{"id":913,"date":"2020-12-18T16:44:10","date_gmt":"2020-12-18T20:44:10","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufms.br\/projetil\/?p=913"},"modified":"2020-12-22T12:38:39","modified_gmt":"2020-12-22T16:38:39","slug":"%ef%bb%bfmaos-que-ajudam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/%ef%bb%bfmaos-que-ajudam\/","title":{"rendered":"\ufeffM\u00e3os que ajudam"},"content":{"rendered":"\n<h4 style=\"text-align: center;\">O empenho cada vez maior de pessoas que querem ajudar o pr\u00f3ximo<\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\">Texto: Gabriella Gomes <\/span><\/strong><span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\">(agabriellagomes@hotmail.com)<\/span><strong><span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\"> l Waldir Rosa<\/span><\/strong> <span style=\"color:#e02828\" class=\"tadv-color\">(waldir.rosa@uol.com.br)<\/span><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-914\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos1-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos1-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos1-400x267.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos1.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto: Anderson Mariano<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O ano de 2020 come\u00e7ou com a not\u00edcia da COVID-19, e evitar o contato social direto para se proteger se tornou um desafio a ser vencido diariamente por todos. Mesmo assim a contamina\u00e7\u00e3o teve um progresso assustador. Mas enquanto n\u00e3o se tem uma vacina, a popula\u00e7\u00e3o carente \u00e9 a que mais sofre as consequ\u00eancias do isolamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da pandemia o estado de Mato Grosso do Sul tamb\u00e9m est\u00e1 tendo que lidar com grandes inc\u00eandios. De acordo com o INEP, at\u00e9 setembro deste ano as chamas j\u00e1 consumiram cerca de 26% do territ\u00f3rio pantaneiro, uma \u00e1rea equivalente a oito vezes o tamanho do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Em meio a todos esses acontecimentos, muitas pessoas t\u00eam contado com ajuda humanit\u00e1ria por meio de trabalhos sociais, realizados por institui\u00e7\u00f5es e pessoas comuns. S\u00e3o doa\u00e7\u00f5es de alimentos, roupas, itens de higiene pessoal, assist\u00eancia psicol\u00f3gica, espiritual e at\u00e9 aux\u00edlio financeiro. Alguns trabalhos sociais j\u00e1 eram realizados antes da pandemia e se tornaram mais intensos e indispens\u00e1veis, afirma o pastor da Igreja Universal Manoel Moraes, respons\u00e1vel estadual do grupo de evangeliza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. Outras atividades, mais pontuais, nasceram esse ano quando os problemas se agravaram.<\/p>\n<p><strong>Motivos<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio da pandemia, de acordo com o Google Trends &#8211; ferramenta para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o de n\u00famero de busca no Google &#8211; o termo \u201ccomo ajudar\u201d teve um aumento repentino de procura entre meados de mar\u00e7o e final de junho, com um pico entre 10 e 16 de maio. Algo similar ocorreu com o termo \u201ccomo ajudar o Pantanal\u201d, com um aumento do in\u00edcio de maio at\u00e9 o fim de outubro e um grande pico entre os dias 13 e 19 de setembro. A percep\u00e7\u00e3o desse interesse por ajudar o pr\u00f3ximo \u00e9 refor\u00e7ada por uma pesquisa realizada pelo Datafolha entre os dias 1\u00ba e 8 de setembro, que ouviu mais de 1500 pessoas de todas as regi\u00f5es e mostrou que 96% dos brasileiros tem o desejo de ser mais solid\u00e1rios e procuram alternativas para poder ajudar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"290\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/como-ajudar-1024x290.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-915\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/como-ajudar-1024x290.jpg 1024w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/como-ajudar-300x85.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/como-ajudar-768x218.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/como-ajudar-400x113.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/como-ajudar.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Pico da busca por \u201ccomo ajudar\u201d no Google ocorreu em meados de maio (Fonte: Google Trends)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Mas a pesquisa tamb\u00e9m mostrou que muitos n\u00e3o sabem como colocar em pr\u00e1tica esse desejo. Al\u00e9m disso os dados do Datafolha mostram que essa ajuda \u00e9 pouco realizada em grupo, pois apenas 27% disse exercer alguma atividade coletiva de ajuda, enquanto 68% indicou que atua de maneira individual por n\u00e3o conhecer outros meios de realizar essas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma das formas de aux\u00edlio coletivo e continuado s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es sociais de cunho religioso. A Igreja Universal do Reino de Deus, presente em mais de 127 pa\u00edses, tamb\u00e9m \u00e9 conhecida pelos trabalhos de ajuda humanit\u00e1ria que j\u00e1 atenderam mais de 11 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo no ano de 2018, de acordo com o site oficial da organiza\u00e7\u00e3o. Sua atua\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por meio de grupos como o Evangeliza\u00e7\u00e3o Universal, respons\u00e1vel pelo trabalho de difus\u00e3o das ideias religiosas e tamb\u00e9m pelas principais a\u00e7\u00f5es sociais. Os aux\u00edlios v\u00e3o desde assist\u00eancia espiritual, m\u00e9dica, odontol\u00f3gica, judici\u00e1ria at\u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de alimentos, roupas e itens b\u00e1sicos de higiene.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"667\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-916\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos2.jpg 1000w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos2-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos2-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos2-400x267.