{"id":5898,"date":"2026-07-02T17:00:09","date_gmt":"2026-07-02T21:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=5898"},"modified":"2026-07-07T18:38:47","modified_gmt":"2026-07-07T22:38:47","slug":"por-um-lugar-na-sombra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/por-um-lugar-na-sombra\/","title":{"rendered":"Por um lugar na sombra"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Cidade premiada pela arboriza\u00e7\u00e3o esconde desigualdade t\u00e9rmica e periferias enfrentam at\u00e9 5\u00baC mais quente que nos bairros nobres<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-b81946f53e73778900ee05b70500e184\"><br><strong>Texto: <a href=\"mailto:luana.passsini@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:luana.passsini@ufms.br\">Luana Passini<\/a>| <a href=\"mailto:luiza.ferraz@ufms.br\" data-type=\"mailto\" data-id=\"mailto:luiza.ferraz@ufms.br\">Luiza Ferraz<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5918\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-1980x1485.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-1250x938.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9720-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Parques urbanos ajudam a reduzir as ilhas de calor e equilibrar o clima do bairro | Foto: Luana Passini<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Campo Grande \u00e9 reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do pa\u00eds. Em 2026, a capital sul-mato-grossense recebeu, pela s\u00e9tima vez consecutiva, o t\u00edtulo de \u201cCidade \u00c1rvore do Mundo\u201d. Nomea\u00e7\u00e3o concedida pela <em>Arbor Day Foundation<\/em> em parceria com a <em>Food and Agriculture Organization<\/em>. Apesar do alto \u00edndice de arboriza\u00e7\u00e3o, a distribui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas verdes \u00e9 desigual entre os bairros. Regi\u00f5es com melhor infraestrutura concentram mais \u00e1rvores, enquanto \u00e1reas perif\u00e9ricas apresentam menor cobertura vegetal e essa diferen\u00e7a impacta diretamente na temperatura e na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">O reconhecimento internacional se baseia em crit\u00e9rios institucionais, como pol\u00edticas p\u00fablicas, planejamento e gest\u00e3o ambiental, mas n\u00e3o necessariamente reflete a distribui\u00e7\u00e3o territorial das \u00e1rvores no espa\u00e7o urbano. Em Campo Grande, programas de plantio, manuten\u00e7\u00e3o e incentivo \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o s\u00e3o apontados como fatores que garantem o t\u00edtulo. Ainda assim, a m\u00e9dia geral pode ocultar desigualdades significativas entre diferentes regi\u00f5es da cidade. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), 2010 e 2022, indicam que mais de 90% dos domic\u00edlios da capital est\u00e3o em vias com presen\u00e7a de \u00e1rvores. No entanto, esse n\u00famero n\u00e3o revela a intensidade dessa arboriza\u00e7\u00e3o, nem a qualidade da cobertura vegetal de cada bairro. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>Onde o verde n\u00e3o chega <\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Em locais com menos arboriza\u00e7\u00e3o, o calor \u00e9 mais intenso. Esse fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como ilha de calor urbana e ocorre em regi\u00f5es com grande presen\u00e7a de concreto, asfalto e constru\u00e7\u00f5es. O f\u00edsico, doutor em Geof\u00edsica Espacial e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Hamilton Germano Pav\u00e3o, explica que esses materiais absorvem a radia\u00e7\u00e3o solar e depois liberam calor, elevando a temperatura. J\u00e1 as \u00e1reas verdes, t\u00eam um comportamento diferente; parte da radia\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizada pelas plantas na fotoss\u00edntese e a evapotranspira\u00e7\u00e3o ajuda a liberar umidade no ambiente, reduzindo o calor. \u201cSem essa vegeta\u00e7\u00e3o, com mais superf\u00edcies absorvendo calor, a tend\u00eancia \u00e9 o aumento da temperatura\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Pav\u00e3o descreve que outro fator contribuinte para o aquecimento, \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e equipamentos de refrigera\u00e7\u00e3o, como o ar-condicionado. Esses equipamentos liberam calor para o ambiente externo, criando um ciclo que intensifica ainda mais as ilhas de calor. Mas esse calor n\u00e3o se distribui de forma igual pela cidade. Nas \u00e1reas nobres, onde o uso de ar-condicionado e a circula\u00e7\u00e3o de carros s\u00e3o mais intensos, a produ\u00e7\u00e3o de calor \u00e9 maior, por\u00e9m, seus efeitos diretos s\u00e3o parcialmente amenizados pela presen\u00e7a de arboriza\u00e7\u00e3o, \u00e1reas verdes e melhor planejamento urbano, que ajudam a reduzir a temperatura local. