{"id":5913,"date":"2026-06-25T16:55:58","date_gmt":"2026-06-25T20:55:58","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=5913"},"modified":"2026-06-25T17:29:31","modified_gmt":"2026-06-25T21:29:31","slug":"verde-que-alimenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/verde-que-alimenta\/","title":{"rendered":"Verde que alimenta"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Enquanto os ultraprocessados ganham espa\u00e7o, comunidades transformam \u00e1reas abandonadas em hortas para enfrentar a fome oculta e fortalecer a produ\u00e7\u00e3o local<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-2ce248dfcdf2ec5d5d96f2cfbe49ff41\"><strong>Texto: <a href=\"mailto:o.lucas@ufms.br\">Andy Oliveir<\/a>a| <a href=\"mailto:hanathiee.coelho@ufms.br\">Hanathiele Coelho<\/a> | <a href=\"mailto:thuany.rodrigues@ufms.br\">Thuany Rodrigues<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-cf4ba641a3ea77b64d2223755bb5b533\">Entre o asfalto e o cinza do concreto de Campo Grande (MS), o verde brota em forma de alimento. Em quintais e terrenos baldios, as hortas urbanas deixaram de ser apenas um hobby individual para se tornarem o pilar de uma alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel, sustent\u00e1vel e coletiva. Nas periferias da cidade, a terra virou sa\u00edda para quem sente o peso do pre\u00e7o das verduras no bolso.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h5 class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color has-normal-font-size\">As hortas urbanas se espalham como iniciativa para auxiliar na economia e resist\u00eancia das fam\u00edlias.<\/h5>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-d42516bf11369fb409b220e2555ef325\">Mais do que plantar alface e cebolinha, os moradores colhem comida de verdade, o canteiro vira ponto de encontro e h\u00e1 ajuda entre vizinhos, entre trocas de muda e sementes, no fim do dia constroem rela\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m do cultivo. Com os produtos industrializados nas prateleiras de supermercados, a horta na porta de casa devolve o alimento natural \u00e0 mesa e conecta a comunidade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-urbana-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5932\" style=\"aspect-ratio:0.7500048027971491;width:480px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-urbana-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-urbana-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-urbana-1-400x533.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-urbana-1.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Na horta Comunitaria s\u00e3o cultivadas mais de 20 variedades de vegetais em uma \u00e1rea de 1,8 hectares       <br>| Foto: Hanathiele Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-827c77138a77da8abe9daeec56b2b3ad\"><strong>As hortas que nutrem a cidade morena<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #ffffff\">A capital do estado se destaca pelo crescente n\u00famero de hortas urbanas e periurbanas. O \u00faltimo levantamento, em junho de 2024, identificou 263 hortas pela Secretaria Municipal de Inova\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Agroneg\u00f3cio (Sidagro). Destas, 188 s\u00e3o voltadas para fins comerciais e atendem \u00e0 demanda por alimentos frescos e acess\u00edveis. Outras 75 t\u00eam um car\u00e1ter social e buscam beneficiar comunidades e promover a inclus\u00e3o. O crescimento dessas hortas tamb\u00e9m contribui para o fortalecimento da economia local ao criar oportunidades de trabalho e renda. Al\u00e9m disso, s\u00e3o uma excelente forma de promover a sa\u00fade e o bem-estar ao permitir que a popula\u00e7\u00e3o se reconecte com a natureza e aprenda mais sobre agroecologia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff\">Ao visitar a horta comunit\u00e1ria Esta\u00e7\u00e3o Verde, localizada no Jardim Ouro Preto, \u00e9 not\u00e1vel o contraste entre o acinzentado das cal\u00e7adas e o verde das planta\u00e7\u00f5es. Em entrevista ao Proj\u00e9til 107, um dos coordenadores da horta, M\u00e1rcio Lima, 50 anos, contou como surgiu a ideia de transformar a \u00e1rea em um projeto que hoje beneficia diversas pessoas da regi\u00e3o. Segundo ele, o local era abandonado, com mato alto e frequentemente utilizado para o descarte irregular de entulho.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-9db0704823d9b945771866d5ae8b9910\">O projeto tem como diferencial a parceria p\u00fablico-privada, pois a Energisa cedeu o terreno. M\u00e1rcio destaca que a horta n\u00e3o \u00e9 apenas um espa\u00e7o de cultivo, mas tamb\u00e9m de aprendizado e troca de saberes com t\u00e9cnicos e volunt\u00e1rios compartilhando conhecimentos. Os principais produtos cultivados na horta incluem hortifr\u00fatis como alface, cenoura, beterraba, mandioca e bananas, al\u00e9m de especiarias como a\u00e7afr\u00e3o e c\u00farcuma. Os horteiros tentam evitar o uso de agrot\u00f3xicos ao adotar pr\u00e1ticas mais naturais, utilizando produtos agroecol\u00f3gicos como adubos org\u00e2nicos e t\u00e9cnicas de controle natural. A medida sugere um esfor\u00e7o cont\u00ednuo para manter o cultivo sustent\u00e1vel e saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6198\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-2048x1153.