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption>Profissionais da sa\u00fade que oferecem servi\u00e7os gratuitos nas a\u00e7\u00f5es sociais realizadas pela igreja (Foto: Acervo IURD)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m as a\u00e7\u00f5es pontuais. Foi o caso da equipe do Programa Giro do Esporte, da TVE Cultura do Mato Grosso do Sul, que para comemorar o anivers\u00e1rio de nove anos do programa, decidiu levar ao ar um programa especial ao longo do qual foi promovida a arrecada\u00e7\u00e3o de alimentos e produtos de higiene, para serem doados \u00e0 pessoas carentes e em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Realizado no dia 1\u00ba de agosto, o programa fez parceria com a Defesa Civil para que os itens arrecadados fossem direcionados \u00e0s fam\u00edlias necessitadas, relata a apresentadora do programa, Eva Regina Ferreira.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pontual foi a a\u00e7\u00e3o \u2018<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/100fotosparams\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">100 fotos para o MS<\/a>\u2019, sendo essa, no entanto, feita por pessoas que n\u00e3o se conheciam. O jornalista Gustavo Maia, 27, \u00e9 um dos organizadores da campanha inspirada em a\u00e7\u00f5es similares realizadas em estados como S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Cear\u00e1 e em outros pa\u00edses. O grupo de organizadores, do qual Gustavo fez parte, buscou a parceria dos cem fot\u00f3grafos que doaram as fotos vendidas durante a campanha. O valor arrecadado foi direcionado para ajudar entidades n\u00e3o governamentais do estado. Conscientes de que o montante n\u00e3o seria muito alto, eles buscaram grupos que se encontravam em situa\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel diante da pandemia da COVID-19 e onde a quantia doada pudesse fazer diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Aumentou de forma significativa desde o in\u00edcio da pandemia e em fun\u00e7\u00e3o disso parte dos recursos recebidos foram direcionadas tamb\u00e9m para regi\u00f5es afetadas pelos inc\u00eandios desse ano. E n\u00e3o s\u00e3o apenas empresas e institui\u00e7\u00f5es que procuram a Defesa Civil. Catarineli explica que ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia muitas pessoas passaram a entregar doa\u00e7\u00f5es no \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">As doa\u00e7\u00f5es \u00e0 Defesa Civil aumentaram de forma significativa desde o in\u00edcio da pandemia<\/span><\/h5>\n<p>Na campanha \u201c100 fotos para MS\u201d a iniciativa contou a participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria dos cem fot\u00f3grafos e de uma equipe que construiu a imagem e todas as ferramentas necess\u00e1rias para a campanha. A principal dificuldade dos organizadores da a\u00e7\u00e3o foi encontrar cem fot\u00f3grafos dispostos a doar uma imagem, etapa vencida com divulga\u00e7\u00f5es nas redes sociais e contatos pessoais. As vendas foram realizadas de 1\u00ba de julho a 15 de agosto por meio de um site criado especificamente para a a\u00e7\u00e3o. Durante esse per\u00edodo foram vendidas 98 fotografias, cada uma ao valor de R$ 100,00. O valor arrecadado foi dividido entre o Coletivo Terra Vermelha, que atua junto aos povos ind\u00edgenas de etnias como as Guarani e Kaiow\u00e1, e a seccional sul-mato-grossense da Central \u00danica das Favelas (CUFA\/MS), que atua junto aos moradores de favelas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"795\" src=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-917\" srcset=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3.jpg 800w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3-300x298.jpg 300w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3-768x763.jpg 768w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3-400x398.jpg 400w, https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2020\/12\/maos3-200x200.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Redes sociais serviram de ve\u00edculo para divulgar a campanha 100 Fotos para MS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O pastor Manoel Moraes, respons\u00e1vel estadual pelo grupo de evangeliza\u00e7\u00e3o da Igreja Universal do Reino de Deus, tamb\u00e9m relata um aumento significativo de doa\u00e7\u00f5es durante a pandemia. Moraes ressalta que em 2019 as contribui\u00e7\u00f5es foram de mais de 11 mil toneladas e neste ano, apenas nos primeiros nove meses, elas j\u00e1 chegam a mais de 52 mil toneladas. Ele tamb\u00e9m explica que os donativos recebidos s\u00e3o destinados a pessoas de comunidades carentes de regi\u00f5es como os bairros Noroeste, Bom Retiro, Caiob\u00e1, Paulo Coelho, Comunidade Ronix, Balsamo, Santa Luzia, Itamarac\u00e1 e Moreninhas. Al\u00e9m dos alimentos e roupas doadas, a IURD leva \u00e0s comunidades servi\u00e7os como corte de cabelo, escova, manicure, divers\u00e3o para as crian\u00e7as, atendimento m\u00e9dico, aula de escova\u00e7\u00e3o e limpeza dent\u00e1ria, atendimento jur\u00eddico e orienta\u00e7\u00e3o espiritual, que s\u00e3o realizados por profissionais volunt\u00e1rios de diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es costumavam ser realizadas em escolas, creches ou quadras, mas por conta da pandemia passaram a ser feitas apenas em locais abertos nos diversos bairros carentes espalhados pela capital. Moraes garante que os eventos realizados durante a pandemia est\u00e3o seguindo todas as recomenda\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a emitidas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), com uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual e respeito ao distanciamento m\u00ednimo nas presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os e na entrega de alimentos e donativos. Al\u00e9m de distribu\u00eddos nestes eventos, os alimentos e materiais recebidos passaram tamb\u00e9m a ser entregues de casa em casa, para evitar aglomera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/jornalismo-faalc.ufms.br\/projetil\/projetil-95\/\">voltar para edi\u00e7\u00e3o 95<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O empenho cada vez maior de pessoas que querem ajudar o pr\u00f3ximo Texto: Gabriella Gomes (agabriellagomes@hotmail.com) l Waldir Rosa (waldir.rosa@uol.com.br) O ano de 2020 come\u00e7ou com a not\u00edcia da COVID-19, e evitar o contato social direto para se proteger se tornou um desafio a ser vencido diariamente por todos. 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