{"id":5923,"date":"2026-06-25T16:54:15","date_gmt":"2026-06-25T20:54:15","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=5923"},"modified":"2026-06-25T17:33:21","modified_gmt":"2026-06-25T21:33:21","slug":"quando-o-copo-transborda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/quando-o-copo-transborda\/","title":{"rendered":"Quando o copo transborda"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Assoreamento do Lago do Amor, ao longo de quase 60 anos, acumula preju\u00edzos ambientais e econ\u00f4micos<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-accent-color has-text-color has-link-color wp-elements-db610463e4e0602b54ab1e3be13cc022\"><strong>Texto: <a href=\"lis.sanches@ufms.br\" data-type=\"link\" data-id=\"lis.sanches@ufms.br\">Lis Luna<\/a>|<a href=\"yasmim.b.kawabe@ufms.br\" data-type=\"link\" data-id=\"yasmim.b.kawabe@ufms.br\">Yasmim Kawabe<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5962\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-1024x576.png 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-300x169.png 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-768x432.png 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-1536x864.png 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-2048x1152.png 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-1200x675.png 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-1980x1114.png 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-1250x703.png 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/lago-rodrigo-400x225.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Rodrigo Bahia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS), enfrenta problemas com a drenagem das \u00e1guas da chuva. No livro \u201cCampo Grande: Mem\u00f3ria em Palavras \u2013 A Cidade na Vis\u00e3o de seus Prefeitos\u201d, escrito por Maura Sim\u00f5es e publicado em 2006, o ex-prefeito Wilson Fadul cita que quando tomou posse, em 1952, j\u00e1 enfrentava problemas com alagamentos. Mais de 70 anos depois, em 2025, a capital registrou temporais que causaram os mesmos problemas, como carros ilhados e casas invadidas pela \u00e1gua. Um dos locais mais afetados foi o entorno do Lago do Amor, que cont\u00e9m um reservat\u00f3rio constru\u00eddo em 1968, abastecido at\u00e9 hoje pelos c\u00f3rregos Bandeira e Caba\u00e7a. Em 2026, os alagamentos e enxurradas ainda acontecem mesmo ap\u00f3s obras para melhorar o escoamento de \u00e1gua na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As causas dos alagamentos incluem diversos fatores. Um deles \u00e9 o assoreamento, processo natural em que a terra \u00e9 carregada pelos cursos de \u00e1gua \u2014 rios, c\u00f3rregos e lagos \u2014 at\u00e9 se depositar em uma parte desse fluxo d\u2019\u00e1gua. O engenheiro ambiental Rodrigo Bahia, doutor em recursos h\u00eddricos e especialista em hidrossedimentologia \u2014 \u00e1rea que estuda o transporte de sedimentos em ambientes aqu\u00e1ticos e terrestres \u2014 explica que, apesar de ser um fator natural, o processo pode ser acelerado em at\u00e9 100 vezes devido \u00e0s interfer\u00eancias humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rodrigo, Campo Grande \u00e9 mais afetada pelos assoreamentos devido ao uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo e \u00e0 maior popula\u00e7\u00e3o. \u201cPor exemplo, uma floresta com organismos nativos protege o solo da a\u00e7\u00e3o de eros\u00e3o causada pela chuva. A partir do momento que voc\u00ea retira aquela camada nativa, est\u00e1 expondo aquele solo \u00e0 eros\u00e3o e aumentando a quantidade de material que vai para os rios e c\u00f3rregos\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto para a popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 4 de janeiro de 2023, ocorreu o primeiro incidente impactante no Lago do Amor. Chuvas fortes causaram o desabamento de parte da ciclovia, da passarela e do muro de conten\u00e7\u00e3o. A regi\u00e3o ficou interditada at\u00e9 a conclus\u00e3o das reformas em setembro do mesmo ano. O local voltou a ser frequentado como um ponto tur\u00edstico, mas por pouco tempo. Cerca de um m\u00eas ap\u00f3s a reabertura, outro temporal causou estragos no mesmo lugar. Os reparos foram finalizados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Servi\u00e7os P\u00fablicos (Sisep), em 9 de dezembro de 2023, e novamente destru\u00eddos pelas chuvas em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Nivaldo de Jesus Rodrigues, 66, trabalha vendendo \u00e1gua de coco no entorno do lago e comentou que diversas vezes j\u00e1 passou por momentos delicados por causa da chuva e de alagamentos. \u201cQuando vem a enchente, vem muito r\u00e1pido. Tem que ficar esperto se come\u00e7ar uma chuva mais forte, com muito vento e j\u00e1 se preparar para sair daqui\u201d, relembra.