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-1200x676.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-1980x1115.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-1250x704.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-3-marcio-400x225.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">M\u00e1rcio Lima, coordenador do projeto, em \u00e1rea de plantio onde tamb\u00e9m s\u00e3o cultivadas bananeiras | Foto: Thuany Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-cc1422550418e1556186faac3f8ed6a9\">A rela\u00e7\u00e3o da comunidade com a horta \u00e9 positiva, ainda que marcada por desafios. Inicialmente, a horta contou com o interesse de muitas fam\u00edlias da regi\u00e3o, mas o n\u00famero de participantes foi diminuindo devido ao trabalho pesado e \u00e0 falta de recursos, como a \u00e1gua. Apesar de dificuldades, M\u00e1rcio ressalta que h\u00e1 grande empenho de figuras como Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, de 54 anos, e de Firmo Nogueira, de 86 anos. O octogen\u00e1rio representa o conhecimento tradicional da agricultura, aprendido desde a inf\u00e2ncia no campo e hoje replicado na horta urbana, onde tamb\u00e9m atua como emissor desse conhecimento para outros participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um esfor\u00e7o coletivo que une gera\u00e7\u00f5es e diferentes n\u00edveis de experi\u00eancia. H\u00e1 desde os novatos aos mais velhos, como Firmo, que n\u00e3o hesita em virar a noite ro\u00e7ando o mato e cuidando dos canteiros para impedir que o espa\u00e7o volte ao matagal que era antes. \u201cPrimeira coisa \u00e9 buscar o conhecimento. Se a pessoa tem o conhecimento, se torna mais f\u00e1cil. Se n\u00e3o, tem que buscar\u201d, ele ensina. Por outro lado, a rec\u00e9m-chegada, S\u00f4nia Alves, 48 anos, estuda os segredos da agricultura urbana. \u201cEu estou aprendendo porque eu tenho zero conhecimento. Como a gente mora em cidade, acha que tudo est\u00e1 pronto no mercado, mas eu gosto, \u00e9 amor mesmo\u201d, declara.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6205\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-2048x1153.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-1200x676.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-1980x1115.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-1250x704.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-firmo-11-400x225.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante o manejo da horta, Firmo Nogueira realiza cuidados diretamente nos canteiros | Foto: Andy Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-acc48f9d40cb7a2529d379bfda8dde87\">A horta tem promovido uma conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da natureza, proporcionando uma nova perspectiva para os moradores sobre como cultivar alimentos e interagir com o meio ambiente. O esfor\u00e7o coletivo, com a ajuda de algumas institui\u00e7\u00f5es, permite que o projeto continue, com planos para melhorar a infraestrutura e a organiza\u00e7\u00e3o interna da horta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6217\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-1535x2048.jpg 1535w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-1200x1601.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-1250x1667.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves-400x534.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-sonia-alves.jpg 1845w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rec\u00e9m-chegada ao projeto, S\u00f4nia Alves participa do cuidado das hortali\u00e7as | Foto : Andy Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-25bdc51bf5510da0e524a0b0e0f28dce\">Foi a partir de realidades parecidas como estas no Jardim Ouro Preto e Jardim Centen\u00e1rio que surgiu a Cooperativa de Agricultura Urbana de Campo Grande (Coopurb), dando mais organiza\u00e7\u00e3o \u00e0s hortas isoladas em terrenos vazios e aos espa\u00e7os dos bairros. Jair Galv\u00e3o, de 71 anos, \u00e9 fundador e presidente da cooperativa localizada no Jardim TV Morena. Ele conta que tudo come\u00e7ou pela necessidade de comercializar melhor. Antes, muitos produtores vendiam apenas entre R$ 10 a R$ 15 reais por dia. Hoje, com a estrutura da Coopurb, o grupo fatura acima de R$ 100 di\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-5fe475356f04bd5a46e8c053e4b9d7d3\">A cooperativa faz o escalonamento de plantio, entre dois ou tr\u00eas canteiros por semana, para garantir a colheita e a continuidade das vendas. Jair ressalta que o grande desafio n\u00e3o \u00e9 plantar, mas vender, organizar a produ\u00e7\u00e3o e ter acesso a recursos de qualidade. A Coopurb entra com a orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, mudas, adubo org\u00e2nico, calc\u00e1rio e suporte log\u00edstico, ajudando a aumentar a produtividade sem agrot\u00f3xicos. No lugar do veneno s\u00e3o usados m\u00e9todos naturais como extrato de plantas para manter as pragas longe sem contaminar o alimento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6219\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-1980x1485.