{"id":6215,"date":"2026-06-29T09:50:47","date_gmt":"2026-06-29T13:50:47","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=6215"},"modified":"2026-06-29T09:53:48","modified_gmt":"2026-06-29T13:53:48","slug":"sustentar-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/sustentar-a-vida\/","title":{"rendered":"Sustentar a vida"},"content":{"rendered":"\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6246\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-1200x900.jpg 1200w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-1980x1485.jpg 1980w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-1250x938.jpg 1250w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/05\/DSCN3634-1-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Equipe da edi\u00e7\u00e3o 107 | Foto: Clara Dias Garcia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Realizada em Campo Grande (MS), entre os dias 23 e 29 de mar\u00e7o, a Confer\u00eancia das Partes (COP15) da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Conserva\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de Animais Silvestres (CMS) reuniu representantes de diversos pa\u00edses, organiza\u00e7\u00f5es internacionais, comunidade cient\u00edfica e sociedade civil. O encontro teve como objetivo revisar a implementa\u00e7\u00e3o dos acordos, estabelecer novas diretrizes e fortalecer compromissos globais voltados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies migrat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Criada em 1979, a CMS \u00e9 um tratado ambiental da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) que busca promover a coopera\u00e7\u00e3o internacional na preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que atravessam fronteiras terrestres, marinhas e a\u00e9reas. A realiza\u00e7\u00e3o desse evento na capital colocou em evid\u00eancia n\u00e3o apenas a import\u00e2ncia dessas esp\u00e9cies, mas tamb\u00e9m os desafios enfrentados na conserva\u00e7\u00e3o da fauna e da flora do&nbsp; Mato Grosso do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do Proj\u00e9til 107 buscou ampliar o debate ao ouvir diferentes vozes. Foram entrevistados bi\u00f3logos, especialistas na \u00e1rea, o atual ministro do Meio Ambiente, Jo\u00e3o Paulo Capobianco, e pessoas que dependem diretamente da natureza para sua sobreviv\u00eancia. Dessa conversa surgiu uma contradi\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo que uma d\u00favida: o Pantanal, a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e o agroneg\u00f3cio caminham lado a lado?<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa \u00e9 sedutora e conveniente, pois sugere a possibilidade de crescimento econ\u00f4mico aliado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental. No entanto, uma an\u00e1lise mais cuidadosa revela fragilidades nesse argumento. O avan\u00e7o das queimadas, a press\u00e3o sobre \u00e1reas naturais e os impactos j\u00e1 vis\u00edveis na biodiversidade indicam que essa conviv\u00eancia est\u00e1 longe de ser equilibrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Proj\u00e9til entende que falar de conserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9, sobretudo, falar de pessoas e de vidas diretamente afetadas. Por isso, as reportagens desta edi\u00e7\u00e3o trazem o ribeirinho que j\u00e1 n\u00e3o encontra o mesmo sustento em \u201cNo descompasso das \u00e1guas\u201d, ao mesmo tempo em que mostra iniciativas que apontam caminhos poss\u00edveis, como as hortas comunit\u00e1rias em \u201cVerde que Alimenta\u201d. Em \u201cAten\u00e7\u00e3o! animais na pista\u201d,&nbsp; a discuss\u00e3o \u00e9 sobre a &nbsp;falta de planejamento das obras nas rodovias; enquanto \u201cNa Mira do Desequil\u00edbrio&#8221; aborda a problem\u00e1tica das esp\u00e9cies invasoras. Al\u00e9m disso, o jornal entrega um suplemento especial que evidencia a beleza e a poesia do c\u00e9u,&nbsp;de onde escrevemos e vivemos: \u201cEu passarinho, tu passarinhas, n\u00f3s passarinhadas\u201d \u00e9 um guia para conhecer as aves de MS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental que o jornalismo pressione por pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes, fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa e modelos de desenvolvimento mais respons\u00e1veis. Reconhecer que tamb\u00e9m fazemos parte desse sistema \u00e9 essencial n\u00e3o, como forma de atribuir culpa, mas de entender que nosso papel coletivo, enquanto cidad\u00e3os, est\u00e1 justamente em exigir mudan\u00e7a. Embora escolhas cotidianas tenham seu valor, grande parte das transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias depende de decis\u00f5es estruturais, tomadas por governos e grandes agentes econ\u00f4micos. Por isso, a conscientiza\u00e7\u00e3o precisa vir acompanhada de mobiliza\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a. Mesmo com debates ainda em aberto e problemas sem respostas definitivas, a equipe desta edi\u00e7\u00e3o concluiu que a rela\u00e7\u00e3o entre sociedade e meio ambiente precisa ser de interdepend\u00eancia. Ao mesmo tempo em que impactamos os ecossistemas, tamb\u00e9m somos diretamente impactados por eles. Conservar n\u00e3o \u00e9 escolha, \u00e9 necessidade coletiva. Caso contr\u00e1rio, teremos futuro?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Leia para descobrir!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-background-color has-accent-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-107\/\">voltar para a edi\u00e7\u00e3o 107<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizada em Campo Grande (MS), entre os dias 23 e 29 de mar\u00e7o, a Confer\u00eancia das Partes (COP15) da Conven\u00e7\u00e3o sobre a Conserva\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias de Animais Silvestres (CMS) reuniu representantes de diversos pa\u00edses, organiza\u00e7\u00f5es internacionais, comunidade cient\u00edfica e sociedade civil. 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