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Como consequ\u00eancia, esse calor gerado n\u00e3o desaparece: ele \u00e9 deslocado e se acumula em regi\u00f5es com menor cobertura vegetal e infraestrutura mais prec\u00e1ria. Cria-se, ent\u00e3o, uma din\u00e2mica desigual em que as \u00e1reas que mais produzem calor n\u00e3o s\u00e3o, necessariamente, as que mais sofrem com seus efeitos, evidenciando uma distribui\u00e7\u00e3o injusta dos impactos ambientais dentro da cidade. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\"><strong>Desigualdade que vem do crescimento urbano <\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A engenheira ambiental e doutoranda em Tecnologias Ambientais da UFMS Eveline Terra Bezerra pesquisa a rela\u00e7\u00e3o entre cobertura vegetal e clima urbano e refor\u00e7a que a arboriza\u00e7\u00e3o deveria ser tratada como um direito coletivo. Segundo ela, a distribui\u00e7\u00e3o desigual, est\u00e1 ligada ao pr\u00f3prio processo de urbaniza\u00e7\u00e3o. \u201cA infraestrutura verde costuma ser distribu\u00edda de forma seletiva e, muitas vezes, funciona como elemento de valoriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, concentrando-se em \u00e1reas mais nobres\u201d. <\/span><\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #ff0000\">A infraestrutura verde costuma ser distribu\u00edda de forma seletiva e, muitas vezes, funciona como elemento de valoriza\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, concentrando-se em \u00e1reas mais nobres<\/span><\/strong><\/h5>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6088\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-1200x1600.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-1980x2640.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-1250x1667.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-400x533.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_3305-2-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Arboriza\u00e7\u00e3o urbana reduz o calor e melhora a qualidade do ar nas cidades | Foto: Luiza Ferraz&nbsp;<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Estudos conduzidos por Eveline em 2025, mostram disparidades internas expressivas. Enquanto algumas regi\u00f5es atingem cerca de 20% de cobertura arb\u00f3rea, outras n\u00e3o chegam a 6%. Essa varia\u00e7\u00e3o evidencia que a m\u00e9dia municipal, em torno de 10,78%, n\u00e3o representa a realidade de todos os bairros.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A bacia hidrogr\u00e1fica do c\u00f3rrego Prosa cruza os bairros Carand\u00e1 Bosque, Santa F\u00e9 e Ch\u00e1cara Cachoeira, enquanto a do c\u00f3rrego Bandeira passa pelos bairros Bandeirantes, Jardim Paulista, Universit\u00e1rio e Rita Vieira, e apresentam \u00edndices elevados de arboriza\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, os bairros Vivendas do Parque e Recanto dos P\u00e1ssaros, atravessados pelo c\u00f3rrego Imbirussu, bem como o Aero Rancho, Vila Taquarussu, Vila Itamarati e Centen\u00e1rio pelo rio Anhandu\u00ed, registram n\u00edveis cr\u00edticos de vegeta\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1264\" height=\"830\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6087\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA.jpg 1264w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA-300x197.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA-1024x672.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA-768x504.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA-1200x788.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA-1250x821.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG-20260513-MAPA-400x263.