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-1250x938.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-jair-galvao-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fundador e presidente da Coopurb, Jair Galv\u00e3o acompanha \u00e1rea<br> de cultivo da horta | Foto: Andy Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-20ffa81526ffd31c16c082b3b364819f\">Um dos apoiadores das hortas e cooperativas \u00e9 o vereador Landmark Rios (PT), autor do Projeto de Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 584\/2025. A proposta criou a Frente Parlamentar pela Regulariza\u00e7\u00e3o das Hortas Urbanas e Periurbanas em Campo Grande, com o objetivo de organizar e dar mais seguran\u00e7a \u00e0 atividade dos horteiros da Capital. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-0bd48543b622c02ed4997534be2cbdc5\">\u201cAl\u00e9m de gerar renda e fortalecer a agricultura familiar, as hortas urbanas contribuem diretamente para a melhoria do meio ambiente, esses espa\u00e7os aumentam as \u00e1reas verdes da cidade, reduzem a temperatura em regi\u00f5es urbanizadas, favorecem a biodiversidade e podem at\u00e9 melhorar a qualidade do ar\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-3e05b3c2c8d89a73dfc1cdea11095891\">Segundo o vereador, muitos desses trabalhadores ainda enfrentam o problema da informalidade, em Campo Grande parte das hortas est\u00e3o instaladas em \u00e1reas p\u00fablicas n\u00e3o regularizadas, o que os deixa em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel. \u201cA qualquer momento, a Prefeitura pode solicitar a desocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o\u201d, relatam produtores. Esse cen\u00e1rio gera inseguran\u00e7a jur\u00eddica para quem depende da terra para trabalhar e produzir.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6222\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-1980x1485.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-1250x938.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-landmarkrioss-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vereador Landmark Rios lidera frente parlamentar <br>sobre hortas urbunas| Foto: Pedro Roque<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-bf8f9d132a70c19dba7bb2189ef2cdd8\"><strong>Ultraprocessado engana o est\u00f4mago<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-11fbe736d0618815999ed5caa5a13233\">O prato vazio ou mal servido ainda \u00e9 realidade para 64 milh\u00f5es de brasileiros. \u00c9 o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2024, que revela que mais de um ter\u00e7o do pa\u00eds vive em inseguran\u00e7a alimentar. Na pr\u00e1tica, significa mesa sem comida ou, quando t\u00eam, quase sempre sem nutrientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O macarr\u00e3o instant\u00e2neo, a salsicha e a bolacha recheada viram rotina porque cabem no bolso. Mas o pre\u00e7o chega depois, na sa\u00fade. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), de 2024, diz que a alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel deve se tornar mais cara do que os alimentos ultraprocessados a partir deste ano, de 2026. Fatores estruturais e clim\u00e1ticos apontam que o pre\u00e7o de alimentos perec\u00edveis subir\u00e3o acima da infla\u00e7\u00e3o, enquanto os ultraprocessados continuam como a op\u00e7\u00e3o mais barata nas prateleiras, o que impulsiona os consumidores a escolhas menos saud\u00e1veis, isso \u00e9 o que se conhece como fome oculta.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #ff0000\">O est\u00f4mago pode at\u00e9 ser enganado, mas o resto do corpo sente a falta de vitaminas.