{"id":6774,"date":"2026-07-02T19:50:07","date_gmt":"2026-07-02T23:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/?p=6774"},"modified":"2026-07-07T18:26:26","modified_gmt":"2026-07-07T22:26:26","slug":"ombudswoman-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/ombudswoman-3\/","title":{"rendered":"Chat, gerar t\u00edtulo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><mark style=\"background-color:#000000\" class=\"has-inline-color has-accent-color\">Texto: Clara Dias Garcia | J\u00falia de C\u00e1ssia | J\u00falia Ortega<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"151\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/chat_-online.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6801\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/chat_-online.png 689w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/chat_-online-300x66.png 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/07\/chat_-online-400x88.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o 105 do Proj\u00e9til o foco de aten\u00e7\u00e3o foram as mulheres. Um tema urgente: denunciar e evidenciar o que ainda precisa ser nomeado, a viol\u00eancia de g\u00eanero. Elaborado em uma \u00e9poca em que a misoginia \u00e9 um dos problemas mais cr\u00f4nicos e recorrentes na sociedade, a edi\u00e7\u00e3o 105 contou com mat\u00e9rias fortes, que desafiavam o p\u00fablico a, ainda que por um tempo, usar um outro ponto de vista. O leitor, em especial homem, era positivamente for\u00e7ado a olhar o mundo pelos olhos das mulheres. Queremos pensar que a partir dessa mirada, ele pode entender um pouco mais sobre as diversas lutas vividas no dia a dia feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o 104 o tema guarda-chuva foi um Brasil, com S, diverso e sincr\u00e9tico, abra\u00e7ando as mais complexas formas de existir em nosso territ\u00f3rio. Tra\u00e7ou uma narrativa entre a religi\u00e3o, a pol\u00edtica e o futebol, esses famosos assuntos indiscut\u00edveis. As brasilidades foram enaltecidas na visualidade, no cinema e na literatura. Edi\u00e7\u00e3o boa de lembrar quem somos, de Chu\u00ed ao Oiapoque.<\/p>\n\n\n\n<p>Queremos nos debru\u00e7ar, contudo, com um pouco mais de aten\u00e7\u00e3o, no Proj\u00e9til 105. Composto por imagens atrevidas e provocativas, as representa\u00e7\u00f5es visuais podem chocar ou divertir quem passa os olhos pela p\u00e1gina. Os textos, em sua maioria, n\u00e3o ficam para tr\u00e1s, com discuss\u00f5es sobre prostitutas e masturba\u00e7\u00e3o embaixo do nariz de eleitores da bala, b\u00edblia e boi.<\/p>\n\n\n\n<p>Escrito e publicado no ano em que uma colega de profiss\u00e3o e egressa do curso, Vanessa Ricarte, foi v\u00edtima de feminic\u00eddio, o caderno especial, \u201cEntre r\u00f3tulos e sil\u00eancios\u201d, trata das limita\u00e7\u00f5es impostas \u00e0s mulheres, tanto em roupas quanto em caix\u00f5es. A reportagem das folhas centrais do jornal coloca a caneta na ferida aberta do MS, o estado com a terceira maior taxa de feminic\u00eddio no Brasil. E desata n\u00f3s que nos sufocam em espartilhos cada vez mais apertados, buscando onde foi parar a nossa liberdade feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do cuidado e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 tema t\u00e3o importante, o Proj\u00e9til 105 teve de ser tirado de circula\u00e7\u00e3o. Uma \u2013 apenas uma \u2013 informa\u00e7\u00e3o imprecisa gerada por um prompt foi o bastante para o jornal sair de uma edi\u00e7\u00e3o primorosa para uma que foi tirada de circula\u00e7\u00e3o. O uso indevido da Intelig\u00eancia Artificial (IA) e a prolifera\u00e7\u00e3o de Fake News na produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica \u00e9 inadmiss\u00edvel e avesso \u00e0 natureza cr\u00edtica, reflexiva e, acima de tudo, humana da profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma acusa\u00e7\u00e3o a algu\u00e9m que n\u00e3o matou uma mulher, um falso caso inserido sorrateiramente em uma produ\u00e7\u00e3o feita em um dos estados que mais mata parece at\u00e9 inacredit\u00e1vel. Um erro quase impens\u00e1vel de apura\u00e7\u00e3o, que deveria ter sido feita pelas autoras e autores, teve a \u201cm\u00e3ozinha\u201d de uma IA que replica o que j\u00e1 existe (ou inventa o que n\u00e3o existe).<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos uma \u00e9poca onde o jornalismo tradicional goza de pouco prest\u00edgio, a rapidez em acessar a realidade com imensa prontid\u00e3o ficou mais f\u00e1cil do que esperar a constru\u00e7\u00e3o embasada e densa da not\u00edcia. A simplifica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado jornal\u00edstico em sua forma, consequentemente, acarreta em uma perda do conte\u00fado. Consumos cada vez mais imediatistas exigem processos produtivos r\u00e1pidos, que muitas vezes acabam empobrecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o Proj\u00e9til n\u00e3o poderia ser diferente. O uso de IA generativa j\u00e1 est\u00e1 inserido no fazer jornal\u00edstico, n\u00e3o podemos negar, e invade os ambientes de ensino. Tanto que a pr\u00f3pria UFMS publicou sua Pol\u00edtica de Intelig\u00eancia Artificial, que se pauta pela \u00e9tica, responsabilidade, transpar\u00eancia e supervis\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Profissionais e estudantes submetidos a deadlines imediatos deixam passar incongru\u00eancias despercebidas. Mas e quando o prazo \u00e9 longo e a necessidade \u00e9 de aprendizagem, qual a desculpa?<\/p>\n\n\n\n<p>Tentamos realizar, aqui, um momento de reflex\u00e3o acompanhado de um pedido de desculpas, afinal o ambiente universit\u00e1rio \u00e9 um meio de experimenta\u00e7\u00e3o, onde o tempo e a dedica\u00e7\u00e3o dizem respeito \u00e0 qualidade do nosso trabalho. Um erro de checagem \u00e9 inaceit\u00e1vel, mas ele n\u00e3o define nem uma v\u00edrgula sequer do Proj\u00e9til. Nosso jornal segue transbordando de pautas necess\u00e1rias, e nossas equipes sustentam compromissos s\u00e9rios com a verdade. Assumimos os erros para aprender com eles e criar novas perspectivas para o Proj\u00e9til continuar representando o Jornalismo: laboratorial, experimental e necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Proj\u00e9til \u00e9 um espa\u00e7o de aprendizado em que as\/os estudantes praticam o que aprendem ao longo do curso. O esfor\u00e7o da turma de produzir um jornal do zero foi afetado justamente por isso. A produ\u00e7\u00e3o segue crit\u00e9rios jornal\u00edsticos e visa manter acima de tudo a verdade, a credibilidade e a \u00e9tica. Por isso, todas as medidas necess\u00e1rias foram tomadas pela diretoria executiva respons\u00e1vel pela edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-16018d1d wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-accent-background-color has-background wp-element-button\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-106\/\">VOLTAR PARA EDI\u00c7\u00c3O 106<\/a><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Clara Dias Garcia | J\u00falia de C\u00e1ssia | J\u00falia Ortega Na edi\u00e7\u00e3o 105 do Proj\u00e9til o foco de aten\u00e7\u00e3o foram as mulheres. Um tema urgente: denunciar e evidenciar o que ainda precisa ser nomeado, a viol\u00eancia de g\u00eanero. 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