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1264px) 100vw, 1264px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A rela\u00e7\u00e3o entre arboriza\u00e7\u00e3o e desigualdade social, tamb\u00e9m aparece na forma como o espa\u00e7o urbano \u00e9 organizado. As ilhas de calor n\u00e3o s\u00e3o apenas um fen\u00f4meno ambiental, mas tamb\u00e9m social, j\u00e1 que o acesso \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais \u00e9 distribu\u00eddo de forma desigual entre a popula\u00e7\u00e3o. Nesse cen\u00e1rio, o conforto t\u00e9rmico muitas vezes se torna um privil\u00e9gio de \u00e1reas com maior investimento, enquanto as ilhas de calor se concentram justamente onde vivem popula\u00e7\u00f5es com menor acesso a servi\u00e7os e infraestrutura ambiental. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><strong><span style=\"color: #ffffff\">Um sol para cada um <\/span><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6086\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-1200x1600.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-1980x2640.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-1250x1667.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-400x533.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMG_9739-2-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A aus\u00eancia de pavimenta\u00e7\u00e3o e infraestrutura, agrava desigualdades urbanas e limita a mobilidade cotidiana | Foto: Luana Passini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">De acordo com Pav\u00e3o, o aumento da temperatura traz consequ\u00eancias diretas para a popula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de problemas de sa\u00fade, h\u00e1 aumento no consumo de energia e redu\u00e7\u00e3o da produtividade. \u201cUma pessoa produz menos em um ambiente muito quente, comparado a um ambiente mais fresco\u201d, explica. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Os impactos tamb\u00e9m atingem a sa\u00fade p\u00fablica. Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2021, o calor excessivo pode agravar problemas respirat\u00f3rios, causar desidrata\u00e7\u00e3o e aumentar o risco de doen\u00e7as cardiovasculares. Esses efeitos atingem especialmente crian\u00e7as e idosos. Em \u00e1reas mais quentes, onde h\u00e1 menos arboriza\u00e7\u00e3o, essas rea\u00e7\u00f5es tendem a ser mais intensas. Al\u00e9m disso, fam\u00edlias de baixa renda acabam sendo mais afetadas financeiramente, j\u00e1 que dependem de ventiladores ou equipamentos de refrigera\u00e7\u00e3o por mais tempo, elevando o consumo de energia em resid\u00eancias que j\u00e1 enfrentam limita\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Para Eveline, moradores de \u00e1reas com d\u00e9ficit de vegeta\u00e7\u00e3o e alta densidade de constru\u00e7\u00f5es, enfrentam condi\u00e7\u00f5es mais severas justamente porque dependem diretamente da qualidade ambiental do entorno. \u201cEssas popula\u00e7\u00f5es t\u00eam menor capacidade financeira para mitigar o calor por meios artificiais, como o ar-condicionado, ficando mais expostas aos efeitos do clima\u201d, explica. Esse cen\u00e1rio evidencia como a distribui\u00e7\u00e3o desigual da infraestrutura verde, se relaciona diretamente com desigualdades socioecon\u00f4micas, tornando o conforto t\u00e9rmico um recurso limitado a determinadas regi\u00f5es da cidade. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Dados do IBGE, com base nos Censos Demogr\u00e1ficos de 2010 e 2022, mostram que bairros perif\u00e9ricos concentram maior crescimento populacional. Em muitos casos, apresentam menor acesso \u00e0 infraestrutura urbana no entorno dos domic\u00edlios, como pavimenta\u00e7\u00e3o, \u00e1reas de lazer e arboriza\u00e7\u00e3o. Esse padr\u00e3o amplia a exposi\u00e7\u00e3o de uma parcela maior da popula\u00e7\u00e3o aos efeitos do calor extremo. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Em bairros perif\u00e9ricos a aus\u00eancia de vegeta\u00e7\u00e3o intensifica a vulnerabilidade clim\u00e1tica. Sem sombra e com maior exposi\u00e7\u00e3o ao calor, moradores enfrentam condi\u00e7\u00f5es mais severas no cotidiano. Essa realidade se relaciona ao conceito de vulnerabilidade clim\u00e1tica, definido por organismos internacionais como o Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) em 2023, como o grau em que indiv\u00edduos ou grupos est\u00e3o suscet\u00edveis e s\u00e3o incapazes de lidar com os efeitos adversos das mudan\u00e7as do clima, levando em conta fatores sociais, econ\u00f4micos e ambientais. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">No bairro Jardim Los Angeles, a dona de casa e costureira, Marinez Est\u00e1cio Teixeira relata a falta de \u00e1rvores e seus impactos no cotidiano. Ela afirma que o bairro possui pouca arboriza\u00e7\u00e3o nas cal\u00e7adas e quase n\u00e3o h\u00e1 sombra nas ruas. \u201cDe cada 30 casas, tem duas \u00e1rvores\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A falta de infraestrutura urbana vai al\u00e9m da arboriza\u00e7\u00e3o. Marinez, evidencia que espa\u00e7os p\u00fablicos de conviv\u00eancia praticamente n\u00e3o existem. \u201cA gente n\u00e3o tem isso aqui, vai usar como? A gente usa a rua porque \u00e9 p\u00fablica para ir ao supermercado; mas uma pracinha, uma \u00e1rea de lazer para as crian\u00e7as? N\u00e3o tem\u201d. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Segundo ela, a \u00fanica alternativa pr\u00f3xima seria uma academia ao ar livre em outro bairro, fora da \u00e1rea de abrang\u00eancia da comunidade. \u201cO \u00fanico lugar que tem \u00e9 no posto do Maca\u00faba, mas n\u00e3o pertence \u00e0 nossa regi\u00e3o. No Los Angeles n\u00e3o tem nada.\u201d Moradora h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas do bairro, afirma que a realidade pouco mudou ao longo dos anos. Para ela, o calor afeta diretamente a rotina dos moradores, provocando irrita\u00e7\u00e3o, dores de cabe\u00e7a e maior agita\u00e7\u00e3o; especialmente entre crian\u00e7as e at\u00e9 animais. Seu neto, Dominique, por exemplo, v\u00eam sofrendo de crises severas de sinusite relacionadas \u00e0 qualidade do ar. A crian\u00e7a foi diversas \u00e0 Unidade de Pronto Atendimento (UPA) desde o in\u00edcio do m\u00eas. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A escassez de arboriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dificulta atividades simples do dia a dia. Deslocamentos a p\u00e9 se tornam mais desgastantes pela aus\u00eancia de sombra, o que evidencia a rela\u00e7\u00e3o entre infraestrutura urbana e qualidade de vida. Sem arboriza\u00e7\u00e3o e com ruas sem asfalto, o trajeto at\u00e9 o posto de sa\u00fade \u00e9 dif\u00edcil, especialmente para grupos vulner\u00e1veis. Percorrer cerca de 800 metros at\u00e9 o atendimento, sob sol intenso e sem pontos de sombra, transforma uma necessidade b\u00e1sica em um esfor\u00e7o f\u00edsico extremo. \u201cSe tivesse mais \u00e1rvores, com certeza seria diferente\u201d, diz Marinez. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A situa\u00e7\u00e3o se agrava diante das condi\u00e7\u00f5es das vias e da falta de acessibilidade. A dona de casa destaca que essa realidade impacta os vulner\u00e1veis. \u201cAqui tinha que ter prioridade, porque tem cadeirante, tem deficiente, tem gestante, m\u00e3e com beb\u00ea no colo, idoso. Passa todo tipo de gente\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #ff0000\">Aqui tinha que ter prioridade, porque tem cadeirante, tem deficiente, tem gestante, m\u00e3e com beb\u00ea no colo, idoso. Passa todo tipo de gente<\/span><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Segundo Marinez, a precariedade das ruas dificulta ainda mais o cotidiano. \u201cTem rua que eles arrumam num dia e no outro j\u00e1 n\u00e3o tem mais. Fica s\u00f3 lagoa, bacias de \u00e1gua. Quem tem carro nem sai de casa\u201d. A aus\u00eancia de arboriza\u00e7\u00e3o se soma a outros problemas urbanos, ampliando as dificuldades enfrentadas pela popula\u00e7\u00e3o e evidenciando como diferentes formas de desigualdade se sobrep\u00f5em no mesmo territ\u00f3rio. <\/span><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5922\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-1980x1485.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-1250x938.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/IMAGEM-3-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Moradores convivem com precariedade urbana e falta de infraestrutura b\u00e1sica nos bairros | Foto: Luiza Ferraz<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">J\u00e1 em regi\u00f5es mais arborizadas, como o Carand\u00e1 Bosque, a realidade \u00e9 diferente. A nutricionista Daiana \u00c2ngelo afirma perceber claramente a diferen\u00e7a no conforto t\u00e9rmico. \u201cAqui \u00e9 mais fresco. Na minha casa, por ter \u00e1rvores pr\u00f3ximas, o ambiente \u00e9 mais agrad\u00e1vel\u201d. Ainda assim, ela reconhece que a realidade n\u00e3o \u00e9 uniforme. \u201cAlguns bairros representam mais esse t\u00edtulo do que outros.