\/G1 MS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presid\u00eancia Brasileira (2026-2029):<\/strong> O Brasil assume o comando da Conven\u00e7\u00e3o pelos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos para monitorar a implementa\u00e7\u00e3o dessas metas.<br>Fonte: Itamaraty \/ Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de meio ambiente, Jaime Verruck, o estado tem investido em uma combina\u00e7\u00e3o de desenvolvimento sustent\u00e1vel e prote\u00e7\u00e3o ambiental. O principal passo nesse sentido foi a cria\u00e7\u00e3o da Lei do Pantanal, sancionada em 2024. Na pr\u00e1tica, a nova legisla\u00e7\u00e3o imp\u00f5e regras mais r\u00edgidas para frear o desmatamento, pro\u00edbe o cultivo de lavouras em \u00e1reas sens\u00edveis e regulamenta o manejo integrado do fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para compensar as restri\u00e7\u00f5es e incentivar a conserva\u00e7\u00e3o, a lei tamb\u00e9m viabilizou programas de pagamento por servi\u00e7os ambientais, como o PSA Bioma Pantanal. O projeto remunera financeiramente os propriet\u00e1rios de terras que decidem manter a floresta em p\u00e9, buscando um equil\u00edbrio entre a economia local e a sobreviv\u00eancia da natureza. Al\u00e9m disso, h\u00e1 investimentos em infraestrutura para combate a inc\u00eandios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-accent-background-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-106\/\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 106<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a COP15 em Campo Grande, o Pantanal ganhou visibilidade em meio a uma das maiores crises clim\u00e1ticas dos \u00faltimos anos Texto: Juliana Garcia | Querem Hapuque | Victor KawanoFotos: Luiz Felipe Mendes A escolha de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul (MS), para sediar a Confer\u00eancia sobre Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-5876","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem106"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5876"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6848,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5876\/revisions\/6848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}