<br>O comerciante tamb\u00e9m relata que, devido \u00e0 enchente de 2023, ele e outros vendedores precisaram ficar sem trabalhar ali por quase um ano, tendo que ir para outros lugares. \u201cA regi\u00e3o do lago ficou interditada por causa da cratera e demorou para ser arrumado. \u00c9 complicado porque toda enchente que tem \u00e9 um preju\u00edzo\u2019\u2019, reclama.<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f4nio dos Santos Garcia, 73, \u00e9 vendedor de gelad\u00e3o na passarela do lago e relata que, ap\u00f3s as enchentes e interdi\u00e7\u00f5es, o turismo no local perdeu for\u00e7a. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais como antigamente. Ficou uma fama de enchente e de desabamento, as pessoas pararam de vir&#8221;, lamenta. Ant\u00f4nio recorda que, antes dos transtornos, o espa\u00e7o era muito frequentado durante toda a semana, especialmente ap\u00f3s o meio-dia. Agora, o maior movimento se restringe aos fins de semana ou fim de tarde, pois as \u00e1rvores que ficavam pr\u00f3ximas da cal\u00e7ada foram cortadas, o que diminuiu a sombra.<\/p>\n\n\n\n<p>Os comerciantes comentam que os problemas causados pelas enchentes poderiam ter sido evitados e pensam que s\u00f3 ser\u00e1 solucionado de verdade com o desassoreamento. O assoreamento ainda causa danos ao longo do c\u00f3rrego Bandeira, que abastece o Lago do Amor. A quatro quil\u00f4metros dali, parte do c\u00f3rrego na rotat\u00f3ria da Coca-Cola transbordou em 31 de mar\u00e7o de 2025 e causou congestionamento na regi\u00e3o, logo pela manh\u00e3. Durante a madrugada de chuva forte, as avenidas Senador Ant\u00f4nio Canale e Dr. Olavo Vilella de Andrade amanheceram parecendo rios devido \u00e0 enxurrada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h5 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #ff0000\">\u201c A regi\u00e3o do lago ficou interditada por causa da cratera e demorou para ser arrumado. \u00c9 complicado porque toda enchente que tem \u00e9 um preju\u00edzo\u2019\u2019 &#8211; Nivaldo de Jesus<\/span><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O engenheiro ambiental compara os c\u00f3rregos com um copo vazio. O recipiente pode receber uma determinada quantidade de chuva. Se o seu copo est\u00e1 cheio de areia, a quantidade de chuva que consegue receber diminui, aumentando as chances de inunda\u00e7\u00e3o. Ele lista, ainda, outros preju\u00edzos causados pelo assoreamento. \u201cOs sedimentos atrapalham parte da drenagem e a qualidade da \u00e1gua e evidenciam o processo de assoreamento. S\u00e3o part\u00edculas de terra com elementos que podem ser nocivos \u00e0 nossa sa\u00fade. Por exemplo, os metais pesados e organismos pat\u00f3genos\u201d, alerta.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com registros do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), no come\u00e7o de 2026, v\u00e1rios bairros da capital tiveram desastres causados pelos temporais, desde \u00e1rvores derrubadas at\u00e9 casas tomadas por \u00e1gua. O c\u00e9u formando tempo de chuva \u00e9 o suficiente pra deixar moradores preocupados, especialmente pr\u00f3ximo ao Lago do Amor, e aos c\u00f3rregos Bandeira, Caba\u00e7a, B\u00e1lsamo, Prosa e Segredo, ou em bairros localizados perto das Nascentes do C\u00f3rrego Lageado como o Jardim Noroeste, ou Jardim Carioca pr\u00f3ximo ao Rio Anhandu\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como resolver o assoreamento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa medida ajuda na preserva\u00e7\u00e3o da fauna e flora das regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas mantendo vivo o habitat de diversas esp\u00e9cies. As bacias de conten\u00e7\u00e3o, estruturas projetadas para reten\u00e7\u00e3o de l\u00edquidos, tamb\u00e9m s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es