\u201d <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Nessas regi\u00f5es, o acesso a recursos como ar-condicionado, tamb\u00e9m contribui para amenizar o calor, o que evidencia ainda mais a desigualdade entre os bairros.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><strong><span style=\"color: #ffffff\">Para al\u00e9m da cidade \u00e1rvore <\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">Em meio a esse cen\u00e1rio, a Prefeitura de Campo Grande afirma que a arboriza\u00e7\u00e3o urbana \u00e9 planejada com base em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, com foco no equil\u00edbrio ambiental e na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. Segundo a nota emitida em 2026 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gest\u00e3o Urbana e Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Tur\u00edstico e Sustent\u00e1vel (Semades), o Plano Diretor de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana (PDAU), atualmente em fase final de revis\u00e3o, orienta a distribui\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores com prioridade para regi\u00f5es com menor cobertura vegetal, especialmente bairros perif\u00e9ricos e \u00e1reas de expans\u00e3o recente, onde a arboriza\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 em processo de consolida\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff\">A nova vers\u00e3o do plano prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de uma Pol\u00edtica Municipal de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana, com foco na equidade, na conex\u00e3o entre \u00e1reas verdes e no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Na pr\u00e1tica, no entanto, os dados e relatos mostram que essa desigualdade ainda persiste, evidenciando que o desafio vai al\u00e9m do reconhecimento internacional e exige a efetiva implementa\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas no territ\u00f3rio. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"a-b-r-La\"><span style=\"color: #ffffff;\">O t\u00edtulo de \u201cCidade \u00c1rvore do Mundo\u201d n\u00e3o pode esconder que os benef\u00edcios da arboriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o chegam da mesma forma a todos os bairros. Mata para quem? Em bairros como o Jardim Los Angeles, por exemplo, a discuss\u00e3o sobre arboriza\u00e7\u00e3o urbana est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 garantia de direitos humanos b\u00e1sicos. Mais do que a presen\u00e7a de \u00e1rvores, o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o acesso a condi\u00e7\u00f5es dignas de sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, mobilidade, lazer e sa\u00fade. Em regi\u00f5es onde esses elementos est\u00e3o ausentes, o impacto do calor se intensifica e transforma o cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, evidenciando que a desigualdade ambiental \u00e9 tamb\u00e9m uma desigualdade social.<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-accent-background-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-106\/\">voltar para edi\u00e7\u00e3o 106<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade premiada pela arboriza\u00e7\u00e3o esconde desigualdade t\u00e9rmica e periferias enfrentam at\u00e9 5\u00baC mais quente que nos bairros nobres Texto: Luana Passini| Luiza Ferraz Campo Grande \u00e9 reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do pa\u00eds. Em 2026, a capital sul-mato-grossense recebeu, pela s\u00e9tima vez consecutiva, o t\u00edtulo de \u201cCidade \u00c1rvore do Mundo\u201d. Nomea\u00e7\u00e3o concedida pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":5918,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-5898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem106"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5898"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6837,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5898\/revisions\/6837"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}