<\/span><\/h5>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-f8a270f94eef9214677f6f99cb994afc\"> Segundo o nutricionista Kaio Queiroz, uma pessoa pode estar alimentada e desnutrida. O macarr\u00e3o instant\u00e2neo, por exemplo, \u00e9 basicamente composto por carboidratos e gorduras, mas \u00e9 carente de prote\u00ednas, vitaminas e minerais; os biscoitos recheados t\u00eam muitas calorias e a\u00e7\u00facares, mas n\u00e3o cont\u00eam as fibras que s\u00e3o importantes para a digest\u00e3o. Nesses alimentos n\u00e3o h\u00e1 vitaminas como as do complexo B que ajudam o sistema nervoso e nem minerais como o c\u00e1lcio, essencial para a sa\u00fade dos ossos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-e84853831da7c587811a12897b52279a\">O nutricionista aponta que a comida saud\u00e1vel costuma ser mais cara, sobretudo devido \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. Enquanto alimentos ultraprocessados recebem menos impostos, tornando-se mais baratos e atrativos. Estudos da UFMG e do Idec indicam que esse cen\u00e1rio tende a se intensificar. Al\u00e9m disso, a Reforma Tribut\u00e1ria (Emenda Constitucional n\u00ba 132 de 2023) estabelece a cria\u00e7\u00e3o de um Imposto Seletivo sobre produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade, como energ\u00e9ticos, refrigerantes e bebidas alco\u00f3licas, com implementa\u00e7\u00e3o programada para ocorrer gradualmente a partir de 2026, com cobran\u00e7a efetiva a partir de 2027, conforme regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6211\" style=\"aspect-ratio:0.7500048027971491;width:378px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista-1200x1601.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista-400x534.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-nutricionista.jpg 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para o nutricionista Kaio Queiroz, o barato pode sair caro quando o assunto \u00e9 qualidade alimentar | Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>O p\u00e9 de alface perde para o pacote de salgadinho na prateleira e n\u00e3o \u00e9 por acaso.<\/strong><\/span><\/h5>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p> Frutas, legumes e verduras chegam mais caros aos mercados porque o custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 elevado, o cultivo exige trabalho intenso, o transporte possui custos altos e o produto estraga rapidamente. J\u00e1 o biscoito recheado, que cont\u00e9m conservantes, pode ficar meses no estoque. Com ingredientes baratos, o lucro vem com a durabilidade. Os aumentos no pre\u00e7o do atacado refletem no pre\u00e7o final que chega aos consumidores, elevando os valores no varejo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6213\" style=\"aspect-ratio:0.7500048027971491;width:417px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas-1200x1601.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas-400x534.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-hortaas.jpg 1240w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O Atacad\u00e3o ao lado da horta que contrasta a ind\u00fastria versus o natural | Foto : Hanathiele Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-a253ff1a028dd454e44e0d092f7a6b89\">A integra\u00e7\u00e3o dos bairros por meio das hortas urbanas \u00e9 uma das grandes vantagens desse modelo de produ\u00e7\u00e3o alimentar. As hortas fortalecem a solidariedade comunit\u00e1ria, pois envolvem moradores de diferentes faixas et\u00e1rias e classes sociais, criando uma rede de apoio e colabora\u00e7\u00e3o. Essas iniciativas refor\u00e7am a identidade local, com moradores se sentindo parte de um projeto coletivo voltado para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-primary-color has-text-color has-link-color wp-elements-71342b93541bb6847549b02c1473fa86\">A fam\u00edlia planta, colhe e garante a autossufici\u00eancia. Onde o mercado \u00e9 caro para alimentos saud\u00e1veis, a terra vira solu\u00e7\u00e3o para comer melhor e gastar menos. Entre um regador e outro, a vizinhan\u00e7a redescobre que sa\u00fade se colhe junto. A comida fica mais natural, os resto de alimentos e folhagens viram adubo e a rua ganha cara de quintal coletivo. Onde antes tinha terreno baldio, hoje tem alimento, troca de conhecimentos e conex\u00e3o com o meio ambiente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6214\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-1980x1321.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-1250x834.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/foto-horta-4-todos-juntos-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Moradores do bairro Jardim Ouro Preto e regi\u00e3o participam das atividades na horta como volunt\u00e1rios | Foto: Thuany Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-accent-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-107\/\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 107<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto os ultraprocessados ganham espa\u00e7o, comunidades transformam \u00e1reas abandonadas em hortas para enfrentar a fome oculta e fortalecer a produ\u00e7\u00e3o local Texto: Andy Oliveira| Hanathiele Coelho | Thuany Rodrigues Entre o asfalto e o cinza do concreto de Campo Grande (MS), o verde brota em forma de alimento. 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