para os casos de alagamentos. O objetivo de captar e acumular \u00e1gua de forma controlada evita o despejo desordenado de chuvas, preservando os recursos h\u00eddricos e diminuindo os impactos para a popula\u00e7\u00e3o. Com o desassoreamento, o corpo d\u2019\u00e1gua tratado recupera parte do volume de profundidade perdido, deixando de ser um copo d\u2019\u00e1gua com areia no fundo que transbordaria facilmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O engenheiro ambiental explica que o melhor a se fazer \u00e9 cuidar da bacia hidrogr\u00e1fica. O desassoreamento \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o de sedimentos como areia, terra, lodo e outros res\u00edduos por meio de escava\u00e7\u00e3o ou drenagem. N\u00e3o \u00e9 um processo definitivo, mas traz de volta o volume \u00fatil e melhora a qualidade da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Lago do Amor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Lago do Amor \u00e9 um lago artificial constru\u00eddo no final da d\u00e9cada de 1960 com o intuito de ser atra\u00e7\u00e3o na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Al\u00e9m de ter se tornado ponto tur\u00edstico, \u00e9 tamb\u00e9m abrigo de uma grande variedade de animais. Segundo o Guia de identifica\u00e7\u00e3o dos vertebrados do Lago do Amor, organizado pelo bi\u00f3logo Fernando R. Carvalho e publicado em 2022, s\u00e3o cerca de 231 esp\u00e9cies: 150 esp\u00e9cies de aves, 23 de r\u00e9pteis, 19 de peixes, 30 de mam\u00edferos e 9 de anf\u00edbios. O local tamb\u00e9m contribui para pesquisas ambientais e melhora no clima seco do estado. O reservat\u00f3rio foi constru\u00eddo em 1968 e \u00e9 abastecido at\u00e9 hoje pelos c\u00f3rregos Bandeira e Caba\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O artigo O Lago do Amor de C\u00e1ssia Virginia Cassanho de Oliveira e Dora In\u00e9s Kozusny-Andreani, explica que at\u00e9 1977 os moradores da capital usavam o lago para se banhar devido \u00e0 boa qualidade da \u00e1gua e a pequena quantidade de frequentadores. O ponto de virada foi a cria\u00e7\u00e3o do estado de MS no mesmo ano. Com a cidade escolhida como capital, a popula\u00e7\u00e3o aumentou e a bacia hidrogr\u00e1fica do c\u00f3rrego Bandeira come\u00e7ou a ser utilizada de outras formas, como a constru\u00e7\u00e3o de diversos edif\u00edcios, reduzindo a vegeta\u00e7\u00e3o natural da regi\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2002 e 2007, pesquisadores da UFMS come\u00e7aram a monitorar o assoreamento no Lago do Amor e como a vegeta\u00e7\u00e3o ao redor diminuiu por conta do crescimento urbano. A extens\u00e3o do lago tamb\u00e9m foi reduzida como consequ\u00eancia do assoreamento, al\u00e9m do seu formato estar diferente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5935\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-1980x1485.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-1250x938.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/MVIMG_20260425_170744-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Al\u00e9m do assoreamento a polui\u00e7\u00e3o do lago \u00e9 frequente | Foto: Lis Luna<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-accent-background-color has-text-color has-background has-link-color has-text-align-center wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-107\/\">voltar para edi\u00e7\u00e3o 107<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assoreamento do Lago do Amor, ao longo de quase 60 anos, acumula preju\u00edzos ambientais e econ\u00f4micos Texto: Lis Luna|Yasmim Kawabe N\u00e3o \u00e9 de hoje que Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS), enfrenta problemas com a drenagem das \u00e1guas da chuva. No livro \u201cCampo Grande: Mem\u00f3ria em Palavras \u2013 A Cidade na Vis\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":35,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-5923","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagem107"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5923"}],"version-history":[{"count":17,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5923\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6675,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5923\/revisions\/6675"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}